Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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Noeli Menezes Soares

Por lgarcia em 16/10/2002 na edição 194

ELEIÇÕES 2002

“Jornalista protagonizou polêmica na Petrobras”, copyright Folha de S. Paulo, 15/10/02

“O jornalista Alexandre Machado, 57, que apresentou ontem o programa eleitoral de TV do candidato tucano à Presidência, José Serra, foi o responsável pela polêmica e fracassada tentativa de troca de nome da Petrobras para ?Petrobrax? no final do ano 2000.

Machado, que hoje é diretor corporativo do grupo Takano, era à época consultor da presidência da estatal, cargo que deixou em fevereiro de 2001.

O Projeto, que custou R$ 700 mil, segundo a Petrobras, foi aprovado pelo Conselho de Administração da empresa e apresentado ao presidente Fernando Henrique Cardoso, que teria dado autorização verbal para a realização da troca ao então presidente da empresa, Henri Philippe Reichstul.

Mas FHC se viu obrigado a voltar atrás devido à repercussão política negativa que o anúncio da medida gerou.

Machado foi convidado a apresentar o programa de Serra de última hora. Segundo ele, a equipe da campanha tucana lhe telefonou anteontem, e a gravação foi realizada no mesmo dia durante à noite. Disse que, apesar de não ser amigo pessoal de Serra, tem uma relação antiga com o candidato.

O jornalista já foi diretor da editora Abril, da ?Gazeta Mercantil?, da TV Educativa do Rio de Janeiro e da TV Gazeta de São Paulo, além de secretário de Comunicação de Mário Covas (durante 11 meses em 1994), entre outros.

O jornalista também apresentou o programa ?Vamos Sair da Crise?, na TV Gazeta, durante sete anos, na década de 80, o que lhe garantiu o prêmio APCA de melhor apresentador da televisão brasileira em 1988.”

“Na próxima, não vale colar”, copyright Folha de S. Paulo, 15/10/02

“Há nove dias o eleitor passou por uma difícil prova eleitoral. Filas, tumultos, demora e alguma dificuldade na urna deveriam ser amenizados por já terem ocorrido em 1998. Não são argumentos suficientes para repudiar a experiência, mas sinalizam claramente para aprimoramentos necessários no sistema de votação eletrônico. A adaptação do eleitor a essa novidade ensaiada há algumas eleições e concretizada nesta por completo, ao mesmo tempo em que informações e debates invadem os lares, resulta em uma nova fase do aprendizado político no Brasil. As dificuldades podem ter sido um rito de passagem para um novo patamar na cultura eleitoral do brasileiro.

Os ganhos obtidos com o sistema eletrônico de votação são evidentes. Basta lembrar que, durante a apuração, era possível consultar informações detalhadas dos resultados. Softwares de geoprocessamento já estão, há alguns dias, alimentados com números oficiais, permitindo a elaboração de mapas temáticos que ajudam a entender a distribuição do voto. Essa transparência e rapidez merece celebração.

Cabe ao TSE preparar-se para, em 2006, quando novamente deverão repetir-se as múltiplas votações na urna eletrônica, evitar que o eleitor seja submetido aos constrangimentos deste ano. Sua tranquilidade no momento de exercer o voto é essencial para que o faça de acordo com as opiniões cristalizadas durante o processo. Buscando contribuir para o aperfeiçoamento das eleições, o Datafolha investigou algumas questões relativas à urna eletrônica.

A pesquisa divulgada neste domingo constatou que 70% dos que compareceram aos locais de votação enfrentaram filas que resultaram em uma espera média de 1h08m. Cerca de 9,5 milhões de eleitores permaneceram nelas por mais de duas horas. Estudos mais apurados poderão demonstrar se essa espera causou alguma influência na decisão do voto, seja pelo estado emocional, pela própria troca de opiniões entre eleitores ou pela pressão da fila na hora de votar. As desistências provocadas pela espera engrossaram também a taxa de abstenção que foi menor do que em 1998. Aliás, não é possível afirmar em que medida a abstenção diminuiu em relação à 1998 pois, em 2000, foram retirados cerca de 4 milhões de eleitores que já haviam morrido e permaneciam no cadastro.

A grande ajuda permitida ao eleitor e incentivada pela campanha oficial foi a cola, cujo uso foi admitido por 72% dos eleitores. Mas sua influência no voto também merece ser melhor compreendida. O Datafolha revelou que 26% das colas utilizadas não foram feitas pelo próprio eleitor, mas por terceiros. Esse dado merece atenção, já que 12% dos eleitores que levaram a cola copiaram para a urna números anotados por alguém que mora na casa, mas outros 8% obtiveram os números com alguém de fora e 6% receberam os números na rua, no próprio dia da votação.

A essas informações soma-se o fato, revelado pelas pesquisas, de que parte dos eleitores decidiram o voto no dia das eleições, optando em maior número pelos candidatos do PT e de outros partidos de oposição, em especial para governo e Senado.

A compreensão de fenômenos como esses ajudará o Brasil a legitimar de vez um sistema de votação que já serve de exemplo para diversos países. A urna eletrônica deverá ser o símbolo das mudanças proporcionadas por essa eleição, mas só poderá ser totalmente legitimada quando os eleitores puderem concretizar suas escolhas sem precisar de ajuda. (MAURO FRANCISCO PAULINO, diretor-geral do Datafolha, escreve às terças-feiras nesta coluna)”

“PT e Globo confirmam debate no dia 25”, copyright O Estado de S. Paulo, 15/10/02

“A TV Globo confirmou, na noite de ontem, a realização do debate entre os candidatos presidenciais do segundo turno no próximo dia 25 de outubro, último dia de campanha eleitoral. Para este debate, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou presença. Com isso, as emissoras Record e Bandeirantes, que já tinham planejado realizar debates com os presidenciáveis, estão sendo obrigadas a rever os planos. A Record só fará o debate se os dois presidenciáveis concordarem em ir. A Bandeirantes, por sua vez, tentava ontem encontrar uma nova fórmula para substituir o programa, previsto para amanhã.

Segundo o marqueteiro de Lula, Duda Mendonça, o problema é a falta de tempo.

Lembrou que são 13 dias de campanha e o candidato tem de percorrer os 14 Estados onde o partido ou a coligação tem candidatos para segundo turno do governo estadual. ?Lula adora debate, poderia fazer até três por dia, mas ele não tem tempo?, garantiu.

Ontem, a direção de jornalismo da TV Bandeirantes trabalhava com a possibilidade de um programa alternativo, mas as negociações com as equipes de Lula e do candidato do PSDB, José Serra, ainda têm de ser concluídas.

?Temos uma alternativa e estamos conversando com os representantes dos comitês dos dois candidatos?, afirmou o diretor de jornalismo da emissora, Fernando Mitre.

Estratégia e reação – Desde que Serra foi confirmado no segundo turno, a equipe tucana começou a chamar o adversário para o debate. Como a estratégia do PSDB é discutir quem é o mais competente para dirigir o País num momento de crise econômica interna e mundial, os estrategistas de Serra querem expor ao máximo o candidato tucano para forçar a comparação com Lula.

No programa de estréia do horário eleitoral no segundo turno, ontem à tarde, Lula disse que irá ao debate na Globo. Ontem, o presidente do PT, José Dirceu, repetiu o que disse Duda Mendonça. Para Dirceu, ir a um debate já é ?razoável?.

?O Serra não tem autoridade moral para cobrar nada de nós, porque ele apoiou FHC (o presidente Fernando Henrique Cardoso) nas suas decisões de não participar de debates?, afirmou Dirceu.”

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