Terça-feira, 25 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1006
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PRIMEIRAS EDIçõES > SÍTIOS DE EMPREGOS

Polêmica fora do ar

Por lgarcia em 24/10/2001 na edição 144

CENSURA

Mesmo antes de o Congresso americano ter votado o novo projeto de lei antiterrorista, ele já está sendo usado para vetar programas de rádio da internet. Os polêmicos shows Al Lewis Live, IRA Radio e Our Americas, da Cosmic Entertainment, foram retirados do ar após a ligação de um homem, no mês passado, que se identificou como agente federal. Segundo Travis Towle, fundador da companhia, o agente ameaçou o provedor de internet Hypervine de que seus bens poderiam ser seqüestrados por conter material pró-terrorista.

O provedor fechou toda a rede da Cosmic até que os sítios fossem removidos. IRA Radio transmite notícias e entrevistas com supostos terroristas irlandeses. O sítio de Al Lewis Live, apresentado pelo ator e ativista Lewis, mantém arquivo de entrevistas políticas que atraem 15 mil pessoas por dia. Já Our Americas é um programa em espanhol sobre os rebeldes na América Latina. Conta Janet Kornblum [USA Today, 16/10/01] que Towle admite tratar-se de autocensura e duvida que o homem fosse realmente um agente federal, mas diz que o conselho da companhia está por demais "abalado" para defender os sítios.

O produtor de IRA, John McDonagh, procura novo provedor, mas sabe que não será fácil. "Vai ser duro para muitos sítios da web com conteúdo político. Uma empresa pontocom lucrativa e normal não vai querer aceitar o desafio."

SÍTIOS DE EMPREGOS

Ao longo dos anos, os jornais lucraram um bom dinheiro com anúncios classificados de oportunidades de emprego. Agora, empregadores descobriam que sítios de internet oferecem serviço menos custoso e mais eficiente. Enquanto anunciantes americanos pagam em média US$ 250 por algumas linhas de texto no jornal de domingo, "pela mesma quantia conseguem um anúncio no Monster por dois meses, público nacional, informação sobre o empregador e testes de avaliação", diz Charlene Li, analista da consultora Forrester Research.

Monster.com é o principal sítio de recrutamento online, que detém 42% do mercado de US$ 1,2 bilhão. CareerBuilder, sítio de recrutamento da Tribune Co. (editora do LA Times) e à Knight Ridder (que publica o San Jose Mercury News), luta para aproximar do Monster: tem apenas 11% do mercado.

Bob Tedeschi, em matéria para o New York Times (15/10/01), revela que no início muitos jornais relutavam em lançar ofertas de empregos na internet, temendo que os custos menores quebrassem seu negócio impresso. Mais recentemente, publicações como o New York Times têm levado anúncios a suas extensões online.

Lanny Baker, analista da Salomon Smith Barney, diz que o faturamento dos jornais com anúncios de empregos, que representam 15% de todo o rendimento do jornal, caiu 25% em relação ao ano passado. Baker acredita que a queda se deve à competição com companhias online. Mas Roger S. Kintzel, publisher do Atlanta Journal-Constitution, cujos anúncios caíram 20% no ano passado e mais 30% até agora, acha que a queda de deve à recessão econômica.

    
    
                     

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