Terça-feira, 22 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº955

PRIMEIRAS EDIçõES > SHOPPINGS DA EDUCAÇÃO

Nova incursão às fábricas de diploma

Por lgarcia em 19/12/2001 na edição 152

SHOPPINGS DA EDUCAÇÃO

Victor Gentilli

Na edição de domingo, 9/12, o Fantástico continuou a série sobre o analfabeto aprovado em 9? lugar na Universidade Estácio de Sá. Esta semana, o mesmo analfabeto, acompanhado de uma colega do curso de alfabetização, fez o vestibular de Letras das Faculdades Gama Filho. Ambos foram aprovados.

O Fantástico de 16 de dezembro abriu a matéria com a repercussão do caso na imprensa:


A denúncia do Fantástico foi assunto nos jornais e revistas semana passada. A indignação de leitores e jornalistas foi grande no país inteiro.

A escritora e acadêmica Rachel de Queiroz disse no jornal Estado de S. Paulo que o nono lugar do pedreiro analfabeto foi o grande escândalo deste fim de ano. "Em matéria de educação, acaba de surgir uma novidade para entristecer o Brasil: o analfabeto universitário”, disse o cronista Zuenir Ventura, na revista Época.

O jornalista Luiz Garcia perguntou, no jornal O Globo: “Afinal, para que serve o sistema de admissão usado pela maioria das universidades brasileiras?”. O colunista Elio Gaspari citou a reportagem do Fantástico para criticar a política de educação brasileira.

Os leitores se manifestaram. Uma estudante reagiu indignada em carta: "E como fica a situação daqueles que ostentam um diploma dessas universidades?". O escândalo foi mais longe: chegou até ao jornal francês Le Monde.


Na segunda-feira de manhã, o sítio de O Globo anunciava que o ministro estava abrindo sindicância para apurar os sistemas de seleção nas instituições privadas de ensino superior.

O edição do jornal de segunda-feira trouxe artigo do sub-reitor Felipe Pena defendendo a Estácio com mentiras. Felipe cita o Observatório da Imprensa, mas mente sem pudor ao afirmar que sua instituição mantém o único telejornal diário em instituição universitária. O professor Antônio Brasil, colaborador regular deste Observatório, foi demitido da Estácio de Sá. E o único telejornal diário, como sabem os leitores, é o TJUERJ, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, coordenado pelo professor Brasil.

Os outros argumentos de Felipe Pena mostram seu caráter. Citar trechos de artigo do jornalista Carlos Palhano, publicado no Observatório, e reproduzi-los fora de seu contexto é mais um exemplo, entre tantos, do modo como Felipe Pena cuida da instituição que o remunera.

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem