Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1062
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Paulo Henrique, uma versão

Por lgarcia em 05/07/1999 na edição 70

Edição de Marinilda Carvalho

Um dos assuntos que mais mobilizaram os leitores nos últimos tempos é o destaque deste Caderno: a saída de Paulo Henrique Amorim da Bandeirantes e seu posterior sumiço da mídia. Ele agora reapareceu, no anúncio da fusão das cerverjarias Brahma e Antarctica e entrevista a este Observatório [veja matéria nesta edição].

Para a leitora Isabela Vargas, Paulo Henrique investiu contra Lula na campanha eleitoral a mando da direção da Band, e depois, missão cumprida, foi defenestrado. O veterano repórter Geraldo Canali, demitido da Bandeirantes na época por ter criticado Paulo Henrique, contou a história em palestra na PUC-RS.

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Clique sobre o trecho sublinhado para ler a íntegra da notícia

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Uma colaboradora do Observatório queixou-se do sumiço do jornalista Paulo Henrique Amorim, após sua saída da TV Bandeirantes. Ninguém deveria se preocupar com Amorim, pois ele já cumpriu sua missão na Band. Não foi por acaso que ele preparou reportagem contra Lula para veicular no início da propaganda na televisão. O objetivo era claro: desgastar a imagem de Lula. O pior de tudo é que Amorim conseguiu criar uma imagem de credibilidade entre os telespectadores. Isabela Junqueira Vargas

Acho que ainda merece um comentário dos nossos especialistas em televisão a matéria do Globo Repórter sobre “dragões assassinos”, de uma distante ilha da Indonésia (dia 4 de junho). O repórter Francisco José, que já fez algumas belas matérias ? evidentemente dentro dos limites do telejornalismo que se faz na Globo ? para mim deu uma autêntica aula de falso jornalismo. Elício Pontes

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É lamentável constatar o declínio que vem apresentando o programa Globo Repórter, exibido às sextas-feiras na Globo.

Famoso ao longo dos anos por apresentar grandes reportagens, atualmente o programa pode ser talvez ecologicamente correto, porém, nem um pouco socialmente. Com tantos problemas sociais, econômicos e políticos que vêm ocorrendo em nosso país, como no caso das CPIs, até agora nenhuma reportagem. Sabe-se lá o motivo para essa cegueira social e essa ótima visão do mundo animal que o programa ganhou. Não que se tenha algo contra os documentários ecológicos, mas para isso a emissora tem programa específico, o Globo Ecologia. O que é inaceitável é o programa se negar a reportar os acontecimentos do país e do mundo, abdicando de sua função social e revelando essa espécie de autocensura.

Luiz Augusto Araújo Pereira, estudante de Jornalismo da Unit, Uberlância, MG

O Coqueiro de Voltaire, de Dines [ver remissão abaixo], simplesmente excepcional. Parabéns.

Jackson Vasconcelos

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Antes de mais nada gostaria de aplaudir este Observatório da Imprensa, que sem dúvida alguma é uma das mais atualizadas fontes de discussão sobre o jornalismo nesse país. Parece-me de fundamental relevância debater sistemas midiáticos com nossos países “irmãos”. Creio ser uma necessidade de sobrevivência criar, ou melhor, recriar vínculos que nos unam como um bloco (econômico e lingüístico, ao menos), e nesse bloco o Brasil tem, com Portugal, um papel de liderança.

Edvar Vasconcellos, estudante de Jornalismo do Instituto Politécnico da Universidade Estácio de Sá

Concordo em gênero, número e grau com o bravo Moacir Werneck de Castro quando diz que o e-mail acabou com o controle que a direção dos jornais exercem sobre a opinião dos leitores. Melhor ainda que o simples e-mail, meu caro Moacir Werneck, é o Observatório da Imprensa, o nosso, dos leitores de todo o Brasil, que permite que a gente quebre o controle da direção dos jornais de uma forma em que todos leiam o que pensamos. Realmente, a imprensa não será a mesma depois do O.I. E ainda tem o O.I na TV, onde o leitor fala e aparece. É só ler, ver e conferir.

José Rosa Filho

Senhores jornalistas do O.I. na Internet, favor fazer chegar à TVE a seguinte mensagem: Sr. Diretor da TVE, o Observatório da Imprensa é um dos melhores programas da televisão brasileira dos últimos tempos. Não é correto que ele seja retirado do ar, sem nenhuma justificativa. Também sentimos falta do Dines, que é uma pessoa sensata e confiável. Será que o brasileiro não pode ter um programa de qualidade que a censura vem e corta? A ditadura não tinha acabado? Cadê o programa às terças-feiras?

Gilvan e Cristina Damasceno

Nota do O.I.: Caro leitor/telespectador, no dia 8 de junho Alberto Dines estava em Macau para o IV Congresso Internacional de Jornalismo de Língua Portuguesa. Na terça-feira seguinte, a TVE do Rio transmitiu a festa dos 30 anos da TV Cultura. Apresentador e programa já estão de volta.

Cada dia me convenço mais da necessidade de um controle social para as nossas tão decaídas (desculpe a expressão) TV Globo e SBT. No afã de conseguirem o melhor índice de audiência (ou por falta de opção mesmo), elas estão adotando, a qualquer preço, programação de conteúdo violento e/ou erótico nos horários da tarde ? em que, teoricamente, nossos filhos estão em casa e nós, no trabalho. A Globo reprisa as novelas do horário nobre e o SBT, atualmente, está exibindo filmes com cenas de sexo (sem contar os filmes de violência).

Televisão é veículo de informação e entretenimento, e não de agressão.

Marco Antonio R. Jusevicius

Quando o jornalista sai em busca de informações, acredito que faz tudo para encontrá-la. E é aí que deve tomar o máximo de precaução, investigando muito bem do que se trata e a quem poderia interessar, apoiado em dados insuspeitos. Mas quando é a informação que corre atrás do jornalista e acena para ele sua face dúbia, então ele precisa parar (o furo não pode esperar?) e perguntar-se por que a informação caiu no seu colo.

Marilia A. de Carvalho Franco

A Editoria de Ciência/Meio Ambiente do Jornal do Commercio, do Recife, completou em 20 de junho 10 anos de publicação diária. Para comemorar a data, o JC publicou caderno especial. Convido a uma visita ao site do jornal, em <www.jc.com.br>, para conhecer esta edição especial de Ciência/Meio Ambiente.

Fabiane Cavalcanti, subeditora de Ciência/Meio Ambiente

O maior furo da Folha seria esse grampo, porém o tiro foi para cima e acabou caindo na cabeça do próprio jornal. Bem como Clinton, nosso presidente ? mesmo que incompetente ? tem direito à vida privada, não é de interesse da nação saber sobre conversas sigilosas. Por isso, cuidado FHC, a Mônica Lewisky brasileira está solta esperendo mais um vestido azul ou então seu terno cinza.

Heverton Souza de Arruda

É a polícia ou a imprensa que anda de cabeça para baixo? É fundamental termos uma imprensa livre, ética e, dentro do possível, objetiva. Portanto é lastimável que políticos mal-intencionados e “carreiristas de carteirinha” ainda consigam induzir jornais do porte do JB para que publique exatamente o que lhes convêm. Francineide Damasceno

A revista IstoÉ, cuja capa traz reportagem sobre o lançamento do filme Star wars no Brasil, publicou matéria com o título “A crise visível”, onde retrata que a situação do país não é das melhores, apesar de o governo alardear que a crise passou. Como é possível uma coisa dessas? Será que as aventuras espaciais do filme são mais importantes que o debate da crise brasileira, que afeta a quase totalidade do povo?

Claudio Campos, Maceió

Ao ler a matéria da psicóloga Vera Silva, “Como aprender a ser explorado desde criancinha” [ver remissão abaixo], saltou-me os olhos a falta de uma referência, no meu entender fundamental, à microempresa da Xuxa, a Sacha. Não é também uma violência esta forma de exploração?

Cliff Oliveira

Por que ainda não há uma mailing-list para avisar-nos (lembrar-nos) quando das atualizações do web site? Isto é muito fácil de fazer, e incrementa a visitação.

Edesio Portes

Nota do O.I.: Caro Edésio, só fazemos isso a pedido. Muita gente detesta ser incluído em mailing lists sem consulta prévia (é o meu caso). Se você quiser, podemos pôr seu nome na nossa. Basta avisar. Um abraço, M.C.

Estou grata pela pronta entrega do Observatório impresso, pois enviei fax na sexta-feira e na segunda-feira (28/6/99) o jornal já estava na minha casa. Realmente, não sei como agradecer. Espero poder continuar recebendo o resumo do Observatório da Internet. É muito construtivo. E também o da TV. Obrigada,

Patrícia Luz

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Caros observadores, pedi a versão impressa do Observatório. Alguns dias depois, o recebi em casa. Fiquei super feliz. Mas o número atual ainda não chegou. Por quê? Preciso pedir sempre que quiser receber? O envio não é automático? Estou um pouco preocupada porque tenho maior possibilidade de acessar a Internet na minha faculdade. E como as férias estão chegando, não poderei ler o Observatório em julho se não recebê-lo em casa. Por favor, tirem minhas dúvidas e ansiedade. Muito obrigada e parabéns pelo excelente trabalho.

Maria Rita Mucci Aguiar

Nota do O.I.: Cara Rita, o O. I. on line é quinzenal, e o impresso, mensal, com o resumo das duas edições do mês. Você continuará recebendo o seu, e sem precisar pedir outra vez! :-)))

Acredito que já não resta dúvida a ninguém do compromisso político das Organizações Globo com o senador “primeiro-ministro”. Cumprimentos pelo texto de Fábio Leon Moreira, “O livro de Michel Temer” [ver remissão abaixo]. Muito bom.

Jackson Vasconcelos

Dois professores de São Paulo lançaram um site de história na Internet, em <www.historianet.com.br>, voltado para estudantes e interessados em geral. Não está vinculado a nenhuma escola ou empresa. Visite e dê sua opinião.

Prof. Claudio Recco

Fiquei espantado ao ler o anúncio fúnebre do general Jourdan em O Globo e posteriormente o aviso da missa de sétimo dia, sem que constasse no necrológio a menor referência à vida daquele ilustre chefe militar. Creio que além de o jornal ter uma certa obrigação de informar-se sobre quem foi o morto, o próprio Exército teria mais obrigação ainda de esclarecer ao público quem foi aquela pessoa. Haroldo C. Netto

Assunto que acho interessante discutir: a Internet está auxiliando na massificação da leitura. Já os preços dos livros estão prejudicando a cultura. Os jovens, com o auxílio da Internet, estão escrevendo mais. Como um estudante pode pagar por um livro que custa em média R$ 40? É muito caro adquirir cultura no país.

Fernando Bem

 

LEIA TAMBEM

O coqueiro de Voltaire

Procura-se Paulo Henrique desesperadamente

O livro de Michel Temer

Como aprender a ser explorado desde criancinha


Continuação do Caderno do Leitor

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