Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > HISTÓRIAS DE OMISSÃO

O pior show do planeta

Por lgarcia em 21/02/2001 na edição 109

HISTÓRIAS DE OMISSÃO

Gustavo Cabral Vaz (*)

Um festival com 36 mil pessoas…

Oito bandas de rock nacional numa noite…

Logo após a meia-noite, parte do palco – duas estruturas metálicas com 15m de altura – desabam sobre o público, deixando dezenas de feridos. Tempestade violenta começa logo após o acidente, atrapalhando o atendimento e tornando a situação ainda mais crítica.

Prato cheio para a imprensa, não fosse o evento promovido pela principal rede de comunicações do Sul do país, que tratou de abafar o caso.

Leia abaixo o relato de uma testemunha do Planeta Atlântida, uma história de flagrante conflito de interesses, tão trágica quanto mal contada.

"No dia 27 de janeiro, um sábado, aconteceu em Florianópolis uma tragédia durante o Planeta Atlântida Rock – um festival de música brasileira promovido pela rede de comunicações RBS (Rede Brasil Sul) – que tornou-se uma das histórias mais mal contadas pela imprensa catarinense nos últimos anos. Na segunda noite do evento, quando Lulu Santos cantava "…todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite…" uma das extremidades da estrutura do palco desabou sobre o público, seguida, minutos depois, pela outra extremidade. As duas estruturas metálicas que caíram, e que sustentavam os telões, tinham, segundo a imprensa, 15 metros de altura. O acidente deixou dezenas de feridos, encerrou o festival, mas acima de tudo deu origem a um show de omissão e manipulação de informações por parte da RBS que serviu para aumentar ainda mais a revolta daqueles que estiveram lá e sentiram na pele a noite de terror que foi aquele sábado.

‘Sucesso arrasador’ era a manchete do caderno Variedades do Diário Catarinense no dia seguinte. O texto do jornal sem dúvida já estava pronto e fazia uma única referência ao acidente, na última linha: ‘O show de Lulu Santos foi interrompido por causa da chuva…’ Foi talvez a pior tirada na seqüência de equívocos e mentiras que cercou a história, que a RBS tratou de abafar e esfriar ao máximo, com a colaboração intencional ou não das outras empresas de comunicação.

Tive a infelicidade de estar lá, no lado esquerdo do palco (do ponto de vista do público), quase em frente ao telão, exatamente onde desabou a primeira estrutura. Não me machuquei, mas sou testemunha e fiquei revoltado com a organização do evento, que posa de herói quando deixou tanto a desejar em diversos aspectos, e com o sucesso da RBS em abafar a tragédia que foi o Planeta Atlântida.

Apesar de ter sido um acidente no mínimo tão grave quanto o do Estádio de São Januário, na final da Copa João Havelange (dezenas de feridos, alguns casos graves e negligência dos organizadores) o acidente foi noticiado nacionalmente apenas na TV paga, com discrição. Nos noticiários regionais da RBS, a história foi empurrada para os últimos blocos, sem chamada, e tinha o mesmo teor das curtas matérias produzidas pelo Diário Catarinense: ressaltavam a pronta recuperação dos poucos feridos (com "total assistência da empresa…") e a disposição da produção em devolver o dinheiro dos ingressos. Nada de depoimentos, imagens do momento do acidente em câmera lenta e replay, nada do show que vimos durante semanas após a queda do alambrado em São Januário.

Mesmo entre os concorrentes, a cobertura foi superficial. Na mídia impressa, o jornal A Notícia e o velho O Estado limitaram-se a produzir matérias nos dias seguintes sobre a questão da devolução dos ingressos, responsabilidades (uma discussão entre Corpo de Bombeiros, Crea e outros órgãos competentes sobre a autorização para o evento e a fiscalização da obra), e a situação dos três feridos graves que permaneceram internados no hospital, incomunicáveis.

O Estado bem que tentou dar destaque ao assunto, de forma dramática aliás, mas como é um jornal que luta contra a falência não tinha mesmo muito espaço editorial e ficou a desejar na qualidade do que publicou. Já o AN, que do ponto de vista do jornalista é o melhor periódico catarinense, não se sabe por que optou por tratar a história do Planeta como secundária, reservando-lhe sempre meia página, no máximo, e nunca como destaque. Para completar, ambos reproduziram seguidamente os comunicados da RBS, dando vazão às mentiras e meias-verdades que esta produziu.

"Tempestade derruba palco do Planeta Atlântida" era a manchete de capa de O Estado na segunda-feira. O jornal que se propôs a dar mais destaque ao assunto em suas páginas começou reforçando, talvez sem querer, uma das primeiras mentiras em torno do acidente. Até o momento da queda da estrutura, caía uma chuva fina e refrescante, que o próprio Lulu Santos elogiou e que pouco me incomodava. Muito pior que ela era a acústica, o alcance do som variava muito de uma banda para outra. Quando o Natiruts e o Nenhum de Nós tocaram estava bom, mas no show do Gabriel o Pensador mal se escutava o que ele dizia, mesmo estando em frente ao telão. Voltou a melhorar quando o Jota Quest subiu ao palco, mas quando Lulu Santos começou a tocar, mal se ouvia de novo. Insisti com a turma que estava comigo que chegássemos mais perto do palco, e assim fomos ver o show quase em frente ao telão.

Fui ao Planeta Atlântida com minha mulher Aline e três jovens ‘convidados’, que insistimos em levar: uma prima dela de Santa Maria (RS), de 17 anos, meu irmão de 17 anos e uma prima de São Paulo, de 20 anos. No momento do acidente meu irmão tinha ido buscar uns amigos para ver com a gente o tão aguardado show do Rappa, o grupo seguinte.

Esses detalhes são importantes para o leitor analisar da minha ótica a versão oficial de que não houve pânico após a queda das estruturas, e de que a organização conseguiu retirar as pessoas do lugar sem desordem e com calma.

Lembro quando minha mulher falou: "Vai cair…’; eu olhei para cima e a estrutura simplesmente começou a tombar em nossa direção. A multidão correndo, berrando, Aline correndo e me puxando também, eu olhando novamente a estrutura vindo. Ela desabou a poucos metros ao meu lado. Vi um vulto sendo imprensado sob ela, deitado no chão. E ouvi Aline berrando pelas nossas primas, que tinham sumido.

Levamos uns 15 minutos até encontrá-las na confusão. Sem saber se estavam entre os feridos ou não, ajudamos a reerguer a estrutura tombada para tirar quem estava embaixo, a reação mais imediata daqueles que estavam próximos. Vi pessoas correndo por baixo da estrutura. Nós a abaixamos e os seguranças tentavam isolar a área, um deles, nervoso, empurrava as pessoas. Uma de nossas primas na verdade já havia nos visto, mas com as pessoas correndo apavoradas, em grupos, agarrados uns aos outros para não se perderem, também à procura de seus perdidos, ela não conseguia chegar até nós. Nesses minutos de procura angustiada, lembro de ter visto pelo menos duas pessoas feridas.

A primeira era um senhor de meia idade que estava em aparente estado de choque, o olhar perdido e atordoado. Era levado por umas três pessoas, uma delas uma senhora que imaginei ser sua esposa, que berrava desesperada por socorro. Minutos depois, passou por nós uma menina que caminhava amparada pelos amigos, a perna esquerda esticada, a canela machucada e o joelho sangrando.

Achamos primeiro a prima gaúcha, depois a paulista. Recebemos uma chamada pelo celular que não se completou, mas pelo número vi que meu irmão menor estava bem. Pelo celular, consegui falar ainda com meu outro irmão que estava em casa e tranqüilizei a família. Foi quando a chuva transformou-se em furiosa tempestade, para sorte da organização do evento, que teve nela a grande desculpa pela queda (de outra forma, inexplicável) do palco.

Quando a tempestade de fato desabou, como não ficar com medo? A área estava cheia de estruturas de metal que balançavam com a força do vento. Balões de propaganda, presos por cabos a alguns metros do solo, martelavam o chão. Ao contrário do que a RBS insinuou em seus boletins e comunicados, não havia orientação alguma, o som simplesmente silenciou. Os únicos seguranças do evento que eu vi foram aqueles que isolaram a área em torno do palco. Achamos a saída confiando na memória e seguindo o fluxo de pessoas que corria sob a forte chuva: alguns apavorados, mulheres chorando, outros revoltados, berrando em coro: ‘Arrá! Urrú! Eu quero o meu dinheiro!’.

Bom ressaltar que a chuva a partir de então não era algo normal. Era uma cortina d’água espessa que, aliada à força do vento, chegava a doer. Havia raios e trovões. ‘O que a gente fez de errado, porra!??!! Parece castigo…’, berrei quando chegávamos à saída, quando não havia mais o temor de ser pisoteado pela multidão em fuga.

Qualquer estrutura que oferecesse abrigo da chuva e do vento estava lotada de gente, e a quem não estava protegido, como nós, só restava caminhar encharcado rumo ao carro. A passagem pelo portão principal foi outro momento delicado: os seguranças estavam agarrados nos cabos de sustentação da estrutura, que balançava ao vento. Pelo menos ali havia seguranças.

Mais tarde, ficamos sabendo de outros detalhes e riscos que na hora passaram despercebidos. Meu irmão, entre outros, viu faíscas estourando em diversos pontos da fiação enquanto procurava por nós próximo ao palco. Lembro que a luz foi cortada quando passávamos pela bilheteria, um apagão recebido com um berro de susto pela multidão. Até então, era grande o risco de alguém, ou mesmo muitos, morrerem eletrocutados.

Na boate X, anexa ao local do show, as portas de circulação foram trancadas logo após o acidente. Quem estava dentro ficou trancado, sem poder sair, com a água atingindo um palmo de altura no chão. Um pai insistiu em entrar para procurar a filha e foi surrado pelos seguranças na frente de todos, empurrado para o meio da rua.

Era quase uma hora da manhã quando começamos a caminhar para o carro, distante cerca de 3 ou 4 km. Não foi um bom final de noite, principalmente depois de ficar em pé mais de quatro horas, mas no caminho vimos muitos em situação pior. Gente que estava lá há muito mais tempo e que não tinha um carro para se enfiar. Ensopados dos pés à cabeça, esperavam lugar em algum dos ônibus (programados para começar a levar o público, gradualmente, a partir das 4h, e não todos ao mesmo tempo, à 0h30) ou caminhavam até o posto de gasolina na SC-401, próximo ao trevo. O posto ficava ainda mais distante que o nosso carro, mas para os outros era abrigo da chuva e tinha um telefone público.

O celular parou de funcionar assim que começou a tempestade e não tínhamos como falar com meu irmão caçula. Não sabíamos se o aparelho estava danificado porque tinha molhado ou se era um problema geral. Quase uma hora depois de nós, ele chegou ao carro, trazendo de carona um outro primo, pra lá de bêbado. A dupla tinha ficado nos procurando no local do acidente, onde sabia que estávamos.

Foi então que ficamos sabendo que a outra extremidade do palco (a da direita, do ponto de vista dos espectadores) também havia desabado sobre o público, poucos minutos depois da primeira. Meu irmão contou que viu o lado esquerdo desabar onde estávamos e correu para lá na mesma hora. Quando estava atravessando a multidão, caiu o outro lado. Ele também viu dois feridos: um homem sendo carregado, desacordado, e uma mulher toda ensangüentada.

Apertamos os seis no carro, passamos pelo congestionamento no viaduto e voltamos direto para casa. A tempestade já estava mais calma, apenas a força d’água nas valas de escoamento lembrava a violência anterior. Mas dava pena daquela multidão que caminhava encharcada para o posto, que a essas alturas já abrigava sob seu teto algumas centenas de pessoas. Havia ali amigos e inclusive alguns parentes, mas no carro não cabia mais ninguém, e estávamos todos cansados e com frio.

Também não sabíamos ainda, mas o verdadeiro show da RBS – o de omissão de informações – já tinha começado. Parentes nossos – entre eles meu irmão mais velho e minha tia – assistiam ao Planeta Atlântida pela TVCOM quando o acidente aconteceu. A transmissão foi bruscamente interrompida e, após alguns minutos sem sinal, sem qualquer explicação, substituída pela reprise do show do Jota Quest. Na rádio, que também transmitia ao vivo o Planeta, colocou-se no ar outra programação. Começaram então os boletins, que sempre asseguravam que não havia pânico, havia poucos feridos e todos estavam bem. Era óbvio que um acidente sério havia ocorrido, mas não havia imagens do que aconteceu, do local do acidente ou de atendimento. Nada de boletins ao vivo da emergência do hospital, como na tragédia de São Januário. Sem ter como se informar, até porque os celulares não estavam mesmo funcionando, imagino quantas pessoas não passaram a noite na angústia sem saber se os seus entes estavam entre os feridos.

Passados alguns dias, o saldo oficial foi de 45 feridos. Para quem esteve lá, era difícil acreditar que ninguém tinha morrido. Três estavam em estado grave – uma menina com lesão na coluna, um homem com traumatismo craniano e uma mulher com lesões graves no cotovelo e na perna precisou ser operada. Não se soube mais a respeito deles que os nomes. E só se falou neles para noticiar que tinham todo o apoio da empresa para o tratamento e quando receberiam alta do hospital.

Claro que nem todo mundo deixou barato. Pela segunda-feira seguinte ao Planeta, o Procon já contabilizava quase 50 reclamações contra o evento. Para ligar para a RBS mesmo era difícil conseguir linha no telefone. Como quatro shows não aconteceram – O Rappa, Engenheiros do Hawaii, Raimundos e Carlinhos Brown (que ganhou o título de pé-frio do ano já em janeiro), a devolução do dinheiro dos ingressos tornou-se a questão principal. A RBS saiu com uma resposta cínica: devolveria os 30 reais de cada pessoa mediante a apresentação do canhoto do ingresso. Acontece que, na bilheteria, ninguém recebeu o canhoto do ingresso voluntariamente – e eu ouvi falar de pelo menos duas pessoas que pediram, para guardar de lembrança, e não receberam. Inventaram então uma reunião, com representantes do Procon, para ‘definir um critério para devolução do dinheiro’ – critério que não existe, portanto adeus dinheiro – e comprometeram-se a ‘não ficar com um centavo da bilheteria do sábado’. Pra completar, falam em fazer um show com as bandas que não tocaram naquela noite, para compensar (boa idéia: usar o dinheiro do Planeta Roubada para fazer outro Planeta e lucrar mais ainda!).

As maiores pérolas sobre essa noite terrível foram escritas pelo colunista Cacau Menezes. Nos dias seguintes à tragédia, ele disse na TV e publicou em sua coluna no DC que as estruturas do palco caíram por causa da torcida dos invejosos (e não por negligência de quem o ergueu), reforçou a boa atuação dos organizadores e seguranças do evento, que retiraram as pessoas do local com ordem e segurança, e reafirmou que não houve pânico – o ‘pouco’ pânico relatado por alguns, inclusive na internet, foi causado pela inexperiência de um público muito jovem. No terceiro dia, quando afirmou que não ia mais falar no assunto (talvez, por ordem da empresa), ele já estava partindo para uma reflexão de como os pais educam mal seus filhos, dando-lhes excessiva liberdade – afinal, havia crianças no Planeta Atlântida! Era como se ele estivesse nos repreendendo por querer ver aquele maldito festival!

Apesar da estratégia de omissão da RBS, fora dos meios oficiais a história era contada com contornos mais realistas. Uma amiga de minha mulher, chamada Juliana, estava próxima de nós quando o acidente aconteceu. Não a vimos mais aquela noite, mas dias depois nos falamos pelo telefone. Na confusão, ela caiu e foi pisoteada pela multidão. Com a perna esquerda bastante machucada – torceu o tornozelo e cortou o joelho, entre outros hematomas – não teve assistência alguma da organização ou dos seguranças. Foi levada até a saída do evento amparada por amigos e seu pai foi buscá-la de carro. Fez todo o tratamento com plano de saúde particular (precisou de três dias de atestado até voltar a andar) e quando procurou a RBS, para receber ao menos o dinheiro do ingresso de volta, lhe pediram atestados e outros documentos que comprovassem que ela estava lá (como o canhoto), que era impossível que tivesse.

Não só ficou sem o dinheiro como não entrou para a contabilidade dos feridos divulgada pela RBS. Bem diferente de São Januário, quando até unha encravada entrou na soma para chegar aos mais de 160 feridos alardeados pela Globo por todo o país.

Para alívio dos mais indignados, no entanto, existe hoje em dia a internet, meio de comunicação virtualmente democrático que nos permite contar nossa versão a quem se interessar em ler. Um rapaz que estava no Planeta com a namorada e alguns amigos criou o site putoplaneta.cjb.net, que reúne depoimentos de diversas testemunhas daquela noite. Sua história também dá raiva: ele estava assistindo ao show do Lulu Santos mais de longe, de onde não foi possível ver por que este havia sido interrompido (o acidente não foi noticiado pelo sistema de som). Ele ergueu a namorada nos ombros para que ela visse, e nesse momento desabou a estrutura do lado direito, em frente a eles. Na fuga, a multidão derrubou o casal e o pisoteou. A garota teve um corte na mão que levou pontos e o rapaz ficou com o corpo todo dolorido e dificuldades para andar. Levado para a enfermaria do evento em carrinho de carregar engradados, foi conduzido muito tempo depois para o hospital, de onde foi embora para casa de táxi, sem ver ninguém da RBS ou da organização do evento.

O site é meio confuso, mas reúne bons relatos de indignação e também humor com a tragédia daquela noite. Boa parte patrocinada pela própria RBS, que não poderia ter sido mais feliz em sua campanha de marketing para o evento. O slogan na TV dizia: ‘Guarde suas energias, você vai precisar…’ (para correr, completou-se depois). No DC de sábado, o selo do Planeta Atlântida trazia na capa a frase "O mundo vai acabar", o que parecia bem plausível lá pela meia-noite. Mas a melhor talvez seja a comparação com o Rock in Rio: ‘Por um mundo melhor’. O slogan no ano que vem deveria ser Planeta Atlântida: por um palco melhor.

A estratégia de abafar a história, adotada pela RBS, é quase tão indesculpável quanto a negligência de erguer uma estrutura frágil num evento com dezenas de milhares de pessoas. Mas não deixa de ser compreensível: algumas semanas após o Planeta em Florianópolis, um evento igual foi realizado em Atlântida (RS). A tragédia em Floripa sem dúvida atrapalharia o sucesso do festival em terras gaúchas. Tanto que uma jornalista amiga nossa, que trabalha na RBS no Rio Grande do Sul, contou-nos por e-mail qual a postura da empresa em relação ao episódio: somente notícias positivas sobre o Planeta podiam ser divulgadas pelos jornais da rede.

Dizem – mas isso já são boatos, é preciso que se diga – que no dia em que ia receber alta do hospital o último ferido grave ainda internado (que teve traumatismo craniano) desmaiou no banheiro. Sua saída do hospital foi adiada e a matéria a respeito engavetada, até que ele melhorasse.

Para encerrar, fica no ar a pergunta: se este evento fosse promovido pelo Eurico Miranda, será que não veríamos nada a respeito no Jornal Nacional?"


(*) Jornalista

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