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Terça-feira, 14 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº999
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PRIMEIRAS EDIçõES > DIREITOS HUMANOS & JORNALISMO

OESP

Por lgarcia em 31/07/2002 na edição 183

ESTADO & FOLHA, JUNTOS

“?Estado? e ?Folha? iniciam distribuição conjunta”, copyright O Estado de S. Paulo, 28/7/02

“O mercado de distribuição e logística ganha a partir do dia 1.? de agosto um concorrente de peso: a S. Paulo Distribuição e Logística (SPDL), empresa controlada em partes iguais por O Estado de S. Paulo e Folha da Manhã, que edita a Folha de S. Paulo. A nova empresa é resultado da fusão das operações de distribuição e logística das duas empresas por meio de acordo assinado em setembro do ano passado. Durante esse período, as duas empresas finalizaram os planos de ação e sinergia, que levarão a uma economia de 20% nos primeiros seis meses de atuação conjunta, chegando a 30% após um ano. A SPDL nasce com faturamento de R$ 128 milhões no primeiro ano de atividade, com grande potencial de crescimento na distribuição e logística de produtos de mídia, incluindo e-commerce.

Para atingir as metas desenhadas no plano de ação, a nova empresa contratou o executivo Miguel Petribu, de 46 anos, ex-diretor de Cargas da TAM, com passagem pela Federal Express, para a função de diretor-geral da SPDL.

Petribu se reportará a um comitê gestor formado por dois representantes dos cotistas, os diretores de Operações da S/A O Estado de S. Paulo, Célio Santos, e da S/A Folha da Manhã, Adalberto Fernandes, que também integram o Conselho de Administração, ao lado de Antonio Manuel Teixeira Mendes e Roberto Mesquita, que se revezarão na presidência.

Segundo Petribu, a nova empresa nasce com uma frota de 1.300 caminhões, uma cobertura de 973 municípios, percorrendo diariamente 50 mil quilômetros, incluindo a totalidade dos municípios do Estado de São Paulo durante sete dias da semana e o ano todo. A empresa contará com uma equipe de 30 mil colaboradores e terá um Centro de Distribuição na Grande São Paulo, em Alphaville (distrito de Barueri), e mais 25 unidades-satélites espalhadas pelos principais municípios. Uma estrutura que responderá pela entrega de 1 milhão de exemplares diários de jornais, incluindo os cinco títulos dos controladores, como O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, Folha de S.

Paulo, Agora e Valor Econômico. Na Grande São Paulo, os exemplares serão entregues até às 6h30. Ao todo, a empresa atenderá 700 mil domicílios e 19.400 bancas de jornais e revistas no País, das quais 6 mil na Grande São Paulo. A mesma estrutura atuará também na distribuição de veículos de terceiros e já tem contratos fechados com as revistas Época e IstoÉ, além do jornal Lance.

?Toda essa inteligência em logística e distribuição de mídia estará a serviço também de clientes no segmento de entregas expressas, rápidas, com a garantia da maior cobertura da América Latina em tempo rápido?, diz Petribu.

A empresa também contará com o apoio de serviços terceirizados, como o transporte aéreo, para garantir a agilidade na prestação de seus serviços.

Na área de catálogos já tem como cliente a Reader?s Digest, a empresa que edita a revista Seleções, uma das de maior tiragem do País. Além da Reader?s, a empresa tem como clientes também a Telefônica e a BCP. O centro e distribuição funcionará armazenando produtos dos clientes, para pronta-entrega, que poderá ser monitorada por computador, disse Petribu.

O Grupo Estado tem produtos em diferentes segmentos do mercado de comunicação, como jornais impressos (Estado e Jornal da Tarde), internet (Estadão.com e PlanetaImóvel), agências de notícias e informações eletrônicas em tempo real (Broadcast, Agrocast e Infocast , na Agência Estado), gráfica (OESP Gráfica), listas telefônicas (OESP Mídia Ltda.) e radiodifusão (Eldorado AM e FM). Também tem investimentos no setor de telefonia celular (BCP e BSE).

Já o conglomerado de mídia do Grupo Folha atua nos segmentos de jornal impresso (Folha de S.Paulo, Agora São Paulo, Valor Econômico e Alô Negócios), internet (UOL, BOL, Zip.net e Folha Online), operações gráficas (Plural Editora e Gráfica e Centro Tecnológico e Gráfico da Folha), pesquisas de opinião (Datafolha) e produtos editoriais (Publifolha).”

 

“Folha e ?Estado? iniciam distribuição unificada”, copyright Folha de S. Paulo, 28/7/02

“Entra em operação no dia 1? de agosto a S. Paulo Distribuição e Logística Ltda., parceria inédita entre os grupos Folha e Estado, que editam a Folha e ?O Estado de S. Paulo?.

A nova empresa será responsável pela entrega, em bancas e para assinantes, dos exemplares diários de ambos os jornais, de outros títulos editados pelos grupos e de publicações de terceiros.

A S. Paulo Distribuição e Logística também fará entregas de mercadorias adquiridas por intermédio do comércio eletrônico.

A SPDL, sigla da empresa, é resultado da fusão das operações de distribuição dos dois jornais, rivais históricos no mercado editorial paulista, e corresponde a uma tendência internacional de otimização dos setores não editoriais de corporações de mídia.

Os grupos Folha e Estado serão sócios em partes iguais na nova companhia, que começa as suas operações com uma previsão de faturamento anual de R$ 128 milhões.

A parceria não terá nenhuma influência na independência editorial das duas empresas jornalísticas. As operações comerciais e financeiras também permanecerão distintas.

Célio Santos e Adalberto Fernandes, respectivamente diretor de operações do Grupo Estado e diretor-executivo de operações da Folha, apresentaram ontem o diretor-geral da empresa. Trata-se de Miguel Petribu, 46, administrador com passagem pela DHL, pelo Sedex e pelo setor de cargas da TAM.

Segundo Petribu, a SPDL oferecerá ao mercado ?as melhores experiências práticas das duas empresas jornalísticas?.

A rede de atendimento incluirá, todos os dias da semana, 973 municípios brasileiros e 700 mil domicílios, numa abrangência de 50 mil quilômetros, envolvendo, em toda a operação, cerca de 30 mil pessoas.

Distribuição de revistas

Além dos dois principais jornais editados pelos grupos Folha e Estado, serão entregues também os títulos ?Agora?, do Grupo Folha, ?Valor Econômico?, resultado de parceria entre Grupo Folha e Organizações Globo, e ?Jornal da Tarde?, do Grupo Estado.

Outros clientes da empresa são o diário esportivo ?Lance? e as revistas semanais ?Época? e ?IstoÉ?.

Segundo afirmou Célio Santos, ?a fusão das atividades em uma só companhia significará para as empresas cotistas economia nos custos de transporte e distribuição de 20% em seis meses, chegando a 30% em um ano?.

Conforme Adalberto Fernandes, a mobilização de uma frota de cerca de 1.300 veículos favorecerá a eficiência na entrega dos jornais, que deverão chegar à casa dos assinantes até as 6h30.

A iniciativa de promover uma fusão para reduzir custos ocorre num momento crítico do mercado editorial. As empresas do setor enfrentam forte retração do setor publicitário e aumento do custo de sua principal matéria-prima, o papel. Os jornais são confeccionados com produto importado, que, tendo cotação em dólar dentro e fora do Brasil, sofreu reajustes de preços de mais de 100% na moeda nacional, em dois anos.

E-commerce

A experiência de décadas na distribuição de jornais e, agora, a criação de uma rede inédita de logística farão com que a empresa atue fortemente no setor de entrega domiciliar expressa de produtos adquiridos pela internet ou por telefone.

?Será a rede com maior capilaridade em atuação nos dois maiores mercados do país, a capital e o interior de São Paulo?, afirma Petribu.

No centro logístico de Alphaville, na Grande São Paulo, os produtos serão armazenados, embalados e despachados, de maneira que a própria SPDL poderá gerenciar o estoque dos clientes. Em seis meses haverá 25 pólos avançados de logística em todo o Estado.

A S. Paulo Logística e Distribuição já tem entre seus clientes Telefônica, BCP e Som Livre.”

 

DIREITOS HUMANOS & JORNALISMO

“Morre jornalista russo que lutava pelos direitos humanos”, copyright Jornal do Brasil, 23/7/02

“O jornalista russo Alexandre Guinzbourg, conhecido por lutar pelos direitos humanos, morreu, na última sexta-feira (19/07), aos 65 anos. Ele ficou doente nos anos 90, quando passou três vezes pelas prisões da ex-União Soviética.

Ele tinha como amigos dissidentes, desde católicos lituanos até militantes da liberdade de imprensa e das liberdades políticas e comunidades religiosas.

Guinzbourg chegou a trabalhar como torneiro mecânico. Estudou Jornalismo e lançou um jornal literário, o Sintaxe, que foi proibido de circular pelas autoridades. Ficou preso durante dois anos.

Mais tarde, ele escreveu um ?livro branco?, sobre os processos dos escritores Yuli Daniel e Andri Siniavski, acusados de terem publicado no Ocidente obras proibidas na União Soviética. Ele foi preso novamente, por mais cinco anos.

Em 1974, assumiu a direção de um fundo de ajuda para prisioneiros políticos, criado por Alexandre Soljenitsin, dissidente Prêmio Nobel.

O jornalista tornou-se fonte da imprensa quando o assunto era prisão e condenação de dissidentes. Por essa razão, foi preso pela terceira vez, por oito anos. Ele foi libertado em troca de dois espiões soviéticos presos nos Estados Unidos.”

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