Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > CHINA

Não a jornal gratuito

Por lgarcia em 14/02/2001 na edição 108

MONITOR DA IMPRENSA


BOSTON

A sueca Metro International ofereceu a Boston um plano para distribuir jornais diários gratuitos nos transportes e em estações – em troca de milhões em dinheiro, estações limpas e uma página dedicada a anúncios de transporte, como já faz em Toronto, Roma, Varsóvia, Atenas e outras cidades importantes. Kevin Sullivan, secretário de Transportes de Massachusetts, torceu o nariz. “Enquanto estiver aqui, isso nunca ocorrerá”, disse.

O acordo, em alguns aspectos, era tentador. O dinheiro que o estado economizaria em anúncios no Boston Globe e no Boston Herald seria substancial. Mas, segundo Raphael Lewis [The Boston Globe, 8/2/01], o acordo não vale a confusão que causaria. “Não quero impor nada aos nossos consumidores”, disse Sullivan.

 

COMUNICAÇÕES

Michael K. Powell, novo diretor republicano da Comissão Federal de Comunicações americana (FCC), criticou uma série de regulamentos que afetam emissoras, companhias telefônicas, operadoras de cabo e provedores de internet. As regras pretendem evitar que as maiores companhias tornem-se ainda mais poderosas, prover serviços aos que menos podem obtê-los e permitir fiscalização.

Powell, no entanto, mostra incrível fé no mercado para corrigir possíveis problemas. Segundo Stephen Labaton [The New York Times, 7/2/01], o novo diretor enfatizou a redução de seu papel como interventor. “Acho que a falta de regulamentos é, na verdade, um ingrediente crítico para facilitar a competição”, disse Powell.

Especialistas afirmaram que os comentários de Powell refletem uma ideologia profundamente direitista. Gene Kimmelman, co-diretor da sede em Washington da União dos Consumidores, disse que “é difícil acreditar que uma pessoa comum, sem escolha de operadoras de cabo e serviços de telefonia local, se encantaria com esse tipo de desregulamentação. Powell não está em contato com o que pensa a população-padrão”.

 

CHINA

Em campanha para descrédito da excomungada seita Falun Gong, a China agarrou novo alvo: jornalistas americanos que estariam sendo investigados sob acusação de testemunharem a auto-imolação de fiéis na praça Tiananmen, em janeiro.

“Testemunhando a auto-imolação de uma mãe e uma criança e não fazendo nada – Exatamente qual é o papel dos jornalistas ocidentais?” foi o título de matéria do telejornal Yangcheng. A matéria afirmou que policiais não-identificados em Pequim disseram ter evidências de que repórteres estrangeiros perceberam que um evento dramático da seita estava para acontecer, e nada fizeram.

A reportagem, segundo Julie Chao [Atlanta Journal-Constitution, 8/2/01], dizia também que medidas legais poderiam ser tomadas contra os repórteres, sob acusação de assassinato por “instigar e ser cúmplice de suicídio”. Os repórteres estão detidos e sendo interrogados e seu material foi confiscado. Apesar de reportagens chinesas já terem mencionado a presença de jornalistas ocidentais nas auto-imolações, esta é a primeira vez que um artigo sugere participação deles no ritual.

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