Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > Quando se busca efetivamente a verdade todos os envolvidos são suspeitos e, se ao longo da investigação, o fraudado apareceu num determinado momento como suposto fraudador isso não significa condenação e, sobretudo, não desqualifica a diligência – ao contrário, só reafirma sua isenção e eqüidistância

Observatório

Por lgarcia em 30/12/2003 na edição 257

JAYSON BLAIR FAZ ESCOLA

Alberto Dines

Nas últimas semanas este Observatório da Imprensa vem sendo alvo de incursões das quais só podemos nos orgulhar. São, na realidade, um atestado de credibilidade e prova de sucesso porque um site sem importância e sem respeitabilidade não anima fraudadores, difamadores, ciberterroristas ou hackers.

Motivo de orgulho maior é o fato de que nosso leitores não tomaram conhecimento destas tentativas de violação. Nossos filtros e alarmes funcionaram e, deste modo, desarticulamos denúncias falsas e provocações que, se veiculadas, feririam a reputação do Observatório e, pior do que isso, através delas, a reputação de ilibados profissionais, empresas e veículos.

O mérito não é da tecnologia e, sim, dos rigorosos critérios jornalísticos adotados. A internet só é vulnerável quando a pressa e a desatenção impõem-se ao senso de justiça, ao respeito humano e ao esmero profissional.

O mais recente atentado não chegaria ao conhecimento dos leitores e, portanto, não cumpriria com seus perniciosos objetivos, se alguns envolvidos tivessem mantido a necessária cautela e compostura durante e depois das diligências.

A bomba que deveria explodir na edição passada e desativamos em 24 horas acabou sendo parcialmente deflagrada nesta edição, contra a nossa vontade, porque aquele que pretendíamos proteger no anonimato teve um acesso de desequilíbrio, deselegância e desonestidade intelectual, acusando-nos por sabe lá qual crime e tornando públicos os e-mails e telefonemas “de serviço” trocados com ele durante as diligências para desmascarar uma fraude que envolvia sobretudo o seu nome.

Com a documentação que agora oferecemos, os leitores poderão
avaliar os padrões de prudência, lisura e discrição
incorporados aos nossos procedimentos. Poderão julgar também
o jogo pesado daqueles que pretendem confundir a opinião
pública e não têm escrúpulos enlamear
inocentes.

Este Observatório como qualquer veículo jornalístico responsável checou e re-checou as informações enviadas por alguém que usava o nome de um colaborador. Quando se busca efetivamente a verdade todos os envolvidos são suspeitos e, se ao longo da investigação, o fraudado apareceu num determinado momento como suposto fraudador isso não significa condenação e, sobretudo, não desqualifica a diligência ? ao contrário, só reafirma sua isenção e eqüidistância.

O investigado pretendia obter um atestado antecipado de inocência e isso não poderíamos oferecer, sobretudo porque já nos havia enredado anteriormente numa denúncia infundada. Suas reações servem apenas para comprovar a correção deste Observatório em seguir todas as pistas e desenvolver todas hipóteses.

O caso da tentativa de difamação está encerrado. Não fomos cúmplices deste atentado ciberterrorista contra a dignidade de jornalistas. Mas continua em aberto o caso da criação de um endereço eletrônico falso para caluniar profissionais em nome de outro. Este é um caso de polícia.

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