Sábado, 23 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

PRIMEIRAS EDIçõES > ***

Matinas Suzuki Jr.

Por lgarcia em 29/01/2003 na edição 209

INTERNET GRATUITA

“A conta internet”, copyright O Estado de S.Paulo, 25/1/03

“Henrique, Jorge, Fábio e André têm em torno de 20 anos. Cursam diferentes faculdades em São Carlos, SP. Vêm de cidades diferentes, mas moram na mesma república de estudantes. Os pais, de classe média, sustentam os estudos dos quatro com certa dificuldade.

Fabio levou para a república de São Carlos um computador velho que ganhou de um tio. Os quatro fizeram as contas: tirando o dinheiro da faculdade, da comida, do transporte e da cervejinha do fim de semana, cada um poderia gastar R$ 10 com a internet por mês.

Com o total de R$ 40 eles poderiam assinar um provedor de acesso à internet, pela metade da quantia, e aproveitar os restantes R$ 20 para pagar a conta de telefone pelo tempo em que ficariam conectados. Mas discutiram a questão e chegaram à seguinte conclusão: traria mais benefícios para eles o uso de um provedor de acesso gratuito, reservando a totalidade dos R$ 40 para pagar a conta telefônica pelo tempo de navegação na rede mundial de computadores.

Eles passaram então a ter o dobro de tempo para pesquisar os temas de relevância para os estudos, para se informar, para trocar e-mails com amigos e familiares – e, por que não, para ver se conseguem arrumar uma namorada por meio da internet.

Esses R$ 40 não existiam para as companhias telefônicas. Eles apareceram com a necessidade de utilização da internet. Para efeito didático, vamos chamar esse dinheiro de ?conta internet?. A ?conta internet? para as companhias telefônicas seria de apenas R$ 20, caso Henrique, Jorge, Fábio e André tivessem optado por um provedor pago.

Como eles optaram por um provedor gratuito, colocaram R$ 20 novos na ?conta internet? da telefônica que opera na cidade de São Carlos.

Engordaram a ?conta internet?. Assim como milhões de cidadãos brasileiros que acessam a internet gratuita, eles trouxeram para as receitas das telefônicas um dinheiro extra que não existiria sem a internet grátis. Por seu lado, as telefônicas, ao perceberem o grande potencial de receitas geradas exclusivamente pela ?conta internet?, viram neste mercado promissor uma oportunidade legítima de crescer os negócios. Elas criaram então uma espécie de contrato ?implícito? com os usuários: você me dá tráfego e eu te dou um benefício, a internet grátis. Ganham Henrique, Jorge, Fábio e André, ganha a telefônica e ganha o País, que não pode ficar de fora da corrida digital.

Os estudantes de Alfenas têm seu orçamento apertado, mas mesmo assim tinham a opção entre um provedor pago e um gratuito. Eles pertencem à elite do País. Ocorre que existem os que nem sequer podem fazer uma opção. Para esses, a internet grátis é uma necessidade e um imenso benefício – benefício gerado exclusivamente pelo conjunto de usuários de internet que pagam a ?conta internet?. Trata-se de uma espécie de ?bolsa digital?, autofinanciada pela ?conta internet?, uma das soluções mais inteligentes que um país pobre como o nosso encontrou para aumentar a cidadania digital.

É, portanto, falso e demagógico (para não dizer eticamente distorcido e sensacionalista) o ?jornalismo? que tenta dizer que são os excluídos do mundo digital que pagam a conta da internet grátis. Trata-se exatamente do processo contrário: são os usuários da internet que criaram as condições, por meio da ?conta internet?, para que escolas, hospitais, instituições de caridade, sites de voluntariado e pequenas empresas pudessem fazer uso das vantagens da internet.

O que esse tipo de ?jornalismo? esconde, propositalmente, é que a conta da internet é um sistema que incentiva o uso de linhas telefônicas também de alguns provedores pagos. E, se ela incentiva inclusive os pagos, não se pode afirmar que os gratuitos estão promovendo concorrência desleal, como pretende um parecer encomendado pelos provedores pagos. É igualmente alarmista e sem fundamento o argumento que a internet gratuita vai aumentar os preços de telefonia, porque quanto mais usuários no sistema, mais os preços tendem a baixar.

É assim que o mercado funciona. Novamente, a verdade está na contramão das falsidades que os provedores pagos tentam, sem sucesso, disseminar: a verdade verdadeira é que quanto menos usuários, mais os preços das tarifas tenderão a subir. É assim que o mercado funciona.

Existe provimento gratuito de acesso à internet em vários países do mundo.

Para citar apenas alguns exemplos: no Canadá, no Chile, na Espanha, na França, na Itália, no Japão. Só no Reino Unido, são dezenas de provedores.

Na América do Sul, nossos vizinhos argentinos encontraram uma fórmula bastante engenhosa que serviria inclusive de modelo para o Brasil. Ao desregulamentar os serviços de telefonia, os argentinos criaram duas categorias de provimento: quem usa provedor pago, tem uma tarifa que começa a ter descontos a partir de 12 minutos de conexão; quem usa os provedores gratuitos, paga tarifa plena. Com isso, as telefônicas passaram a incentivar o nascimento de provedores gratuitos que são, hoje, mais de uma centena.

Houve uma explosão de crescimento da internet na Argentina justamente no momento em que o país passava por uma de suas maiores crises econômicas.

Os exemplos da Argentina e do Brasil mostram que a existência da internet grátis é fundamental para países com graves problemas de distribuição de renda.

Todos os estudos mostram que nada tem mais impacto para a inclusão digital do que o provimento de acesso gratuito – ainda que políticas complementares possam ser implantadas. O Brasil criou um modelo que permitiu a entrada de um imenso contingente de excluídos na era digital. Segundo a Unctad, da ONU, a internet atingiu 655 milhões de usuários em todo o mundo no ano 2002. A população da rede cresceu 30% no ano passado. Não é justo que apenas uma restrita parcela dos brasileiros tenha acesso a essa comunidade que está decidindo os destinos do planeta.

O Brasil precisa de mais e não de menos internet. O Brasil precisa tomar uma decisão: ou continua a ampliar os direitos da cidadania e da democratização do acesso à informação ou retrocede ao apartheid digital. É uma questão tão estratégica para o futuro do País que ela não pode ser decidida apenas por alguns em um ambiente de pressão criado pelos provedores pagos.

Trata-se de uma decisão que precisa ser tomada em conjunto com toda a sociedade brasileira.”

“Setor quer telefone barato; empresa rejeita acusação”, copyright Folha de S.Paulo, 22/1/03

“O diretor-presidente da Abranet (associação dos provedores de internet), Roque Abdo, disse ontem que as operadoras Telemar e Brasil Telecom subsidiam, respectivamente, os provedores iG e iBest. Segundo ele, o dinheiro da ajuda poderia ir para a popularização da telefonia fixa.

Para Abdo, o fato de as tarifas de telefonia serem semelhantes entre as operadoras não significa que o subsídio a provedores de internet não prejudique o consumidor.

?As atuais regras da Anatel determinam que os recursos provenientes das tarifas sejam destinados à telefonia fixa. Ficaria feliz se, em vez de subsidiar um provedor, a Telemar cortasse em 50% o preço da ligação pelo orelhão.?

A Brasil Telecom negou que esteja subsidiando o provedor gratuito iBest. A operadora afirmou que é apenas sócia do provedor e não tem nenhum contrato de repasse de dinheiro para ele. A Telemar disse que não iria comentar as acusações de Abdo de que subsidia o iG.

O novo regulamento da Anatel, que está em consulta pública, prevê que o usuário poderá escolher o código da operadora que intermediar a conexão com o provedor, com descontos. Para o diretor de regulamentação da Embratel, José Roberto de Souza Pinto, deveria haver também mudanças nas regras das tarifas de interconexão. Isso porque elas podem acabar sendo mais caras que o preço de navegação na internet.

Para Gesner de Oliveira, da consultoria Tendências, o novo regulamento da Anatel deve garantir preços iguais para grandes e pequenos provedores quanto aos custos com as operadoras.”

“Associação de usuários diz que ameaça à internet grátis é andar na contra-mão, copyright Ultimo Segundo (www.ultimosegundo.ig.br), 22/1/03

“O presidente da Associação Nacional dos Usuários de Internet (Anui), Raphael Mandarino Júnior, que representa a comunidade de usuários no Comitê Gestor da Internet, afirma que acabar com o atual modelo de acesso a serviços de internet é ir na contra-mão da inclusão digital. ?O acesso grátis mediante pagamento do pulso telefônico é uma conquista do usuário e não pode desaparecer?, afirma. ?O modelo brasileiro deu certo e não podemos deixar que desapareça do País. A internet grátis foi a coisa mais próxima da inclusão digital que o País já teve?.

Mandarino integra o Comitê Gestor juntamente com outros 11 representantes do governo, comunidade acadêmica e científica nomeados pelos ministérios da Ciência e Tecnologia e das Comunicações. Entre as atribuições do comitê, está assegurar qualidade e eficiência dos serviços ofertados, fomentar o desenvolvimento de serviços internet no Brasil e recomendar padrões e procedimentos técnicos e operacionais para a internet no País.

Segundo o representante, como a telefonia no Brasil ainda é muito cara, o modelo brasileiro de internet grátis acaba sendo o mecanismo de conexão possível de muitos brasileiros. ?Uma grande parcela dos usuários domésticos só acessam a internet após a meia-noite e no final de semana, quando o usuário paga um pulso único?, afirma.

Pelas regras da Anatel, o usuário paga um pulso único, independentemente do tempo de conversação ou de conexão, nos seguintes períodos: segunda a sábado (das 0h às 6h); sábado: (das 14h às 24h); domingos e feriados nacionais (o dia todo).

?Se acabar esse modelo, os usuários serão prejudicados. Para o usuário, o que interessa é conexão, qualidade e baixo custo?, afirma Mandarino.Quanto ao modelo de internet grátis brasileiro, o representante lembra que não é somente no Brasil que o provimento de acesso gratuito é baseado em taxas de interconexão, no qual acordos com as telefônicas garantem o repasse de parte das taxas de interconexão gerada pelo uso de linhas telefônicas pelos internautas aos provedores de acesso à internet.

?Isso acontece em diversos outros países, como Inglaterra, Alemanha e Espanha?, diz. ?Os provedores de acesso gratuito viabilizaram o modelo com base no repasse de parte da remuneração das teles. A diferença é que nestes países, há uma tarifa específica para internet, diferente da tarifa local?.

Na opinião de Mandarino, o modelo brasileiro provou ser vanguarda em termos de inclusão digital e tem servido de base para países que buscam a inclusão digital. ?O nosso modelo já está sendo copiado e exportado pare a países como a Argentina?, diz. ?Em termos de internet grátis somos modelo de sucesso e exemplo para os países em desenvolvimento?.

A internet grátis já representa 47% do mercado argentino. Segundo um estudo da empresa de consultoria Trend/IDC da Argentina, a utilização do acesso grátis aumentou em 56% em 2002 na Argentina, ao passo que o crescimento do uso da internet no geral aumentou em 15% no mesmo período, chegando a 4 milhões de usuários da rede no país.”

“Internet grátis está presente em todos os continentes e em pelo menos 38 países”, copyright Último Segundo, (www.ultimosegundo.ig.br), 24/1/03

“O Brasil não é o único país onde a internet grátis está presente e consolidada. O site Nopayweb, que se propõe a listar os provedores gratuitos disponíveis no mundo, identificou pelo menos 36 países do mundo, em todos os continentes, onde a existe a opção do acesso grátis. Entre eles, há potências econômicas como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá, França e Japão e diversos países em desenvolvimento como África do Sul, Cingapura, Hong Kong, Taiwan e Argentina.

Segundo um estudo da empresa de consultoria Trend/IDC da Argentina, o provimento de acesso gratuito já representa 47% do mercado do país. A Cabase, associação dos provedores de acesso à internet da Argentina, estima que existam mais de cem provedores de acesso gratuito operando atualmente naquele país. Especialistas ouvidos pelo US incluem ainda na lista de países com internet grátis: Índia, Paquistão, Peru, Espanha e os demais países que integram o Mercado Comum Europeu.

?Ninguém mais [na Europa] espera ter que pagar nada além da conta telefônica para ter acesso básico à Internet?, afirma Anthony Stanton, administrador de Sistemas da Easynet España – provedor voltado ao mercado da pequena e média, com matriz no Reino Unido, que também oferece o modelo de acesso gratuito para os leitores do jornal Marca, maior diário esportivo do país. ?Não existe limite de tempo nem qualquer restrição. É para qualquer um. Basta se inscrever?, afirma.

?Temos contratos com operadoras de telefonia que compartilham os lucros das ligações. Ou seja, a operadora paga ao provedor uma porcentagem desse lucro, chamado ?kick-back?, afirma Stanton. ?Praticamente todo provedor trabalha que com acesso para ‘massas’ oferece internet grátis?.

Os provedores de acesso gratuitos mais conhecidos na Espanha são: Jazz Free; o Terra, da Telefónica de España; e o Wanadoo.

O modelo mais comum de acesso gratuito à Internet na Espanha e na Europa é o chamado ?modelo inglês?, no qual a companhia telefônica compartilha com os provedores parte das as receitas advindas de conexões à internet. No Reino Unido, primeiro país a lançar internet grátis em 1998, o modelo fez sucesso rapidamente em razão do alto custo da ligação. ?Lá o preço do minuto chega a custar até US$ 10 centavos durante o dia, caindo para US$ 1 centavo nos fins de semana?, afirma Rogerio Rufino, consultor de telecomunicações da CTBC Telecom.

Ele lembra que desde o surgimento da internet grátis, na Inglaterra, os provedores já faziam acordos com as operadoras de telefonia para compartilhar a receita gerada pelo tráfego adicional na rede de telefonia. Atualmente, as companhias telefônicas inglesas são obrigadas a compartilhar as receitas advindas de conexão à internet com os provedores de acesso.

Para o professor do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e diretor de Inovação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Michael Stanton, tal modelo faz sentido. ?Esse modelo faz sentido, porque são os provedores que geram o tráfego?, diz. ?É graças a esses acordos com as companhias telefônicas que eles se sustentam. Sem essa injeção seria muito difícil a sobrevivência desses provedores?.

Segundo o professor, o modelo de acesso gratuito faz sucesso porque é conveniente para os usuários que navegam poucas horas por mês ou viajam muito. ?Esse modelo simplifica o uso da internet, elimina a burocracia e barateia o serviço?, diz. ?Para quem se conecta por muito tempo na internet acaba sendo mais vantajoso usar modelos de acesso paralelos ao acesso discado, mas para muita gente o modelo discado ainda é o mais interessante?.

Diferentes modelos

Os modelos de provimento gratuito, no entanto, variam de país para país. Há desde o oferecimento de acesso ilimitado, pagando-se pela conexão o mesmo valor das chamadas locais, até oferecimento de acesso por tempo limitado, através de uma tarifa diferenciada de conexão ou mediante algum tipo de contrapartida, como indicação de um amigo ou compras on-line periódicas.

Nos Estados Unidos e em diversos países da Europa, como Espanha e Alemanha, há modelos híbridos, onde não existe cobrança pelo acesso, mas paga-se uma tarifa diferenciada da ligação local. ?É semelhante ao nosso 0300. A vantagem é que o usuário pode usar o código para se conectar de qualquer localidade do País?, explica Rogerio Rufino.

São serviços semelhantes aos oferecidos no Brasil, do tipo pague pelo quanto você usar. Não existem mensalidades. A diferença é que o usuário paga um valor fixo por minuto, geralmente superior ao preço da ligação local.

?Esse modelo faz sucesso entre os usuários que usam a internet por um tempo maior e em horários diferentes?, afirma Anthony Stanton (que é filho do professor Michael Stanton, também entrevistado nesta reportagem). ?Quase todos os provedores da Europa que pertencem a grandes operadores de telefonia também oferecem esse tipo de serviço onde a taxa por minuto cobre o acesso e o custo das ligações?.

A Bamnet, por exemplo, oferece acesso a US$ 0,045 o minuto para qualquer região dos Estados Unidos. Na Alemanha, provedores como o Lycos cobram 0,0148 euro por minuto. Em outros provedores, o acesso gratuito é limitado ou condicionado a alguma contrapartida ou promoção. No Canadá, os usuários do Netzero têm acesso gratuito de até 10 horas por mês, o excedente é cobrado. Na África do Sul, Xsinet oferece um mês de internet grátis para os usuários que indicarem um amigo como novo usuário.

Nos Estados Unidos, boa parte dos provedores que oferecia acesso gratuito passou a condicionar o serviço a algum tipo de contrapartida. Em provedores como Address.com e Internet 4 Free, o usuário tem opção de acesso grátis desde que todo mês escolha uma opção de ?oferta?, ou seja, compre alguma coisa em algum site, assine algum tipo de cartão de crédito, se torne membro de algum site de compras ou coisas do tipo. No Juno, o acesso é grátis até por 10 horas ao mês. O usuário autoriza, no entanto, o envio de propagandas.

?Como nos Estados Unidos as ligações locais não têm custo, os provedores gratuitos têm de buscar outras alternativas para manter o modelo?, afirma o consultor de telecomunicações da CTBC Telecom. ?Quando a internet grátis surgiu, achava-se que ela seria para todos. Agora ela está encontrando o seu nicho: usuários que demandam baixo tráfego e que não ficam muitas horas na internet?, afirma Rufino.”

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“Lista de provedores gratuitos no Brasil inclui times de futebol, site religioso, Telefônica e Yahoo”, copyright Último Segundo, (www.ultimosegundo.ig.br), 24/1/03

“Já são pelo menos 30 empresas que oferecem acesso gratuito à internet no Brasil, desde o surgimento do iG, em janeiro de 2000. Pesquisa Ibope Internet POP, feita em outubro de 2002 em nove cidades (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre e Distrito Federal), revela que 53% dos usuários domésticos utilizam provedores gratuitos para se conectarem a internet.

Entre as empresas que oferecem acesso gratuito à web incluem-se bancos (o pioneiro Bradesco, seu concorrente Itaú, os oficiais Banco do Brasil e Caixa Econômica, o Banco1 e o multinacional Santander); jornais (Estadão, Diário da Manhã), clubes de futebol (Flamengo, São Paulo, Atlético Paranaense, Bahia, entre outros), provedores tradicionais como iG, BRFree, iBest, POP e o novo iTelefônica, provedor da Telefônica de Espanha, que já controlava o provedor pago Terra. Há também o multinacional Yahoo! e o Cidade Internet (ligado ao jornal argentino Clarín).

Há também um provedor religioso, o iGospel, ligado à igreja evangélica Renascer. É essa multiplicidade de entidades que gerou um segmento que contribui com mais da metade de todo o acesso brasileiro à internet.

Para o presidente da Associação Nacional dos Usuários de Internet (Anui), representante da comunidade de usuários no Comitê Gestor da Internet do Brasil, Raphael Mandarino Júnior, a internet grátis foi a coisa mais próxima da inclusão digital que o País já teve e tem servido de base para países que buscam a inclusão digital.

?O nosso modelo já está sendo copiado e exportado para países como a Argentina?, diz. ?Em termos de internet grátis somos modelo de sucesso e exemplo para os países em desenvolvimento?.

Veja a lista de provedores gratuitos que operam no Brasil, em ordem alfabética:


Atlético Paranaense

Banco do Brasil

Banco1

Banespa

Banrisul

Bradesco

BRfree

Caixa Econômica Federal

Cidade Internet

Diário da Manhã

Esporte Clube Bahia

Estadão

Flamengo

GlaxoSmithKline

iBest

iG

iGospel

Itaú

iTelefonica

POP

Santander

Santos

São Paulo F.C.

ShopFacil (Bradesco)

Tô Ligado

Tudo Paraná (Grupo Gazeta do Povo)

Ubbi

União São João

Universia

Yahoo!”


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“?Brasil é um país de excluídos. Não é justo que a internet seja paga?, afirma diretor do provedor gratuito iGospel, da igreja Renascer”, copyright Último Segundo, (www.ultimosegundo.ig.br), 24/1/03

“A internet pode ajudar a combater a exclusão social dos brasileiros, mas para isso precisa ser oferecida de graça, segundo a opinião do presidente de Marketing do iGospel, Mario Finamori.

O iGospel é um portal da Igreja Renascer em Cristo, que congrega 200 mil afiliados no Brasil. O site oferece conteúdo de caráter religioso e um discador, em parceria com o iBest, para conexão gratuita à internet. Permitir que as pessoas acessem a rede sem pagar faz parte filosofia de inclusão social defendida pela igreja.

?O Brasil já é um país de excluídos. Não é justo que a internet seja paga?, disse Finamori. ?Se funciona bem de graça, por que cobrar??, questiona. Flávio de Souza Pavão, um dos responsáveis pela área de internet do grupo, afirma que esse serviço não pode deixar de ser prestado para os cristãos do País.

?A comunidade está em expansão e já são 30 milhões de evangélicos no Brasil. Faltava um portal com conteúdo religioso, com a palavra de Deus e também com eventos e entretenimento?, acredita o bispo. ?Para que os cristãos possam acessar o portal é importante que não precisem pagar?, disse. Segundo ele, 30 mil pessoas se conectam diariamente pelo iGospel.

Para Finamori, a essência do meio pressupõe um acesso democratizado. ?Internet é uma rede e, conseqüentemente, ela existe para captar pessoas. Se são colocados limitadores – como o financeiro -, o objetivo desse meio de comunicação fica desvirtuado?.

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