Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > TIM LOPES, ASSASSINADO

O Estado de S. Paulo

Por lgarcia em 19/06/2002 na edição 177

TIM LOPES, ASSASSINADO

"Em nota, entidade pede o fim dos ?donos? de morros e favelas&quoquot;, copyright  O Estado de S. Paulo, 11/06/02

"O Instituto São Paulo Contra a Violência lamentou a morte do jornalista Tim Lopes e divulgou uma nota expressando solidariedade à família e amigos.

?Temos um alerta. O jornalismo investigativo, uma das poucas ferramentas para combater o crime organizado, poderá ser calado, caso não haja resposta das autoridades à dura mensagem enviada pelos criminosos?, diz um dos trechos.

?A comunidade não agüenta mais ser refém da violência e busca ajuda na imprensa porque não confia na polícia, cuja principal função é garantir a segurança do cidadão e a tranqüilidade pública. A hora do ?basta? já passou e a única forma de acabar com o crime organizado é uma verdadeira união de forças, quando cada setor da sociedade faz a sua parte.

O chamado é para todos: governo federal, governos estaduais e municipais, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, polícia e sociedade civil. A população pode denunciar. As autoridades devem investigar, os criminosos devem ser presos, o Judiciário deve punir e a pena tem de ser cumprida.

Este é o caminho mais seguro para a solução do problema da violência. Para o fim dos ?donos? de favelas e morros. Para o fim do crime hediondo.?

ABP – A Associação Brasileira de Propaganda (ABP) também expressou sua indignação numa nota, divulgada ontem. A seguir, alguns trechos:

?A prática da propapaganda pressupõe uma imprensa livre, que exige uma democracia sólida. O assassinato de Tim Lopes é um atentado à democracia e à liberdade de imprensa. Uma afronta ao Brasil que a maioria dos brasileiros quer.

A associação solidariza-se com a família de Tim Lopes, com a Rede Globo e sua equipe de jornalistas. Manifesta também, em nome de todos os publicitários, sua indignação e preocupação profunda com a crescente ameaça que alguns setores marginais representam para o Brasil.?

Site – Como Tim Lopes, muitos jornalistas têm sido mortos no exercício da profissão. O site www.impunidad.com, da Sociedade Interamericana de Imprensa, traz relatos de casos semelhantes ao do jornalista brasileiro."

 

"Caso Tim Lopes ajudará outros, diz entidade", copyright Folha de S. Paulo, 16/06/02

"A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) divulgou nota em que volta a condenar o assassinato do jornalista Tim Lopes e pede que o crime não fique sem punição. O presidente da entidade, Robert Cox, disse que a repercussão do assassinato servirá para chamar a atenção para outros delitos cometidos contra jornalistas e que ainda não foram esclarecidos. A nota relaciona casos de 11 jornalistas brasileiros mortos desde 1984: Aristeu Guida da Silva, Edgar Lopes de Faria, José Carlos Mesquita, José Wellington Fernández, Manoel Leal de Oliveira, Maria Nilce dos Santos Magalhães, Mário Coelho de Almeida Filho, Mário Eugênio Rafael de Oliveira, Reinaldo Coutinho da Silva, Ronaldo Santana de Araújo e Zaqueu de Oliveira."

 

"Jornais franceses falam sobre Tim Lopes", copyright Comunique-se, 14/6/02

"Nesta semana, os jornais franceses Libération e Le Monde publicaram matérias sobre o assassinato do jornalista Tim Lopes, da TV Globo. Em ?Assassinato de jornalista em uma favela abala o Brasil?, a correspondente Claire Perréard conta como Tim Lopes foi morto, além de especificar o valor que a polícia do Rio oferece a quem der informações sobre o traficante Elias Maluco: R$ 50 mil.

Claire Perréard relaciona a morte de Tim Lopes ao problema sócio-econômico que atinge as favelas do Rio. ?A falta de investimentos em programas sociais dão poucas alternativas aos jovens das favelas para escapar da sedução do dinheiro fácil que vem do tráfico de drogas. Dos 5,8 milhões de habitantes do Rio, 1,2 milhão vivem em 800 favelas. A imensa maioria é composta de trabalhadores honestos e mal remunerados?. A reportagem do Le Monde também fala que as principais autoridades do país, incluindo o presidente Fernando Henrique Cardoso, manifestaram-se contra o crime.

O Libération aponta Elias Maluco, ?Elias, le Fou?, como o mandante do assassinato. Assinada pela correspondente Chantal Rayes, ?Brasil: um jornalista morto pelos narcotraficantes?, a reportagem chama atenção para o fato de que uma onda de crimes vem invadindo o Rio após a posse da governadora Benedita da Silva. Chantal afirma que a morte de Tim Lopes pode ser um fator contrário à candidatura de Lula.

No Brasil, a Ordem dos Advogados do Brasil prestou homenagem a Tim Lopes. Na última quinta-feira (13/06), o presidente da OAB-RJ, Octavio Gomes, reuniu-se com o Conselho Seccional para falar do jornalista e de outras vítimas da violência no Rio."

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