Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

PRIMEIRAS EDIçõES > ELEIÇÕES

Monopólio da RBS

Por lgarcia em 20/07/1998 na edição 49

 

O

bservador sulista nos convoca a acompanhar o fenômeno rio-grandense de manipulação da opinião. Argumenta que o monopólio da RBS ( que publica o jornal Zero Hora, de Porto Alegre) produz algumas situações que nem as rádios favoráveis ao malufismo – já acesas em São Paulo – conseguiriam imitar.

Sem concorrência, afirma, os veículos da RBS fazem e dizem o que querem.

(O grupo RBS é constituído por 60 empresas, entre as quais 12 emissoras de TV e 17 operadoras de TV a cabo só no Rio Grande do Sul. As informações são de Fernando Ernesto Corrêa, vice-presidente do grupo, à repórter Elvira Lobato – Folha de S. Paulo, 2/3/97.)

Vale para rádio, jornal e TV. E não se trata só da linha editorial adotada. Jornalistas tidos como referências para a opinião pública acabam embarcando no caminho fácil. Exemplo: radialistas que são garotos-propaganda em institucionais de rádio do governo estadual.

Isto deixa o ouvinte confuso: trata-se de um jornalista ou de um militante?

Outro Observador propõe que Curitiba mereça máxima atenção. A cidade tem uma dezena de jornais que sobrevivem basicamente do dinheiro público. Um deles é caso patológico de compra de material de outros jornais: concorre ao Guinness como recorde de colcha-de-retalhos.

Em princípio, fora do eixo Rio-SP-Brasília há ainda menos discrição, classe e pruridos para fazer o jogo em período eleitoral.

Os Observadores

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