Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1033
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Mídia contra todos

Por lgarcia em 14/08/2002 na edição 185

TELETIPO

Estudo do Center for Media and Public Affairs sobre a cobertura do Oriente Médio por telejornais das três grandes redes americanas (ABC, NBC e CBS) revelou que tanto palestinos quanto israelenses são avaliados de forma negativa. Conta Howard Kurtz [Washington Post, 5/8/02] que 78% das referências a Israel e 92% dos comentários em relação a palestinos eram desfavoráveis. "A mídia tem preconceito contra todos", diz o diretor do centro, Robert Lichter. "Os dois lados acham que a mídia está contra eles, e ambos estão certos. Você quase nunca ouve uma justificativa para nada, apenas condenação." Na hora de apontar culpados pela violência, os palestinos são os acusados em 42% do tempo, e os israelenses em 33%.

O Parlamento da Turquia aprovou a criação de emissoras de TV e rádio em idioma curdo. A medida faz parte de um pacote de reformas que inclui a abolição da pena de morte e ajuda o país a se qualificar para negociar a entrada na União Européia. Segundo Claudia Parsons [Reuters, 2/8/02], a Turquia tem 12 milhões de curdos, e partidos nacionalistas são contra transmissões nesta língua alegando que os veículos podem instigar movimentos separatistas.

O New York Times se tornou o primeiro jornal a ter todas suas edições de 1851 a 1999 digitalizadas pela companhia ProQuest, que vai fazer o mesmo com os arquivos de Wall Street Journal, Washington Post e Christian Science Monitor. A conversão eletrônica respeita o formato original em que textos, fotos e anúncios foram impressos no papel. Os 25 milhões de artigos do Times, que cobrem 148 anos de história, ocupam mais de 3 milhões de páginas e 4 terabytes de dados. Kendra Mayfield [Wired News, 29/7/02] informa que a ProQuest cobra pelo acesso às edições digitalizadas, disponíveis em seu sítio de internet.

A União dos Consumidores americana declarou que, apesar dos esforços do governo de desregulamentar o setor de telecomunicações para supostamente incentivar a competição, não houve redução de preços. Pelo contrário: desde 1996, quando a legislação foi aprovada, as taxas cobradas aumentaram 45%. A National Cable & Telecommunications
Association responde alegando que o projeto só começou de fato em 1999, e desde então houve aumento de 17%. Ainda assim, trata-se de um acréscimo maior do que a inflação registrada neste período, informa a AP [29/7/02]: de dezembro de 1995 a 1999, a inflação foi de 7,5%, e de março de 99 a junho deste ano, foi de 9%.

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