Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Muita gripe na TV americana

Por lgarcia em 23/12/2003 na edição 256

TELETIPO

A onda de gripe que atinge os EUA tem tido muito espaço na televisão. Em artigo para o USA Today [15/12/03], Peter Johnson discute se a mídia não teria exagerado na cobertura, visto que um número muito grande de pessoas saiu à procura de vacina contra a doença, o que causou a falta dela em algumas regiões. Em programa da CBS, representante do Centro de Controle de Doenças (CDC, sigla em inglês) afirmou que o assunto é sério e merece destaque. "Penso que se você entrar em qualquer café na América, as pessoas estão falando disso. Temos de ser responsáveis e fazer a cobertura", concorda o produtor do telejornal NBC Today, Tom Touchet. O reitor da Escola de Saúde Pública de Harvard, Jay Winsten, por sua vez, acredita que a televisão "exagerou o medo e a escassez de vacinas", e acusa o CDC de tentar amenizar a situação por ter sido o responsável por começar a histeria. O analista de mídia Andrew Tyndall verificou que a TV deu mais destaque à epidemia deste ano que nas vezes anteriores. Como ela se antecipou à propagação da doença, pode ter feito com que muitos potenciais contaminados se vacinassem, e a dimensão deste efeito é difícil de avaliar.

Dois jornalistas do New York Times desafiaram a ordem do juiz Thomas Penfield Jackson de revelarem suas fontes em matéria sobre o cientista Wen Ho Lee, suspeito de espionar para a China, sob alegação de que a Constituição americana lhes garante o direito de sigilo. Lee foi demitido de um laboratório do departamento de Energia em 1999 por supostamente ter facilitado o acesso a dados sobre armas nucleares. Contudo, não foi acusado por isso formalmente, e agora quer ser indenizado pelo governo por ter deixado vazar a informação de que era investigado por espionagem. Os repórteres James Risen e Jeff Gerth se negaram a dizer quem deu as informações sobre o cientista. Outros três profissionais de imprensa que também cobriram o incidente foram intimados a depor. A lei dos EUA não dá aos jornalistas o mesmo grau de sigilo garantido a médicos e padres, segundo informações da Reuters [18/12/03].

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