Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > TV INGLESA

Mário Maestri

Por lgarcia em 19/12/2001 na edição 152

TARSO DE CASTRO

"Tarso de Castro, editor de O Pasquim" copyright Correio da Cidadania, 15/12/01

"Era consenso entre os historiadores do jornalismo brasileiro a urgente necessidade de estudos sobre Tarso de Castro, sobretudo no que se refere a sua atuação como editor do Pasquim. Agora, Sônia Bertol, professora do curso de Comunicação da Universidade de Passo Fundo, recupera sintética e analiticamente a trajetória profissional do importante e inovador jornalista em Tarso de Castro, editor de O Pasquim, que a UPF Editora acaba de publicar [www.upf.tche.br/editora].

Originalmente apresentado como dissertação de Mestrado, o presente estudo aborda o cenário histórico e político da imprensa brasileira, com ênfase nos anos 1964-1984, destacando o papel desempenhado por Tarso de Castro na criação de O Pasquim, o certamente mais importante semanário alternativo do período da Ditadura Militar, devido ao seu conteúdo/forma combativo, polêmico e inovador.

Nascido em Passo Fundo, RS, em 1941, Tarso de Castro realizou interessante percurso jornalístico. Começou a trabalhar no diário O Nacional, daquela cidade, de sua família; prosseguiu na Zero Hora e Última Hora, em Porto Alegre; transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde atuou em jornais tradicionais e alternativos, destacando-se na fundação e edição de O Pasquim. Voltou para O Nacional, em sua cidade natal, falecendo, a seguir, precocemente.

Desde seu aprendizado jornalístico, Tarso revelou características que o tornariam conhecido como jornalista irreverente, audaz, original. A coluna que inaugurou, nos anos 50, em O Nacional, sob o pseudônimo TeDeCê, é prova de sua precoce vocação pasquineira. Despreocupando-se com as resistências despertadas na ainda provinciana cidade natal, abordou sem concessões discussões e temas que julgava necessários.

No início dos anos 60, atuando profissionalmente em Porto Alegre, travou fecunda amizade com Samuel Wainer, grande jornalista e empresário da comunicação, que estimularia seu estilo combativo e valente, tornando-o colunista da sucursal carioca de Última Hora. Na época, foi apoiado também por Leonel de Moura Brizola, o importante líder trabalhista gaúcho e brasileiro, na decisão de lançar seu primeiro jornal alternativo, o Panfleto.

Além de fundar O Pasquim, junto com Jaguar e outros humoristas, jornalistas, articulistas, caricaturistas etc. excelentes, Tarso de Castro editou os semanários JA – Jornal de Amenidades; Panfleto; Enfim; o suplemento Folhetim [Folha de SP]; a Tribuna da Imprensa; a revista Careta [Editora Três]; e o semanário O Nacional. Tarso de Castro foi também colunista de Última Hora, Folha de São Paulo, da revista Afinal e da Folha da Tarde.

Em Tarso de Castro, editor de O Pasquim, Sônia Bertol resgata igualmente a fase pós-Pasquim, quando o jornalista retornou ao Nacional, em Passo Fundo, atendendo ao chamado do pai, Múcio de Castro. Nessa sua última grande intervenção jornalística, revigorou o tradicional diário do Planalto Médio gaúcho, enfatizando a máxima que compartia com seu amigo Samuel Wainer: lugar de repórter é na rua.

Passional, radical, irreverente, Tarso é lembrado pelo seu amor apaixonado aos jornais, às mulheres, à vida. Foi precisamente o choque de sua criativa paixão pela liberdade com o autoritarismo que refinou sua abordagem jornalista irônica, corrosiva e rebelde, no então perigoso jogo realizado sobre o fio de navalha que cortava impiedosa. Legando grande contribuição ao jornalismo brasileiro, foi agente da história de seu tempo, a partir da trincheira que definiu como sua- o jornalismo.

Em Tarso de Castro, editor de O Pasquim, com narrativa competente e amena, Sônia Bertol preenche importante lacuna da história do jornalismo e da vida política nacional. Realiza, igualmente, elogio sincero e merecido a Tarso de Castro, a sua cidade e à luta pela liberdade no Brasil. (Mário Maestri é professor do programa de pós-gradução em História da UPF)"

 

INTERNET

"Telesp Celular lança provedor de internet" copyright Folha de S. Paulo, 13/12/01

"A Telesp Celular, maior operadora de telefonia celular do Brasil, criou o seu próprio provedor de internet. O presidente da empresa, Carlos Vasconcellos, afirmou ontem que o serviço é destinado a dar suporte a um novo serviço da companhia, o Zaaap, que permite que usuários de notebooks, PCs e palmtops naveguem em alta velocidade na internet com uma linha de celular. A assinatura do provedor sairá por R$ 14,90 mensais.

Vasconcellos negou que a Telesp Celular vá priorizar esse negócio. ?N&aatilde;o temos interesse em nos dedicar muito ao provimento de internet. Iremos inclusive permitir em breve que outros provedores, como o UOL e iG, ofereçam o acesso à rede com nossa infra-estrutura para celulares.?

Mas a investida da Telesp Celular vai mexer muito com o mercado. O diretor de soluções sem fio da IBM para a América Latina, Emerson Pierdoná, considerou inevitável que a operadora inclua em suas prioridades as atividades como provedor."

 

TV INGLESA

"Redes tiram cinema inglês das cinzas" copyright Folha de S. Paulo, 11/12/01

"Gosta de cinema inglês? Então agradeça à televisão. Não fosse a participação ativa da TV britânica na produção cinematográfica dos anos 80, talvez nunca teríamos visto ?Trainspotting? ou ?Quatro Casamentos e um Funeral?.

E, por falar em casamento, o namoro entre televisão e cinema começou na década de 60, quando os principais produtores de TV do país se cansaram de trabalhar com videoteipe e passaram a filmar em película de 16 mm.

Kenith Trodd, produtor veterano, parceiro de Dennis Potter e outros diretores em vários sucessos de bilheteria, foi um dos responsáveis por essa revolução. ?Naquela época e durante os anos 70 e início dos 80, a indústria cinematográfica do Reino Unido estava pobre. Os filmes mais interessantes eram os da televisão?, diz Trodd, em entrevista à Folha.

Mas, no princípio, o romance entre os dois mercados ainda tinha inimigos. ?Por problemas corporativos e contratuais, os filmes quase nunca podiam ser distribuídos pelos cinemas, mesmo que houvesse grande demanda ou ofertas altas de outros países?, afirma Trodd, que participará de dois debates no encontro do Centro Cultural Banco do Brasil.

A relação evoluiu e o noivado se deu em 1983, com a estréia na televisão do Channel Four, canal público, que decidiu produzir filmes que pudessem ser exibidos primeiro no cinema e, depois, na TV.

Com o casamento sacramentado pelo enorme poder da televisão pública na era Thatcher, vieram os filhos, como ?Minha Adorável Lavanderia?, em 1985, e ?Quatro Casamentos e um Funeral?, dez anos depois.

Aos poucos, o mel da relação foi adoçando a tradicional rede BBC, que resolveu também aderir ao esquema. Entre suas produções, uma das mais bem-sucedidas foi ?Billy Elliot? (2000).

Hoje em dia, no entanto, casamento talvez não seja mais a melhor palavra para definir a conexão entre a TV e o cinema, na opinião de Trodd. ?Ainda existem alguns investimentos cruzados, mas a indústria cinematográfica britânica está em uma condição muito mais saudável e independente do que a dos anos 80. Essa ?saúde? está mais relacionada a uma maior disponibilidade de recursos financeiros do que propriamente ao sucesso de bilheteria ou qualidade artística.?

E é sobre essa evolução do relacionamento entre TV e cinema que Trodd vem falar no Brasil. Ele diz que sabe pouco da experiência brasileira no setor."

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