Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > MST vs. FOLHA

Nem sozinho no banheiro

Por lgarcia em 21/02/2001 na edição 109

Edição de Marinilda Carvalho

A mensagem do leitor Leonardo Borges é oportuna. O que fará a Globo quando a Tradição passar no Sambódromo? A escola homenageia Silvio Santos, do SBT, e seus destaques serão os personagens que tiram audiência da emissora carioca. A Globo ficou perplexa quando o Vasco entrou em campo com a logomarca do SBT nas camisas, na final do Brasileiro, e evitou ao máximo mostrar a marca da rival.

E agora?

Acho apenas que o leitor se engana ao dizer que a Globo "está sendo obrigada a refletir sobre suas atitudes e a analisar o grande monopólio que detém nos meios de comunicação do Brasil". A Globo não perderia tempo com isso.

Bem, não percam as cartas sobre o caso "Memórias das trevas", que estão no Circo da Notícia.

Um abraço, boa leitura.

ZERO HORA

Olhem só a resposta que a repórter Cris Gutkoski, do jornal Zero Hora, enviou-me, depois de ter sido corrigida quanto a uma impossibilidade cronológica. Que empáfia, hein? E há alguma regra quanto a se ignorarem as maiúsculas em inícios de frase, quando se está a usar o e-mail? Jornalistas não deveriam maltratar o idioma nem mesmo quando estão sozinhos no banheiro.

"a frase sobre Freud não é ambígua. faço referência a sinais de telégrafo e eletricidade imediatamente antes, no mesmo parágrafo de abertura, coisas que, quando Álvares de Azevedo nasceu, na primeira metade do século 19, não estavam em uso em nenhuma parte do mundo, não só no Brasil. logo, não dava para ler Freud nem aqui nem em lugar nenhum. Já fiz referência algumas vezes a Freud em textos anteriores no Cultura e no Segundo Caderno e sei exatamente quando ele nasceu e o ano de suas principais obras.

(Cris)

Henrique Daneri wrote:

Na página 5 do caderno de Cultura deste sábado, Cris Gutkoski escreve que, no Brasil de há 150 anos, ?Dava para ler Goethe, mas não Freud ainda?. A frase é indesculpavelmente ambígua, induzindo os leitores menos ilustrados a acreditar que, em alguma parte do globo, já ?dava? para ler Freud. Impossível: Freud nasceu em 1856. Na página 35 do caderno de Esportes, Davi Coimbra escreve que Victor Hugo teria se baseado em Van Gogh para construir um dos personagens de ?Germinal?. Mais uma vez, impossível: não foi Victor Hugo, mas Émile Zola, quem escreveu ?Germinal?. Outro dia, Ticiano Osório já afirmara que o escritor Joseph Conrad era norte-americano de origem polonesa. Engano brutal: era polonês de nascimento e depois naturalizou-se inglês. Entre Inglaterra e EUA há um oceano! Sugiro que os profissionais de Zero Hora aprimorem seus conhecimentos gerais antes de se permitirem pontificar sobre assuntos que evidentemente ignoram. Cordialmente, Henrique Daneri, médico.

Henrique Daneri

VEJA

Na edição 1.687 de revista Veja, a matéria "Não é a vaca que está louca" traz, à página 36: "Hoje em dia, afirmar que um país tem a doença da vaca louca equivaleria, na Idade Média, a dizer que havia leprosos numa cidade."

O jornal canadense The Globe And Mail (aliás, citado na matéria da Veja, mas não com relação ao trecho em questão) publicou, no dia 3 de fevereiro de 2001 (portanto, antes da Veja), artigo em que, a certa altura, se lê: "Accusing another country of selling products abroad that could be infected with bovine spongiform encephalopathy (BSE) is the 21st-century equivalent of saying someone is spreading the plague."

Ou seja, em essência, a mesma frase. Prefiro crer que a jornalista Consuelo Dieguez não tenha agido de má-fé, e gostaria de registrar que li o artigo do The Globe And Mail antes de ler a matéria da Veja.

Caio Franco

IBOPE

Muito interessante o artigo do professor Antonio Fernando Beraldo (remissão abaixo). Como ele diz, o Brasil é muito grande e com regiões muito diferentes umas das outras em termos de cultura, hábitos, costumes. Esses aspectos são, muitas vezes, negligenciados pelo Ibope. Um exemplo são as pesquisas sobre o percentual de torcedores dos vários clubes brasileiros. Nesse particular gostaria de perguntar ao professor Beraldo: a) é correto extrapolar dados obtidos junto a 3 mil torcedores, escolhidos não se sabe como, apenas nas principais capitais brasileiras, como representativos do torcedor brasileiro em geral (como fez o Ibope em pesquisa recente, de parceria com o jornal Lance)?; b) em caso de resposta negativa, qual seria a forma correta de realizar tal pesquisa?

Abraham Bohadana

AINDA LAÇOS

Estive lendo o Observatório esses dias, e fiquei abismado ao perceber que não se observou, no assunto da "censura" da novela da Globo, a real intenção da polêmica fabricada… Ora, tudo começou exatamente na semana em que iria estrear Vidas cruzadas, da Record. Uma maquiavélica (e, na prática, eficientíssima) maneira de não permitir o sucesso da ameaçadora concorrente, chamando, com a reconhecida colaboração das demais mídias interessadas, a atenção da audiência. É só conferir o "ibope" de Laços de família antes e depois da polêmica. Imaginem correr o risco de perder a suprema controladora tupiniquim a mais conhecida "novela das oito"? E para quem acha que não havia esse risco, atentem: um dos segredos dos vitoriosos é jamais menosprezar o adversário. Vocês são bons entendedores…

Mauro Machado

MST vs. FOLHA

Dia a dia caem as máscaras dos "donos da notícia" e de seu cupinchas. Com o caso da acu$ação de JosIncra e da "Falha de $ão Paulo" ao MST ? e com as recentes denúncias (procedentes, diga-se de passagem) feitas pelo OI (à participação do Grupo Falha no Cartel Global para a fabricação da desinformação pública e as ligações perigo$as com Toninho Malvadeza) nos resta saber se o quase-jornal do $r. Fria$ Filho, além de rasgar o Manual de Redação da "Falha de $ão Paulo", rasgará também o Manual do Jornalismo Conseqüente. Ou tentará outro ramo de atividades ($al$icha$? frango$? marketing político?), já que o jornalismo e o teatro não são definitivamente sua praia. Quem sabe a "Falha" não caminhe a passos largos para a vala comum onde jazem "Folha da Tarde" e "Notícias Populares" (que não deixaram boas lembranças). Dizem que o tempo é rei. Graças a Deu$ que a "Falha" não é no$$a!

Valdinei Dias Batista, professor, poeta

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O cifrão e a credibilidade ? Luiz Antonio Magalhães

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