Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

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Nelson de Sá

Por lgarcia em 05/10/2000 na edição 99

"Cabeça no lugar", copyright Folha de S. Paulo, 02/10/00

"Assistir outra vez ao teatro eleitoral na TV, melhor dizer logo farsa eleitoral, é um choque, depois de meses sem ver um único comercial.

Começou sábado, no JN:

? No segundo lugar, três candidatos estão empatados.

Eram Alckmin, Maluf e Tuma. Erundina aparecia com distantes 8%. No domingo, pelo meio-dia, a estatal Cultura prosseguiu:

? Para o Ibope, só três estão com chances de chegar ao segundo turno. Erundina estaria fora da disputa, com 8%.

Também na Cultura, ouvia-se, em meio à votação:

? A prefeitura pode fazer muito pouca coisa, por exemplo, (contra) os crimes contra o patrimônio. São os índices de roubo de automóvel, assalto a banco, que dão muita mídia.

Nos intervalos de todas as redes, uma propaganda completava:

? O Ministério da Justiça esclarece: estão sendo divulgadas informações deturpadas. A verdade é: os crimes hediondos continuam com as mesmas penas máximas, 30 anos. O criminoso passará mais tempo na prisão. A nova lei será dura contra o crime e visa aumentar a segurança da população.

Início da tarde, votação correndo, e surge Gugu Liberato, ainda menos dissimulado, repetindo o que já havia recomendado no sábado:

? Votem com a cabeça no lugar.

Cabeça no lugar, para quem não sabe, é o slogan de Alckmin, assim como o comercial do ministério era uma defesa de Alckmin, assim como dizer que Erundina estava ?fora? servia ao voto útil em Alckmin.

Encerrada a votação, volta a Globo:

? Pelos números do Ibope, tudo indica que estão disputando um bilhete para o segundo turno, voto a voto, Geraldo Alckmin e Paulo Maluf.

No fim, quase deu mesmo.

É por essas e tantas outras que a política se faz cada vez menos no teatro eleitoral e mais nas ruas."

"Horário eleitoral na TV teve fuga de 1,8 milhão", copyright Folha de S. Paulo, 28/09/00

"O horário eleitoral gratuito, que se despede hoje nas cidades onde não houver segundo turno, teve uma audiência média de 3,44 milhões de telespectadores na Grande São Paulo, nas três primeiras semanas de setembro, segundo projeção sobre dados do Ibope.

Esse dado, que corresponde a 43 pontos (a audiência da novela das sete da Globo), se refere ao horário nobre ? das 20h30 às 21h ? e é a soma de todas as emissoras.

Mas o que chama a atenção é o número de telespectadores que desligaram seus televisores durante o palanque eletrônico: 1,76 milhão (ou 22 pontos no Ibope, a audiência do Show do Milhão). No horário do Jornal Nacional, a soma das emissoras dava 65 pontos. Essa audiência caía para 43 durante a propaganda eleitoral. No horário da novela das oito, as emissoras recuperavam o público e voltavam aos 65 pontos.

À tarde, o horário eleitoral deu ?prejuízo? às emissoras. Na meia hora anterior, elas somavam 36 pontos. Perderam 16 pontos durante a propaganda e só recuperaram 11 na meia hora seguinte. No horário nobre, candidatos a prefeito deram média de 46 pontos, contra 41 dos vereadores. Cada ponto equivale a 80 mil telespectadores na Grande São Paulo."

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