Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > EJ vs. ISTOÉ

O Estado de S. Paulo

Por lgarcia em 19/02/2003 na edição 212

TV DIGITAL

“A questão da TV digital”, Editorial, copyright O Estado de S. Paulo, 17/02/03

“Há três estratégias em debate na questão da TV digital no Brasil. A primeira delas é adotar um sistema brasileiro completo de TV digital. A segunda consiste em criar um padrão tecnológico nacional apenas para interatividade (middleware). A terceira é escolher e adotar um dos três padrões internacionais (norte-americano, europeu ou japonês) associado a um bom modelo de negócios. A advertência que reiteramos – e que tem sido feita por especialistas de renome – é a de que, em qualquer dos três caminhos, é preciso evitar a criação de privilégios industriais ou de reservas de mercado, bem como fugir do artificialismo de soluções tecnológicas estranhas, como no caso do padrão de TV em cores PAL-M, que transformou há 30 anos o Brasil numa ilha de incompatibilidade com os demais países.

Não há dúvida de que há no Brasil, especialmente nas melhores universidades, cientistas e engenheiros capazes de criar até um sistema completo de TV digital. A questão básica e essencial, contudo, não é de conhecimento ou competência, mas saber previamente se convém ao País adotá-lo. Para se chegar a uma decisão, é preciso elaborar estudos e análises que levem a uma avaliação segura das conseqüências finais de um sistema inteiramente brasileiro, seja no preço final dos televisores e das caixas de conversão (set-up-boxes) para o cidadão, seja nas perspectivas de exportação e outros aspectos econômicos ligados a essa estratégia nacional.

Essas considerações decorrem da inesperada proposta do ministro das Comunicações, Miro Teixeira, feita ainda no primeiro mês do novo governo, ao sugerir a criação de um padrão, ou melhor, de um sistema brasileiro de TV digital. Depois de algumas semanas de repercussão do tema, o próprio ministro avisa que seu objetivo principal não é exatamente iniciar o desenvolvimento de um sistema brasileiro, mas apenas retomar a discussão do assunto. As duas primeiras entidades a sugerir ao ministro Miro Teixeira a adoção de um sistema brasileiro de TV digital (e não padrão tecnológico nacional exclusivo) – o CPqD de Campinas e o Instituto Genius, que é ligado à Gradiente Eletrônica – esclarecem também que não se trata de nenhuma proposta rígida e acabada, mas que estão dando apenas ?uma contribuição ao debate?. O sistema brasileiro, na opinião dessas entidades, seria um conjunto de regras, ações e padrões tecnológicos, para áudio, vídeo, transmissão e interatividade (middleware), a maioria deles tomados do mercado internacional, combinando-os de tal modo a formar mais do que um modelo de negócios, uma política pública de TV digital para o País.

As discussões sobre a introdução da TV digital no Brasil começaram há mais de cinco anos, antes mesmo da criação da Anatel, em 1997. Nesse período, o País tem debatido, acima de tudo, as vantagens e as desvantagens dos três padrões tecnológicos mais difundidos no mundo, quais sejam, os padrões ATSC norte-americano, DVB europeu e ISDB japonês.

Seria oportuno e necessário que outras entidades e setores da sociedade brasileira, representando a universidade, as emissoras, o consumidor e outros segmentos, participassem desse debate, em busca dos melhores objetivos que deverão orientar a formulação de uma política nacional para a TV digital. Para se ter uma idéia do impacto que a introdução dessa tecnologia poderá ter na economia brasileira, ao longo dos próximos 10 ou 12 anos, basta lembrar que ela estimulará investimentos da ordem de R$ 100 bilhões e a criação de mais de 100 mil empregos diretos, seja na área industrial, seja na de conteúdo, programas e aplicações. Mais do que oferecer imagens de qualidade crescente, cada dia melhor, até o nível da chamada TV de alta definição, a digitalização da TV poderá ter impacto revolucionário ao criar uma rede de acesso interativo de banda larga permanentemente aberta ao público em todo o País.

Não há como negar, portanto, a relevância do tema, embora nada justifique o açodamento, a pressa ou a demagogia com que o assunto foi levantado. Porque, países do Primeiro Mundo – como os Estados Unidos, Japão e alguns países europeus -, que introduziram a TV digital há cerca de cinco anos, não obtiveram penetração desse avanço nem sequer em 5% de seus domicílios.”

 

TV CULTURA EM CRISE

“Conselho suspende demissões na Cultura”, copyright Jornalistas & Cia, 12 a 18/02/03

“Até que consiga com que a direção da emissora preste todos os esclarecimentos necessários, as demissões na tevê Cultura de SP estão suspensas. A decisão foi tomada pelo Conselho Curador da TV Cultura neste início de semana e é conseqüência de um movimento iniciado pelos funcionários com apoio dos sindicatos dos Artistas, Jornalistas e Radialistas contra as demissões que seriam realizadas pela organização.

Dos atuais 1.400 funcionários, as estimativas mais otimistas (pela ótica dos empregados, obviamente) giravam em torno de 250 demissões, número que poderia chegar a 500 baixas. Para evitá-las, o movimento mobilizou também o Conselho Curador, que, embora não interfira no dia-a-dia da emissora, exerce grande influência em suas decisões. São 45 os conselheiros, incluindo secretários de Estado, reitores, ex-presidentes e outras autoridades.

O ajuste vem sendo esperado desde o ano passado e só não ocorreu em 2002 porque a Fundação Padre Anchieta não tinha recursos para pagar as indenizações. E ainda não tem. Parte do enxugamento já foi feito, atingindo sobretudo as chamadas pessoas jurídicas (PJs). São esses os casos de Lucas Mendes e Lúcia Guimarães (ambos atuando em Nova York) e de Vanessa Kalil, ex-Matéria Pública e hoje dirigindo o jornalismo do SBT. A situação é crítica até mesmo na questão de verbas para investimentos e manutenção. Os R$ 18 milhões orçados em 2002 foram contigenciados (ou seja, tomados de volta) e estão novamente previstos no orçamento de 2003, sem qualquer garantia de que poderão ser utilizados. Isso tem acelerado o sucateamento de equipamentos por absoluta falta de manutenção.

O orçamento total para a emissora em 2003 é de R$ 90 milhões, pouco superior aos R$ 87 milhões de 2002. Os que defendem o ajuste lembram que a Cultura opera hoje com um contingente humano maior do que o das concorrentes comerciais (um exemplo típico é a figura do motorista de equipe, que desapareceu há anos das demais emissoras, mas continua a existir na Cultura). Para esses, a questão é que um eventual ajuste não pode sacrificar de forma demasiada a atividade fim (conteúdo) pelas atividades meios (burocracia e administração).”

 

FSP CONTESTADA

“Educação municipal”, copyright Folha de S. Paulo, 16/02/03

“?A reportagem ?Ex-secretários criticam pressão e marketing? (Cotidiano, pág. C1, 10/2) traz afirmações que teriam sido supostamente feitas por mim, mas que nada têm a ver com a verdade dos fatos. A começar pelo título da reportagem, o leitor tem a impressão de que eu teria afirmado que há pressões e ações de marketing na Secretaria de Educação de São Paulo. Jamais afirmei isso ao jornalista Armando Pereira. Encontro-me na Europa, participando de um evento científico, e atendi à solicitação do jornalista apenas por e-mail e mantenho cópia das respostas. Jamais afirmei que existem pressões por ações assistenciais rápidas e grandiosas como aparece mencionado no texto. Em síntese, quero registrar minha indignação diante dessa reportagem, que usa algumas frases de minha autoria entre aspas para convencer o leitor de opiniões que não são as minhas.? Nelio Bizzo, ex-secretário de Educação do município de São Paulo (Praga, República Tcheca)

Resposta do jornalista Armando Pereira – A reportagem não afirmou que é o ex-secretário da Educação Nelio Bizzo quem considera haver ações de marketing na pasta. As frases entre aspas que constam da reportagem são literais e constam de e-mail enviado à Redação pelo ex-secretário”

 

EJ vs. ISTOÉ

“Eduardo Jorge ganha ação contra ?IstoÉ?”, copyright Folha de S. Paulo, 15/02/03

“O juiz da 2? Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, João Marcos Guimarães Silva, condenou o Grupo de Comunicação Três S/A a pagar indenização por danos morais ao ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas Pereira.

A sentença de primeira instância foi proferida ontem e é contra a revista ?IstoÉ?, que pertence à editora Três. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça não forneceu cópia da decisão e não informou o valor da reparação de danos determinada pelo juiz.

Os advogados da editora Três foram procurados ontem pela Folha. Às 18h30 de ontem, o escritório informou que ainda não tinha conhecimento da decisão judicial. O ex-secretário-geral da Presidência também declarou que desconhecia o valor da indenização.”

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