Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > REVISTAS

Mudança de estratégia

Por lgarcia em 17/07/2002 na edição 181

CNN

A CNN, ultrapassada nos índices de audiência pela Fox News, sua principal concorrente no segmento de canais de notícias a cabo nos EUA, está repensando seu jeito de ser. Tradicionalmente conhecida por enfatizar notícias objetivas, em reportagens informativas sem muito comentário, a rede agora quer dar mais espaço a apresentadores que atraiam público pela personalidade. Para David Neuman, conselheiro do presidente da rede, Walter Isaacson, a emissora deve ser mais " em primeira pessoa". "O repórter e o âncora se revelarão muito mais. A CNN será mais informal, autêntica, real".

A iniciativa é fruto da queda nos lucros que a CNN vem enfrentando. O rendimento do grupo caiu de US$ 1,2 bilhão em 2000 para US$ 1,1 bilhão no ano passado. Diversas alternativas já foram cogitadas para redução de custo, inclusive o fechamento de alguns dos 31 escritórios internacionais do canal, medida da qual se desistiu com os atentados terroristas de 11 de setembro, que mostraram a importância da manutenção da boa correspondência estrangeira. As concorrentes NBC, CBS e ABC, juntas, têm menos representações fora dos EUA que a CNN.

Apesar de darem audiência, as "hard news" não empolgam patrocinadores, que não querem associar suas marcas a atentados terroristas, desastres naturais e outros tipos de desgraça. No ano passado, anunciantes conseguiram negociar reduções de até 25% no custo do tempo na CNN, quando a queda média na TV a cabo americana foi de 1%. O canal suspendeu a venda de pacotes publicitários separados para "notícias urgentes".

A contratação de apresentadores-astros como Paula Zahn, Connie Chung e Aaron Brown é muito cara. Será necessária disposição dos patrocinadores para que a nova estratégia da CNN possa ser mantida junto coberturas caras como a da guerra no Afeganistão. Sally Beaty, do Wall Street Journal [5/7/02], comenta que, se o mercado obrigar a emissora a diluir a presença em lugares importantes ao redor do mundo, o telespectador estará entre os maiores prejudicados.

REVISTAS

O mercado de publicações de informática nos EUA diminuiu muito desde que o mundo das empresas de alta tecnologia entrou em crise. Contudo, um nicho está crescendo rapidamente: o das revistas de jogos para computador e aparelhos de videogame. Com o barateamento de aparelhos de última geração como XBox e GameCube, o número de usuários aumentou muito. Calcula-se que os fabricantes de videogame vão faturar US$ 12,7 bilhões este ano, mais que a indústria americana de cinema, fortíssimo pilar do ramo de entretenimento no país.

Editoras como Ziff Davis e Imagine Media, que vinham suspendendo títulos e demitindo funcionários por estarem atreladas ao desempenho da Nova Economia, estão voltando à vida. A Imagine, subsidiária da britânica Future Network, que havia reduzido sua equipe em 80%, projeta que os lucros com suas revistas de videogame saltarão de US$ 31,7 milhões em 2001 para US$ 37 milhões em 2002.

A Ziff está suspendendo publicações de internet como Yahoo! Internet Life, Smart Business e Family PC, que perderam muitos leitores e anunciantes com a quebradeira das pontocom. Mesmo assim, quando o assunto são os jogos eletrônicos, a situação é de otimismo. A editora diz que o número de páginas de anúncios nas suas revistas de videogames cresceu 13% e o lucro com publicidade aumentou 34% no primeiro semestre deste ano.

As duas editoras caminham lado a lado no promissor mercado. A Imagine produz a revista oficial do XBox, The Official XBox Magazine, em parceria com a Microsoft. Para usuários do mesmo videogame, a Ziff oferece a XBox Nation. Para o PlayStation, quem faz a revista oficial, Official U. S. PlayStation Magazine, é a Ziff. A revista concorre com a PSM, da Imagine. Essas e tantas outras revistas do tipo têm em comum o fato de serem consumidas por um público muito atraente: os adolescentes. Patrocinadores de peso, como Nike e ESPN, têm muito interesse em atingir essa fatia do mercado. O poder de consumo do teens americanos também se reflete no lançamento diversos títulos para meninas, como Teen Vogue, Teen People, Ellegirl e CosmoGirl. Com informações do San Francisco Chronicle [3/7/02] e da Reuters [3/7/02].

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