Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > TRANSGÊNICOS

Não me sinto só

Por lgarcia em 14/02/2001 na edição 108

OBRIGADO, OBRIGADO

Gostaria de parabenizar toda equipe do Observatório, em especial o Sr. Alberto Dines, o qual tive a honra de conhecer num seminário em Vitória, ES. Sempre muito pertinentes as colocações de vocês. Já não me sinto tão só, pois desde o tempo da faculdade ? onde 99% dos meus colegas achavam (e ainda acham) que o máximo que se pode alcançar como jornalista é ser um William Bonner ou uma Fátima Bernardes… coitados!

Há algum tempo, a exemplo do meu pai, deixei de ler a revista Veja (que me causa náuseas). E vocês, do Observatório, leio cada vez mais. Meu respeito e sucesso.

Carlos Eduardo Caetano

 

O O. I. é de utilidade pública! Adoramos o programa. Ele é um dos raros programas que atendem às nossas necessidades de notícias sem termos nossa inteligência subestimada. Coisa que geralmente encontramos na TV.

Mayre Sabóia e Wagner Pedrosa

 

Parabéns pela nova periodicidade. E esperamos que o programa da TV possa ser repensado, reformulado etc. mas, dado o seu caráter “público”, mantido pela nova gestão da TVE.

Armando

 

ÉTICA & ANÚNCIOS

Qual é a verdadeira moral das Organizações Globo? A do jornal O Globo, que cobre a nudez das profissionais do sexo com pequenas estrelas em seus anúncios de pouca visibilidade, ou a da Rede Globo que mostra a Globeleza inteiramente nua diretamente em minha casa, sem defesa? Falo isto com grande sentimento de impotência ao ver minha filha de 6 anos exposta a tais imagens.

Leonardo Falcão Koblitz

 

Uma beleza o tal senso crítico. A Caros Amigos solta bala pra todo lado e até procura salvar de bala. Dá matéria sobre 2 governadores que se dizem jurados de morte. Um deles do Amapá ? como o anúncio da contracapa da revista. Quanto custa aquele espaço? Ajudou na edição? Como foi negociado? Antes ou depois da entrevista? Troca de favores? Troca de afagos? O que será?

Daniel Muniz, jornalista

 

TRANSGÊNICOS

Enviei à Folha de S.Paulo mensagem que reproduzo abaixo.

“Prezados amigos da Folha

O anúncio da Folha publicado ontem, ?Um jornal tem que dizer coisa com coisa?, e o artigo de Antonio Ermírio de Moraes, publicado domingo, me lembraram duas matérias que li na Folha em 31/1/01, e o sentimento que elas me suscitaram, de que a população não poderá encontrar soluções para seus problemas se a imprensa insistir em descontextualizá-los, impedindo que as pessoas percebam as relações profundas e holísticas entre eles, que interliguem coisa com coisa. Refiro-me especificamente à matéria ?Alhos por Bugalhos? e ao artigo ?Complexidade dos transgênicos turva debate que já nasceu confuso?, de Marcelo Leite, publicados em 31/1, abordando a alimentação transgênica.

Em ambos os textos os leitores são explicitamente convidados a não interrelacionarem aspectos e fenômenos ligados à agricultura, à alimentação e à saúde, apesar de sua importância para nosso futuro. No primeiro deles, a legenda da foto de um protesto, na Europa, contra a doença da vaca louca e contra os transgênicos, afirma que não há relação entre os dois fenômenos. Há sim, alimentar vacas com carne para que elas engordem mais rápido e adulterar os alimentos tradicionais da humanidade são ambos sintomas da mesma perversão que tomou conta da agricultura moderna.

No segundo texto, Leite, editor de ciência do jornal, nos afirma que ?o próprio denominador comum (dos alimentos alterados geneticamente), o adjetivo transgênico, é enganoso?, e que ?a soja RoundUp-Ready e o milho StarLink nada têm a ver um com o outro?. Alegou, justificando-se, que a soja foi alterada para resistir a herbicidas que matam todas as plantas, enquanto o milho foi alterado para incluir o gene de uma bactéria que é fatal para insetos. Mesmo assim, é evidente que ambos os vegetais alterados têm algo em comum: não são mais os vegetais normais que costumavam ser, que temos certeza que não nos fazem mal (tanto a soja como o milho já eram adorados como dádivas divinas, há milênios, na Ásia e na América, respectivamente).

É até estranho que um jornal prudente como a Folha se exponha desse modo, ao recomendar a seus leitores que ?não façam? relações entre as diversas notícias que veicula. A frase publicitária é boa, mas é preciso que corresponda de fato à política editorial do jornal.

O artigo de Antonio Ermírio esbraveja contra Bové e o MST, mas não percebe que o francês e os humildes só assumiram o papel de alertar a população com relação aos transgênicos porque nossos políticos, industriais, intelectuais, artistas, jornalistas preferem fingir que não comem nada, ou não se importam com o que comem, ou pensam que não serão afetados pela adulteração dos alimentos.”

Joaquim Moura

Leia também

O. I. semanal, a dinâmica da observação ? Alberto Dines, Luiz Egypto, Mauro Malin

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