Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > DANIEL PEARL (1963-2002)

Nota do Repórteres Sem Fronteiras

Por lgarcia em 01/01/2003 na edição 205

DANIEL PEARL (1963-2002)

Repórteres sem Fronteiras (RSF) expressa seu horror e repulsa após o anúncio da bárbara execução do jornalista Daniel Pearl por seqüestradores no Paquistão.

Agora, mais do que nunca, apoiamos firmemente sua esposa, Marianne Pearl, e expressamos nossa solidariedade aos repórteres do Wall Street Journal. Homenageamos a memória de um grande jornalista e a coragem que ele mostrou na terrível prova imposta por seus carcereiros e assassinos.

A loucura que usa um jornalista como bode expiatório para a política de seu governo é a ameaça mais séria ao direito de informar no mundo. Lembramos que, nos últimos doze meses, trinta jornalistas foram mortos ao redor do mundo, em circunstâncias que a cada vez mais envolvem grupos armados, extremistas, separatistas ou do crime organizado insensíveis a qualquer forma de pressão. No entanto, pedimos aos repórteres que não abandonem as áreas perigosas onde, mais do que nunca, é importante fornecer informação.

Aqueles que ordenaram e cometeram a execução de Daniel Pearl devem ser encontrados e levados a julgamento. Este crime bárbaro não deve permanecer impune.

Repórteres sem Fronteiras <http://www.rsf.org>

 

O conselho, a equipe e integrantes do Comitê de Proteção aos Jornalistas lamentam a perda do repórter do Wall Street Journal, Daniel Pearl. Oferecemos nossas sinceras condolências à família, aos colegas e amigos em todo o mundo.

Nas últimas semanas, descobrimos como Danny era especial, tanto como pessoa quanto repórter. Sua perda será sentida principalmente por aqueles que o conheciam bem, mas todos nós estamos sentido porque fomos privados de uma voz única. Danny era cético, crítico e corajoso em seu trabalho. Ele acreditava firmemente na verdade e morreu procurando por ela.

O CPJ condena o assassinato brutal, perverso e sem sentido de Daniel Pearl. Pedimos às autoridades paquistanesas que dediquem todos os recursos à sua disposição para deter e processar os assassinos. "Foi o assassinato cruel e despropositado de um homem que passou sua vida dando voz aos que não a têm", disse o co-presidente honorário do CPJ, Terry Anderson. "Não serviu a nenhuma finalidade, política ou qualquer outra. Não rendeu nada aos seus assassinos, nem publicidade a suas idéias. Pelo contrário, desonra aqueles que tentam justificar a violência em nome da religião. O seqüestro de um jornalista, ou qualquer civil, é verdadeiramente um ato de terrorismo. Os criminosos devem ser rapidamente detidos, condenados e punidos com a maior pena possível."

Comitê de Proteção aos Jornalistas <http://www.cjp.org >

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