Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

PRIMEIRAS EDIçõES > REUTERS

Novo contrato desagrada fotógrafos

Por lgarcia em 09/12/2003 na edição 254

REUTERS

A agência de notícias Reuters estabeleceu, em novembro, um novo contrato para os fotógrafos free-lancers. Segundo o Photo District News [4/12/03], o tal contrato já começa a dar dor de cabeça aos profissionais da área.

A Reuters permite que os fotógrafos revendam as fotos para outras agências, com um certo atraso. O novo contrato aumenta o período de embargo da revenda de três para sete dias ? o que, segundo os próprios fotógrafos, diminui potencialmente o valor das fotos. Além disso, a Reuters passa a ter poder exclusivo sobre as fotos que não forem vendidas após esse período.

O número de agências onde os fotógrafos podiam publicar seu trabalho diminuiu. Se antes eles eram proibidos de trabalhar para a Associated Press (AP), Agence France-Presse (AFP) e Getty Images, agora esta proibição foi ampliada para outras 15 agências.

O que também diminuiu foi o lucro dos profissionais sobre o valor bruto na revenda das fotos: de 45% para 25%.

Segundo a Reuters, as mudanças são necessárias para que o negócio continue viável. Na realidade, o contrato reflete as mudanças pelas quais a indústria passou na última década. E, segundo Gary Hershorn, diretor de fotografia da companhia, ele reflete também a transição da Reuters de um simples serviço de notícias para jornais diários até tornar-se uma agência global que fornece imagens para jornais, revistas e clientes comerciais.

Hershorn completa que os fotógrafos ? que por enquanto reclamam das novas regras ? poderão ganhar mais dinheiro com isto, já que a Reuters passará a atuar com uma estratégia de marketing agressiva e mundial na venda de imagens.

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