Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Negócio desfeito

Por lgarcia em 25/12/2002 na edição 204

TELETIPO

A Echostar Communications, segunda maior operadora de TV por satélite dos Estados Unidos, desistiu de comprar sua rival maior, a Hughes Electronics, o que criaria um sistema gigante com 19 milhões de assinantes. O motivo alegado é que os processos antitruste movidos pelo Departamento de Justiça e 23 estados atrasariam o negócio, que tinha, segundo o acordo entre as duas partes, data limite de 21/1/03 para ser fechado. O Departamento de Justiça e a Comissão Federal de Comunicações se opuseram à fusão, pois prejudicaria usuários da zona rural que não têm opção de assinar TV a cabo. Como a Hughes voltou a ficar livre e desimpedida, o mercado especula quem poderá comprá-la. A Reuters [16/12/02] nota que a News Corp. de Rupert Murdoch já fez oferta no ano passado, mas outro investidor levou a melhor na ocasião.

Como existe a perspectiva de que o Pentágono autorize que centenas de repórteres acompanhem a invasão do Iraque, muitos jornalistas americanos estão recebendo treinamento. A CNN montou um campo em Atlanta, onde treina 400 funcionários. Organizado pela empresa britânica AKE, é provavelmente o programa mais completo da imprensa. O âncora Aaron Brown, que deve ir ao Iraque, reclamou que aprendeu até coisas demais, como diferenciar tipos específicos de armamentos. Em novembro, o Pentágono ofereceu instrução a 57 profissionais. Como reporta o USA Today [12/12/02], há uma preocupação redobrada com a onda de ataques a jornalistas. Os repórteres, mais que nunca, tendem a ser alvos nesta guerra.

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O Wall Street Journal iniciou campanha agressiva para conseguir mais assinantes para seu serviço de internet. Como é um dos poucos sítios jornalísticos a cobrar assinatura, o wsj.com baseia sua publicidade na idéia de que os sítios financeiros gratuitos não têm informação de qualidade. Foi criada até uma página <www.biz-o-rama.com> para satirizar os concorrentes. O curioso é que alguns portais financeiros, como Bloomberg.com e The Motley Fool, estão aceitando a publicidade do wsj.com. A campanha é agressiva, mas o dinheiro é bem-vindo. The New York Times [12/12/02] diz que os sítios aceitaram a propaganda porque não concorrem diretamente com o WSJ.

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