Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Por lgarcia em 19/03/2003 na edição 216

THE WASHINGTON POST

Em sua coluna de 9/3/03, o ombudsman do Washington Post, Michael Getler, comenta que leitores têm reclamado que o jornal se utiliza em demasia de fontes não identificadas, com as chamadas declarações off the record de “altos funcionários do governo”. Recentemente chegou ao Post a carta de um destes “altos funcionários” queixando-se que não teria sido citado em matéria sobre a intervenção americana no Iraque.

A reportagem, publicada com chamada de capa no dia 21/3, afirma que “a administração Bush planeja ter total controle do Iraque pós-Saddam Hussein, com uma administração interina chefiada por civis americanos, cujos nomes ainda estariam por definir, que dirigiria a reconstrução do país e a criação de um governo iraquiano ?representativo?, de acordo com projeto recém-finalizado descrito por funcionários do governo dos EUA e outras fontes”.

Em carta publicada pelo Post, o subsecretário de Defesa para Política dos Estados Unidos, Douglas Feith, afirma que não existe um plano como esse e reclama que o jornal deveria ter citado as declarações que ele fez neste sentido, em vez de fazer “um retrato inexato” da situação com base em fontes sem identificação.

A gerente editorial assistente Liz Spayd respondeu que o ponto de vista de Feith foi colocado na reportagem, mesmo que ele não tenha sido mencionado. Ela afirma, no entanto, que o trabalho de reportagem feito pelo Post indica que o plano existe, apesar das afirmações do subsecretário. De qualquer modo, admite, Feith deveria ter deveria ter sido citado.

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