Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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Parcerias geram economia e mas ameaçam profissionais

Por lgarcia em 11/11/2003 na edição 250

MÍDIA & MERCADO

Grandes veículos da mídia mundial estão fazendo cada vez mais acordos de intercâmbio de conteúdo, noticia Frank Ahrens, do Washington Post [6/11/03]. Ao mesmo tempo em que esse tipo de cooperação reduz custos e ajuda a divulgar a marca dos meios em outras regiões do país e do mundo, causa preocupação entre os jornalistas que começam a se sentir ameaçados com a possibilidade de suas reportagens serem substituídas por material externo.

Em geral, os veículos buscam associados de outra região, que não sejam concorrentes. É o caso do britânico Financial Times e do Los Angeles Times, que publicam um matérias do outro. Outro exemplo é o das contribuições que o Washington Post passou a dar, desde janeiro, para as edições européia e asiática do Wall Street Journal, depois que deixou a sociedade que tinha com o New York Times no International Herald Tribune, produzido em Paris. O subeditor-administrativo do Post, Jill Dutt, afirma, no entanto, que o diário não contribuiria para a versão nacional do Journal.

Outro problema que tem afetado os jornalistas são as parcerias entre veículos de meios diferentes. Há repórteres de jornal que agora têm de escrever também para internet ou preparar boletins de televisão. Thomas Friedman e Bill Carter, do New York Times, têm aparecido no canal Discovery Times, do qual a companhia dona do diário é sócia. Repórteres do Washington Post recebem US$ 100 a US$ 200 para fazer aparições no canal de finanças MSNBC.

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