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Sábado, 18 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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PRIMEIRAS EDIçõES >   BANESTADO NO NYT

O Estado de S. Paulo

Por lgarcia em 01/07/2003 na edição 231

GOVERNO ALCKMIN

“João Mellão Neto deixa secretaria de Comunicação”, copyright O Estado de S. Paulo, 27/06/03

“O jornalista João Mellão Neto pediu exoneração do cargo de Secretário de Comunicação do Estado de São Paulo. O jornalista alegou motivo particular para deixar a função. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) aceitou o pedido e agradeceu a colaboração do jornalista, nomeado no início do ano assim que Alckmin indicou o secretariado para seu novo mandato. O secretário-adjunto de Mellão, José Olyntho Machado, assumiu a pasta.”

 

GOVERNO REQUIÃO

“Paraná”, copyright Folha de S. Paulo, 29/06/03

“?Em razão de frequentes imprecisões contidas em reportagens da correspondente da Folha em Curitiba, o governo do Paraná decidiu pedir à jornalista que formulasse por escrito as perguntas dirigidas ao governador Roberto Requião. E as respostas também seriam dadas por escrito. No dia 25 de junho, a jornalista encaminhou-nos nove perguntas, e todas elas foram respondidas de forma precisa, sem subterfúgios. No entanto, em 26/6, no texto ?Governador afirma que não há desordem?, o longo questionário viu-se reduzido a apenas duas perguntas e duas respostas, editadas. Os cortes foram feitos de tal forma que tiraram a essência das respostas do governador. Quem não estava absolutamente inteirado do que acontece no Paraná em relação ao pedágio nas estradas (um dos assuntos do questionário) continuou ignorando o assunto. Não se reproduziram, por exemplo, as fortes razões de Requião para encampar o serviço, o que ele deixava cristalino em suas respostas. Basta que se leia o questionário que vai anexo para que isso fique suficientemente provado. Quanto às invasões de terra no Paraná (outro assunto da entrevista), também a posição do governador viu-se incompleta e distorcida, pois as respostas foram editadas e restaram inconclusas. O texto integral da entrevista pode ser conferido para que se comprove que o governador não falou em ?pressão da extrema direita?, ?pressão de uma imprensa equivocada?. Essas palavras, não pronunciadas, foram indevidamente colocadas na boca de Requião. É até possível que ele tenha dito coisas semelhantes em outras circunstâncias, mas não no caso em exame. A última frase da segunda resposta, por exemplo, é incompreensível, e não reproduz com exatidão o que o governador afirmou. Ficou uma frase sem sentido, como não há sentido em pedir a opinião do governador sobre dois assuntos relevantes e não reproduzir as suas respostas.? Benedito Pires, assessor de imprensa do governador Roberto Requião (Curitiba, PR)

Nota da Redação – As expressões ?pressão de extrema direita? e ?pressão de uma imprensa equivocada? foram ditas pelo governador à repórter em evento ocorrido em Curitiba e estão gravadas. À tarde, ao receber novo pedido de entrevista, a assessoria solicitou as perguntas por escrito, alegando que o governador não teria tempo de atender a reportagem. A edição da entrevista de fato reduziu a muito pouco o que disse o governador. O jornal, porém, não assumiu nenhum compromisso de que publicaria a entrevista na íntegra.”

 

BANESTADO NO NYT

“Jornal cita firma do caso Banestado”, copyright Folha de S. Paulo, 28/06/03

“Ao noticiar ontem que a Justiça dos Estados Unidos formalizou as acusações de lavagem de dinheiro contra a empresa Beacon Hill, o jornal ?The New York Times? destacou que o esquema foi ?o maior do tipo já descoberto na cidade de Nova York?.

Sob o título ?Uma suposta lavagem de bilhões?, na primeira página do caderno de economia, o jornal informa que a empresa é acusada de transferir para contas ?offshore? em paraísos fiscais, como Bahamas e Ilhas Cayman, US$ 3,2 bilhões em 2001 e 2002.

Está em nome da Beacon Hill a conta ?Tucano?, do banco Chase Manhattan, uma das principais receptoras de dinheiro da agência do Banestado de Nova York.

Suspeita-se de que o Banestado tenha sido usado num esquema ilegal de envio de dinheiro do Brasil para o exterior, para lavagem, por meio de contas CC-5. O caso está sendo investigado no Congresso brasileiro.

O ?New York Times? informa que há indícios de que a Beacon Hill, que colocava anúncios na internet em que se oferecia para abrir contas em paraísos fiscais, tenha feito esse esquema durante nove anos. Ela foi fechada em fevereiro, no decorrer da investigação norte-americana.

?A empresa ficou conhecida no mundo inteiro. Recentemente, autoridades do Brasil e da Suíça solicitaram à Procuradoria de Nova York informações sobre a Beacon Hill?, diz a reportagem.”

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