Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > ***

Por que medram Pimentas

Por lgarcia em 05/09/2000 na edição 97

"(…) Diferentemente do mundo da fábrica, a corporação jornalística não passou pela primeira revolução na organização do trabalho nem pela última. Desde a invenção da imprensa até os dias de hoje, pouca coisa mudou na forma como estabelecemos nossa rotina de trabalho ou no modo como promovemos a interação entre os indivíduos que dela participam. Ao contrário do que ocorria na fábrica de Ford, não operamos como partes mecânicas, isoladas e inertes, sem interação. Se a cor do capacete devesse indicar o lugar que ocupamos na estrutura arborescente de Ford e Sloan, cada um de nós deles portaria uma coleção inteira – não importa a função, fazemos necessariamente de tudo um pouco e conjuntamente, de modo que a obra final é sempre resultado de um esforço comum. (…) Assim, nas redações o trabalho de A pode tornar possível o aprimoramento do trabalho de B, e o trabalho de B, por sua vez, pode ser utilizado para melhorar o trabalho de A. E a melhoria de A tornará possível o crescimento da eficácia de B, e assim por diante. Um por todos e todos por um é o lema de nossa prática mosqueteira que está por trás de cada matéria, de cada título, de cada manchete. (…) A organização de nosso trabalho só é comparável em flexibilidade, agilidade, leveza e improvisação às asas da imaginação. Tudo orientado para captar o novo, o singular. (…)"

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