Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

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O Globo

Por Merval Pereira em 05/10/1997 na edição 31

O Globo não considera que a sua cobertura do caso Vera Fischer tenha excedido os limites impostos pela ética jornalística, segundo os princípios publicamente adotados pelo jornal. Houve, de fato, uma falha no primeiro dia de cobertura, quando se publicou a informação, sem fonte identificada, de que a internação tivera por causa uma overdose de drogas.

Embora o fato fosse praticamente de conhecimento público, nossas normas recomendavam não usá-lo. Assim, nos dias seguintes, nenhuma menção foi feita a isso. Da mesma forma, O Globo obedeceu à exigência judicial de que não fossem publicadas fotos da visita do filho de Vera à clínica. Ainda para demonstrar a boa-fé e os limites a que se impôs O Globo durante a cobertura, todas as informações publicadas (salvo o deslize do primeiro dia) foram de fontes credenciadas pela própria atriz (que, inclusive, procuraram o jornal para pedir que veiculasse a posição de Vera na disputa do pátrio poder) e representantes de seus médicos; diferentemente do que diz uma das perguntas, não se abordou levianamente qualquer aspecto ou fase do tratamento: publicou-se o que informaram publicamente fontes autorizadas. A nosso juízo, o assunto não teve, nas páginas do Globo, destaque escandaloso. Respeitou-se o nível de privacidade que a própria personagem criou para sua vida.

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