Domingo, 23 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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PRIMEIRAS EDIçõES > GENTE INOCENTE

O boom das tetas

Por lgarcia em 05/02/2000 na edição 83

Rafael Teixeira (*)


Não dá para comparar o Gente Inocente, da Rede Globo, com os saudosos Vila Sésamo e Sítio do Pica-Pau Amarelo e, mais recentemente, Castelo Rá-Tim-Bum. Mas, se não educa, o programa também não deseduca [veja remissão abaixo]. Até porque, grosso modo, desenhos que não incomodam ninguém, como Tom e Jerry e Pica-Pau, não acrescentam nada à cultura dos pimpolhos. Isso para não lembrar erros crassos cometidos em desenhos contra a história, como dinos e homo sapiens dividindo a mesma era nos Flintstones.


Já tive a oportunidade de ver Gente Inocente em duas ou três ocasiões. Não vi ninguém rebolar ou dançar na boquinha da garrafa. Márcio Garcia, garotão, não ensina de fato música clássica às crianças. Mas achar que perguntas como “sua namorada beija bem?” são sintomas de uma erotização precoce é ignorar o mundo em que vivemos hoje.


A informação está aí, disseminada (felizmente para uns, infelizmente para outros). Há exageros, é claro, e longe de mim querer defender a superexposição das crianças a sexo, violência e manifestações diversas de mundo-cão através da TV. Por outro lado, salvo engano, se o Raul Gil promove um concurso de Carlinhas Perez, em que meninas de 7 anos ficam rebolando de shortinho em frente às câmeras, é porque há pais que permitem que as filhas participem. Ou não?


A mídia não é nada inocente, é certo. Mas os pais estão precisando deixar a ingenuidade para trás.


(*) Estudante de Jornalismo


 

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