Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

PRIMEIRAS EDIçõES > THE WASHINGTON POST

Novas armas para a imprensa

Por lgarcia em 05/08/2003 na edição 236

THE WASHINGTON POST

Ao ler o livro 20:21 Vision, de Bill Emmott, editor da revista britânica The Economist, sobre as lições que o século 20 deixou para a humanidade enfrentar os desafios do século 21, chamou a atenção do ombudsman do Washington Post [27/7/03], Michael Getler, trecho que ressalta a importância da imprensa na "caçada de mentiras" que pode colocar a sociedade numa direção perigosa. O livro foi escrito entre as invasões americanas ao Afeganistão e ao Iraque. O autor não sabia, portanto, da polêmica atual sobre se as alegações da Casa Branca referentes à posse de armas de destruição em massa por Saddam Hussein são verdadeiras. Ainda assim, o alerta de Emmott é válido.

Como aponta Getler, houve diversas situações em que George W. Bush ou algum funcionário próximo a ele afirmaram categoricamente que o Iraque possuía os tais armamentos. O presidente chegou até a dizer, em entrevista para a televisão polonesa, que já "os havia encontrado". E, até agora, nem sinal.

O ombudsman recebeu cartas de leitores perguntando por que os jornalistas não conseguem descobrir se os motivos alegados para a derrubada de Saddam Hussein foram falsificados. Essa não é uma missão fácil, observou Getler. O Congresso não está se esforçando para investigar o caso e a imprensa não tem poder suficiente para espremer dele as informações de que necessita. O ombudsman conclui: "Esse é o tipo de caçada sobre a qual escreve Emmott, mas ela pode não ter êxito se a imprensa não encontrar novas armas para ela mesma."

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