Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > VARGAS LLOSA EM XEQUE

Nossa imprensa nem soube

Por lgarcia em 02/12/2003 na edição 253

VARGAS LLOSA EM XEQUE

Ricardo Antônio Lucas Camargo (*)


“Se queremos alcançar o desenvolvimento, se queremos eleger a civilização e a moralidade, temos que combater resolutamente esses brotos de coletivismo.” (Mario Vargas Llosa, sobre o indigenismo)


O pronunciamento de Mario Vargas Llosa documentado no jornal equatoriano El Universo <www.eluniverso.com/>, de 12 de novembro de 2003, em relação à necessidade de se combater o indigenismo por ser este uma ameaça ao progresso e à civilização, não mereceu qualquer linha, surpreendentemente, na mídia brasileira.

Talvez porque aponte para a correção da análise feita por Eros Roberto Grau, em estudo voltado ao exame do discurso neoliberal, inserto na coletânea “Desenvolvimento econômico e intervenção do Estado na ordem constitucional ? estudos jurídicos em homenagem ao professor Washington Peluso Albino de Souza”, publicada pelo editor Sérgio Antônio Fabris em 1995, no sentido de que o neoliberalismo, para se afirmar, necessita destruir, em última análise, as próprias conquistas do paradigma liberal.

No mundo de fala hispânica, o grande escritor peruano, que, entretanto, pretende proscrever dos dicionários de todas as línguas a palavra “utopia”, teve seu pronunciamento submetido a críticas acérrimas, pelo parentesco às justificativas dos genocídios perpetrados contra os indígenas na América e que foram invocadas, no final do século 19, por Rudolf von Jhering em seu “o espírito do direito romano”.

(*) Doutor em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais

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