Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Poeta atrás das grades

Por lgarcia em 01/01/2003 na edição 205

TELETIPO

O poeta e escritor Liao Yiwu voltou a ser preso pela ditadura chinesa, segundo informações dos Repórteres Sem Fronteiras [19/12/02]. Ele foi detido em sua casa, na província de Sichuan porque publicava na internet textos sobre a situação social na China, abordando questões como desigualdade e pobreza. Liao já havia cumprido quatro anos de prisão entre 1990 e 1994 por divulgar um vídeo clandestino sobre o movimento de democratização de 1989, esmagado pelo governo. Em novembro, ele foi um dos 200 ativistas que assinaram pedido para o XVI Congresso do Partido Comunista para que houvesse retratação da condenação aos participantes da manifestação na Praça da Paz Celestial.

A News Corporation, de Rupert Murdoch, assinou acordo de cooperação com o Hunan Broadcasting Group, emissora estatal chinesa na província de Hunan, terra natal de Mao Tse Tung. O Star Group, emissora de Murdoch na Ásia, já tinha concessão na província de Guangdong. O novo trato com Pequim prevê apenas que co-produções das duas estações poderão ser exibidas em ambas. “É a primeira vez que a China aprova uma cooperação integral entre uma organização de mídia estrangeira e uma chinesa”, noticiou a Shangai Securities News, veículo oficial da entidade reguladora do mercado de ações do país asiático. Com informações da BBC News [20/12/02].

Patrick Bourrat, veterano correspondente estrangeiro da emissora de TV francesa TF1, morreu em conseqüência de atropelamento por um tanque americano em treinamento no deserto do Kuwait. Os médicos do hospital em que foi internado inicialmente pensaram que ele tivesse somente quebrado quatro costelas mas o problema acabou se revelando mais grave, matando-o no dia seguinte ao acidente. Militares americanos disseram que as causas estão sendo investigadas. Fontes diplomáticas da Reuters [22/12/02] disseram que o jornalista foi atingido ao tentar tirar um colega do rumo do veículo. A imprensa tem tido amplo acesso aos preparativos dos EUA para a invasão do Iraque.

Um tribunal de Paris proibiu o canal de TV a cabo Histoire de exibir as 80 horas de depoimentos de Maurice Papon, antigo alto funcionário do governo francês durante a ocupação nazista, em seu julgamento por colaborar com crimes contra a humanidade, em 1997 e 1998. A emissora tinha obtido autorização para passar os 40 episódios de duas horas, mas a Justiça considerou que Papon poderia ser prejudicado na apelação de sua sentença de 10 anos de prisão, que será julgada em janeiro. Os Repórteres Sem Fronteiras [21/12/02], reclamam que a decisão priva os franceses de conhecerem a história de seu país e apontam que o acusado não seria prejudicado pois, de qualquer forma, o julgamento foi aberto ao público.

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