Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

PRIMEIRAS EDIçõES > THE WASHINGTON POST

O jornal de domingo

Por lgarcia em 06/06/2001 na edição 124

THE WASHINGTON POST

Todos os anos, cerca de 30 editores mais importantes do Washington Post se reúnem na Flórida, por três dias no mês de maio, para discutir o jornal. Fala-se de cada seção individualmente, da cobertura das notícias e da equipe. Os resultados do encontro – aquilo que foi alcançado ao longo do ano e os procedimentos e metas futuros – são então passados aos jornalistas.

O grande tema deste ano foi o jornal de domingo: como melhorá-lo, torná-lo mais importante e mais atraente para os leitores. A intenção é aumentar as vendas da publicação dominical do Post, a terceira maior dos Estados Unidos, que caiu quase 7,5 % desde 1992. Em sua coluna semanal do último dia 27, o ombudsman Michael Getler – que não é um dos convidados da reunião – aproveitou para relembrar a importância da edição e deixou suas dicas de mudanças.

Além de ser uma tradição americana, o jornal de domingo dá mais espaço aos jornalistas e interessa muito aos publishers por atrair mais anunciantes ? e, portanto, lucros. Getler disse acreditar que a queda na circulação, sofrida pela maioria dos grandes jornais metropolitanos dos EUA, é o reflexo de uma mudança de hábito do leitor americano. No entanto, no caso do Post implica também problemas do próprio jornal, disse o ombudsman.

Em primeiro lugar, Getler recomendou que o jornal dê mais ênfase à notícias, e quanto mais exclusivas melhor. Deve-se aproveitar o maior número de páginas para que repórteres que estão perseguindo importantes matérias diárias forneçam contextos e análises mais amplas, que ajudem a localizar o leitor. Na seção semanal "Ponto de Vista", sugere que seja aberto espaço para mais análises das notícias; as matérias investigativas, seções especiais e assuntos que o jornal publica diariamente devem estar presentes de forma ainda mais completa.

A mistura, no entanto, é crucial, diz Getler. O Post precisa manter-se como um jornal, e não uma revista, trazendo, mesmo aos domingos, notícias e revelações. O ombudsman sugeriu ainda que um ou dois editores mantenham-se responsáveis pela edição – hoje em dia esse cargo é rotativo; a cada sete semanas um grupo de sete editores-assistentes, cada um com uma seção, faz o fechamento do domingo.

    
    
                     

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