Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > RAMOS CALHELA (1919-2002)

O jornalismo já foi cultura

Por lgarcia em 01/01/2003 na edição 205

RAMOS CALHELA (1919-2002)

Guilherme Canela de Souza Godoi (*)


Muitos leitores provavelmente não tiveram a oportunidade de conhecer ou não se lembram desta incrível figura da mídia brasileira: Moacir Ramos Calhelha. O jornalista Ramos Calhelha, 83, faleceu na quinta-feira (12/9). Uma perda inestimável. Uma das pessoas mais brilhantes que tive a oportunidade de conhecer, era um destes tipos ideais, um imperativo categórico kantiano. Mais do que um jornalista ou locutor de voz impecável, Ramos Calhelha foi, sem dar publicidade a isso, um grande pensador da humanidade.

Recolhido a uma chácara em Águas de Lindóia (SP), onde concedia a poucos privilegiados a oportunidade de conhecer sua intelectualidade, Ramos Calhelha optou por viver uma vida simples, sem holofotes. Uma pena: morreu sem nos deixar grandes provas escritas do seu pensamento. Fica, no entanto, a voz inesquecível na memória daqueles que tiveram a oportunidade de ouvi-lo. Nasceu em 18 de maio de 1919 e deixou tristes sua esposa Fanny, três filhos, seus netos e seus muitos admiradores. A entrevista abaixo foi publicada neste Observatório em 20/10/98.


Em sua aconchegante chácara na divisa de Águas de Lindóia (SP) e Monte Sião (MG), o jornalista, tradutor, locutor, radialista, engenheiro químico (o ofício não exerceu, mas fez a faculdade, segundo ele, para adquirir conhecimentos mais profundos em ciências exatas) e agora, mais do que tudo, pensador Moacyr Ramos Calhelha, 79 anos, falou ao Observatório da Imprensa. Nesta entrevista, ele rememora os 33 anos vividos nos Estados Unidos, a experiência de narrar o dia-a-dia da Segunda Guerra Mundial, as personalidades que amou e as que desprezou. Também faz comentários nada piedosos sobre nossa TV e nossos jornais ? para ele, o "arco ideológico" dos colunistas brasileiros é "uma beleza". Tudo temperado com saborosos flashes de cultura e história. Sua entrevista.

O senhor atuou como jornalista nos EUA por quase 33 anos e depois mais algum tempo no Brasil. Como foi essa sua trajetória?

Ramos Calhelha ? Eu me deixei iniciar no jornalismo por necessidade; nele permaneci por gosto.Assim que me diplomei pela Universidade de Niágara, fui convocado pelo Brasil, já em guerra com a Alemanha, para servir no Exército Brasileiro. Logo depois, integrei o quadro da Comissão Militar Brasileira em Washington, D.C. Já casado, com soldo de pracinha (na Comissão não nos forneciam casa nem comida), tive que conseguir algum trabalho por fora, o que era permitido. Soube de um concurso para a escolha de apresentadores de noticiários sobre a guerra para a América Latina ? era uma iniciativa da Junta Interamericana de Defesa. Apresentei-me e fui escolhido. Era um pequeno programa de 5 minutos. Eu recebia um maço de telegramas e comunicados, marcados em termos de prioridade, redigia-os como um todo mais ou menos harmonioso e gravava o noticiário, que era enviado para ser transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Foi essa a minha humilde iniciação jornalística.

Nesse pequeno programa, dei, emocionado, a notícia (creio que em primeira mão para o Brasil) da fabulosa invasão aliada da Europa nazificada e, em 1945, quase no final da minha atuação na Junta, tive a grande alegria de anunciar a rendição incondicional do herrenvolk alemão. De Washington, fui para Nova Iorque, convidado a trabalhar na seção brasileira da NBC, num trabalho jornalístico patrocinado e financiado pelo coordenador de Assuntos Interamericanos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, então dirigido por Nelson Rockefeller. Ali fiquei um par de anos, até sair para atuar, como free lancer, como comentarista e entrevistador da Seção de Rádio da ONU (não quis ser funcionário permanente porque me seria vedado trabalhar fora ? eu perderia meus contatos com o cinema). Ali fiquei até 1973, quando voltei ao Brasil. No Brasil, de início, nada consegui no campo do jornalismo propriamente dito. Fui primeiro locutor-noticiarista na Rádio Tamoio do Rio, depois na extinta TV Tupi e na Rádio Bandeirantes. Só em fins de 1976, com Hélio Ribeiro na Bandeirantes, comecei a escrever e apresentar ao vivo crônicas sobre a vida cotidiana na grande metrópole paulistana. Mais tarde, na Rádio Capital, também com Hélio Ribeiro, e na TV Record, com Ferreira Neto, voltei ao meu trabalho como comentarista internacional.

O senhor trabalhou com cinema?

R. C. ? Simultaneamente à minha atividade jornalística na ONU, na NBC e no Escritório da Expansão Comercial do Brasil em Nova York, trabalhei como tradutor e narrador de trailers, curtas e filmes de longa metragem para o U. S. Signal Corps Photographic Center (material de instrução militar para o Exército Brasileiro), para a Metro Goldwin Mayer e para a Twentieth Century Fox. Essa atividade dava-me uma receita bem maior que a que me rendia o jornalismo … Apresentei o Metro Jornal, exibido nos cinemas brasileiros e portugueses até o advento da televisão, e acho que me tornei conhecido no Brasil pela narração desse cinejornal e de películas como Pandora, O manto sagrado, Ben Hur, Dr. Jivago e outras, e não pelos meus trabalhos de radiojornalismo que a Rádio Nacional retransmitia para todo o Brasil, e onde não aparecia o meu nome.

Que experiências principais o senhor traz dessa longa vida como jornalista?

R. C. ? Deixando de lado os percalços corriqueiros da profissão ? que são monotonamente semelhantes para todos ?, e falando de experiência como fonte de aprendizagem e conhecimento, eu tenho de falar de pessoas cujas atitudes políticas ou culturais me entusiasmaram ou me indignaram. Lembro-me de como admirei o gênio político de Franklin Roosevelt ? depois de um presidente medíocre e narrow-minded que, com o despautério da Lei Seca, afogou meio povo na criminalidade e deixou o país em ruínas ?, que reintegrou os Estados Unidos na vanguarda do Primeiro Mundo. Lembro-me de Eleanor Roosevelt, mulher de Franklin, a mais inteligente e culta primeira-dama do país. Conheci-a na Casa Internacional do Estudante, em Nova York, onde morei algum tempo. Era uma mulher de radiante simpatia e genuíno interesse pela juventude. Depois de uma palestra, numa Sunday supper da Casa, ela recebeu um a um, cada um de nós, estudantes estrangeiros em seu país, conversou conosco como se estivesse recebendo-nos em sua casa. Fez de cada um de nós um admirador. Lembro-me da simplicidade de Erico Verissimo, que também conheci na Internacional House. Apareceu lá um dia, procurando alguém, preferivelmente um brasileiro, que pudesse levá-lo a conhecer Father Divine, o "deus" dos negros do Harlem. Apresentaram-no a mim… E quando me disse seu nome, deixou-me boquiaberto ? era ele o autor de Clarissa, Música ao longe e Um lugar ao sol ? entre outros ? que eu tanto admirava! Que modéstia de trato e de palestra… Com um colega, Dogvar, levei-o ao almoço de 25 centavos do Father Divine (e que almoço!). Ele menciona a visita ao Father Divine no seu livro Gato preto em campo de neve.

Nas Nações Unidas, entrevistei, graças a Antônio Houaiss, então secretário da delegação brasileira, o ministro Santiago Dantas: um homem sereno, obviamente de princípios e convicções firmes, mas temperados por um realismo muito humano, um tato complacente. Expressava-se com precisão, pausadamente ? e encarava a gente olho a olho. Sabia exatamente o que queira dizer e dizia-o sem rodeios, mas sem agressividade. Admirei seu estilo terso e afável. Assim, pensei, deveria falar um verdadeiro diplomata. Tive ocasião, na NBC, de conhecer, ao menos superficialmente, uma grande figura do getulismo ? Oswaldo Aranha. Falei-lhe uma só vez, e brevemente. Na aparência bonachão e até desleixado ? falava sem cuidar muito das palavras e seu casaquinho de alpaca preta tinha marcas de cinza por toda parte, pois ele fumava sem parar ?, pareceu-me no entanto uma pessoa de paixões fortes e determinadas. Na ocasião, falou espontânea e gratuitamente, com esfuziante entusiasmo, do Brasil, de Getúlio e dos Estados Unidos. Exibia a cordialidade típica do brasileiro. Simpático. Mas nunca tão simpático como Juscelino, que conheci no seu escritório da Rua 57 em Nova Iorque, apresentado por seu secretário e companheiro meu, que era também funcionário da Comissão Brasileira da Aeronáutica. Lembro-me bem. Cheguei lá e, minutos depois, apareceu-me ele em mangas de camisa, oferecendo um cafezinho. Conversou comigo ? que via pela primeira vez ? como se fosse um velho conhecido, contou-me o que andava fazendo, o que tencionava fazer quando retornasse ao Brasil… Uma porção de coisas que não tinha por que contar a um perfeito desconhecido. A gente se sentia como se o conhecesse desde a infância. O homem carismático por excelência. Gente que me indignou: Nelson Rockfeller, que conheci na NBC de Nova York, um homem de enorme poderio financeiro, de privilegiada posição política, e (era óbvio ao ouvi-lo) tão inculto, tão indiferente, tão vazio. Um tal Bernardo Teixeira, chefe da seção Brasileira do Office of War Information em Nova Iorque, onde publicávamos uma revista sobre assuntos de guerra, um português salazarista de inclinação claramente nazista, de uma hipocrisia astuciosa que enganava aos chefes, que conseguiu fossem despedidos dois companheiros cultos e inteligentes por inveja e ódio político … e finalmente, no Brasil, na Tamoio, um editorzinho-gilete, exemplo infeliz do antijornalismo, arrogante e presunçoso, cujo nome nem merece a pena lembrar; dizem que se tornou chefe de jornalismo na Tupi do Rio, mas não creio que isso seja possível! Era tão inculto que raiava no semi-analfabetismo, mas era apaniguado de um chefe; conseguiu que despedissem um ótimo jornalista, de pura inveja. Basta!

Senti também a influência gostosa e de um pequeno grupo de amigos cultos que me aceitaram generosamente em seu cenáculo íntimo. Toda a quinta-feira, reuníamo-nos no San Remo, um pequeno restaurante de Greenwich Village: padre Leocadio Lobo, antes professor universitário na Espanha, o poeta espanhol Bernardo Clariana, Paco Garcia Lorca (irmão do grande Federico), o poeta cubano Eugenio Florit… e eu. Os três espanhóis, exilados da tirania franquista, claro. Com eles, aprendi muito sobre a nobre Espanha dos tempos idos, o extraordinário Siglo de Oro do teatro espanhol, os maravilhosos poetas e pintores daquela terra apaixonada e apaixonante. Menos Florit, todos eles já morreram. Em programas especiais feitos para a Voz da América, entrevistei muita gente interessante, também: prefeitos, como o de San Diego e Rochester, grupos musicais… e o notável Alfred Hitchcock. Sua gordura devia ser produto do seu bom humor, sempre criativo e às vezes mordaz. Nunca vi alguém falar com tamanha facilidade, nem beber com tanto prazer. A nossa entrevista, filmada, durou cerca de duas horas: pois, apesar das advertências carinhosamente preocupadas de sua secretária, ele tomou uns cinco ou seis enormes cálices de gimlet, um poderoso coquetel de gim e licor cítrico, sem qualquer efeito visível. Os cálices, ele os escondia atrás de uma pilha de livros que tinha sobre a mesa, para não aparecerem no filme… Que em paz descanse.

O senhor não é jornalista formado em jornalismo, não é? Sabe-se que o senhor é contra os cursos de Jornalismo tais como eles estão instituídos hoje no Brasil. Por quê?

R. C. ? Não, não é que eu seja contra os cursos de Jornalismo ? sou contra a imposição absurda de tais cursos como condição sine qua non da afiliação ao sindicato de jornalistas e, portanto, ao exercício legal da profissão. Jornalismo, como você sabe, não se limita ao trabalho de um repórter que informa sobre acontecimentos da vida cotidiana, nem a um byliner ou um editorialista ? há jornalistas que informam sobre fatos e acontecimentos científicos, outros que tratam de música, de economia, de teatro etc. Temos colunistas especializados sobre matérias múltiplas, que não aprendem sobre suas especialidades nos cursos atuais de Jornalismo. Que o curso de Jornalismo sirva de pequena base para quem quiser seguir a profissão, mas que esse mercado de trabalho esteja aberto a todos os que
saibam e queiram escrever sobre o que quer que seja de caráter informativo, como acontece nos Estados Unidos, na França e em outros países. E que se sindicalize quem o desejar, com liberdade de opção.

O senhor atuou no jornalismo brasileiro na época do regime militar. Como o senhor viu a atuação da mídia na época?

R. C. ? De volta ao Brasil, só fiz jornalismo depois de 1976. Já então, um lampejo tardio de inteligência havia iluminado os chefões da ditadura militar fascista e eles compreenderam que o povo não os suportava mais. Mudara também o ambiente político nos Estados Unidos, que haviam sido os planejadores ativos do golpe anti-revolucionário de 64, e já não
necessitavam mais dos ditadoreszinhos-marionetes da América Latina. Monstrinhos, como Costa e Silva e Medici, já estavam fora de moda. Assim, amoleceu a censura, veio a anistia, um vigoroso sindicalismo fez-se notar… e a mídia ressuscitou. Tragédias vergonhosas, como a de Herzog, já não podiam repetir-se. Começou o retorno à normalidade política. Eu só atuei como jornalista na fase final. A mídia, nesse período, portou-se decentemente, com dignidade (com algumas tristes exceções, claro).

Qual sua avaliação do jornalismo televisivo hoje?

R. C. ? É de uma homogeneidade um tanto suspeita… como se todo mundo quisesse copiar as posições da TV Globo, quisesse até adivinhá-las para segui-las. Falo do jornalismo político. Todos sabemos que a Globo, antes de 64, era uma estaçãozinha medíocre do Rio de Janeiro ? tornou-se a mais rica e poderosa rede televisiva do Brasil depois de seu apoio contínuo, entusiástico e incondicional a tudo o que a ditadura fazia. Desde então, ela sempre esteve do lado errado da política nacional. Seu tratamento "cuidadoso" das notícias segue fielmente a fórmula Ricupero: omitir o que desfavoreça a atuação do governo e ressaltar o que lhe seja favorável. Infelizmente, parece que todos, ou quase todos seguem a mesma linha. Durante toda a campanha eleitoral, fez-se notória a ampla divulgação da plataforma do presidente, de tudo o que ele fez e principalmente do que "disse que ia fazer" (que foi sempre o cerne da sua campanha ? quem não se lembra daquela mão aberta, indicando as 5 grandes realizações que ele prometia para o seu governo e que se reduziram a uma, a estabilidade artificial do câmbio que arruinou o nosso programa de exportações?). Quanto ao que dizia ou prometia a oposição… uma vaga e desdenhosa indiferença. Também me parece bastante deficiente o jornalismo de caráter cultural ? ressalvando-se a programação da TV Cultura de São Paulo e a Educativa do Rio. As grandes redes não têm bons programas regulares de informação cultural. E parece que todo mundo (ainda seguindo a Globo) acha que o que de mais importância se pode mostrar na televisão é a telenovelinha medíocre, artificial e tola…

E do impresso?

R. C. ? Nesse campo, a situação é bem melhor. Se é verdade que a orientação política da maioria dos donos de jornais e revistas favorece o governo (afinal, eles são empresários, e todos os grandes empresários são entusiastas do atual governo), não se pode negar que se dá liberdade de expressão a um sem-número de colunistas, com posições variadas e até desencontradas ? desde o alegre Simão ao antipático Roberto Campos, de José Sarney a Clovis Rossi… Uma beleza!

O senhor acompanha o Observatório da Imprensa. Qual é sua avaliação dessa iniciativa de acompanhamento da mídia?

R. C. ? É talvez o mais interessante programa jornalístico da atualidade, algo que de há muito se fazia necessário. É uma catarse. Claro, tinha de aparecer onde apareceu, tinha de surgir ou na Cultura de São Paulo ou na Educativa do Rio. Um programa assim deveria existir em todas as redes de TV atuantes no Brasil ? mantendo-se a mesma imparcialidade, a mesma sobriedade na apresentação, o mesmo equilíbrio. Isso é jornalismo!

O senhor atua no jornalismo desde a Segunda Guerra Mundial e de lá até seus atuais 79 anos não parou mais. Quais as principais mudanças percebidas pelo senhor ao longo desses anos?

R. C. ? Oh, Deus meu, houve tantas, em tantos campos diferentes! Mencionarei só uma, a que considero a mais importante, de um ponto de vista filosófico-humano: a que ocorreu nos Estados Unidos, depois da Segunda Guerra Mundial, uma mudança que permitiu uma tristíssima inversão de valores e que afetou toda a humanidade… Quando cheguei aos Estados Unidos, em 1940, encontrei um povo amável e simpático, que ouvia com respeito uma minoria intelectual atuante e autenticamente comprometida com a democracia, o humanismo e o humanitarismo. Notava-se facilmente uma generosidade sã para com os grupos sociais menos favorecidos, os estrangeiros eram bem acolhidos, os políticos eram julgados pelo que representavam em termos das tradições de liberdade e de progresso
social: era a época de Franklin Roosevelt, de Adlai Stevenson, de Fullbright, de Wallace; e também de John Dewey, Hemingway, Steinbeck, John dos Passos, Faulkner… Depois do horror da bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki, da ferocidade da Guerra Fria que imolou grandes valores humanos por julgá-los "contaminados" por qualquer tipo de esquerdismo, depois das vilanias do senador MacCarthy e seus sequazes e depois da queda total da União Soviética (que levou os Estados Unidos a se sentirem os donos do Mundo), depois de tudo isso… o povo americano endureceu ou foi endurecido pela mediocridade e insensibilidade dos Trumans, dos Nixons, dos Reagans e dos Bushes. Sumiram os grandes intelectuais ? e desgraçadamente não surgiram outros novos. O povo tornou-se socialmente indiferente e xenófobo. E então, tornou-se possível essa chamada globalização, imposta pelos autopatas do capitalismo selvagem, onde só o dinheiro conta e o lucro tudo justifica ? vamos tornar-nos mais eficientes (afirmaram) para ganhar cada vez mais! Se no processo morrer de fome metade da população mundial… ora, assim é a vida, é a sobrevivência dos mais fortes!A transformação veio de lá, a mudança terrível ? da terra de Jefferson e Franklin, de Lincoln e de Franklin Roosevelt …

(*) Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, pesquisador do Núcleo de Estudos Sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília; entrevista também disponível em <http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/mt201098.htm>

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