Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > MÍDIA & SAÚDE

O câncer na imprensa

Por lgarcia em 27/05/2003 na edição 226

MÍDIA & SAÚDE
(*)

Célia Ribeiro (**)

Não é de hoje que notícias sobre o câncer merecem atenção especial por parte da mídia, de um modo geral.

A diferença é que o foco, ultimamente, está centrado nas pesquisas, nos avanços científicos e, também, na prevenção da doença.

Ponto para os veículos de comunicação que, assim, contribuem para reduzir o estigma que cerca o câncer e ainda dão importante contribuição para a educação da população, na medida em que difundem os benefícios da prevenção e da detecção precoce.

No entanto, é preciso ter cuidado redobrado quando da divulgação de informações sobre novas terapias, técnicas inovadoras ou medicamentos que prometem a cura do câncer, por exemplo.

De tempos em tempos surgem modismos que ganham manchetes nos veículos de comunicação de massa. Entretanto, em muitos casos, as informações propaladas com espantosa velocidade não têm respaldo científico, servindo apenas para alavancar a audiência de programas de apelo popular ou vender jornal.

Como resultado, vemos pessoas desesperadas fazendo uso de toda sorte de produtos de origem duvidosa, interrompendo tratamentos convencionais e, conseqüentemente, tendo seu estado de saúde agravado.

O acesso à internet, ao lado dos incontáveis benefícios, por sua vez facilita o surgimento de spams que, em alguns segundos, chegam a todos os continentes contendo informações que raramente são checadas. Apenas são reenviadas, aumentando a desinformação sobre um assunto tão sério.

Cabe aos profissionais e veículos de comunicação uma dose extra de responsabilidade para a divulgação de notícias sobre a saúde em geral, e sobre o câncer, em especial.

A doença que atinge milhões de pessoas em todo o mundo pode ser prevenida e/ou detectada precocemente, através de condutas simples, como o exame anual de Papanicolaou (câncer do colo do útero nas mulheres), de Próstata (homens acima de 50 anos ou acima de 40 anos com histórico da doença na família), auto-exame de mama etc.

Deve ser estimulada a mudança de hábito na população: eliminar o álcool, o fumo e a exposição ao sol sem proteção, privilegiar a alimentação rica em fibras, entre outros.

A mídia deve, sim, divulgar os avanços, as pesquisas, os novos medicamentos, as modernas terapias e equipamentos de última geração. Mas, também tem papel fundamental no sentido de educar para a prevenção e detecção precoce do câncer, que tem apresentado índices de cura cada vez mais elevados quando o doente chega ao serviço de saúde especializado, em tempo hábil.

(*) Publicado originalmente no sítio

(**) Coordenadora de comunicação corporativa da Fundação Hospital Amaral Carvalho, de Jaú (SP)

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