Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Prêmio à firmeza

Por lgarcia em 02/05/2001 na edição 119

MONITOR DA IMPRENSA

ECOJORNALISMO

Dois jornalistas venceram o maior prêmio ecológico dos EUA, o Goldman do Meio Ambiente. Segundo o San Francisco Chronicle [23/4/01], Jane Akre e Steve Wilson receberam, cada um, US$ 125 mil por reportagem investigativa para a Fox TV sobre o rBGH, hormônio bovino modificado geneticamente muito usado na indústria americana de laticínios. Mas é proibido no Canadá, na Europa, na Nova Zelândia e no Japão.

Ambientalistas e cientistas afirmam que o hormônio pode causar câncer humano. A Fox se recusou a transmitir o documentário da dupla, porque foi ameaçada de processo pela Monsanto Co., fabricante do rBGH. A emissora tentou então convencer os repórteres a apresentar a matéria de forma favorável à Monsanto, mas os dois continuaram a pressionar para que a história original fosse ao ar. Acabaram despedidos em 1997.

Em 1998 abriram processo contra a Fox, e o júri concluiu que a emissora pressionou os jornalistas para que divulgassem uma "história falsa, distorcida e tendenciosa", e determinou o pagamento US$ 425 mil a Akre.

VENEZUELA

O presidente venezuelano Hugo Chávez, eleito em 1999, anunciou em janeiro deste ano que a cultura do país se havia tornado elitista. Seu objetivo agora é desviar o foco cultural das belas artes e direcioná-lo ao artesanato, à arte latino-americana e a outras formas de expressão que tenham proposta política. A reformulação do Museu de Arte Contemporânea, fundado em 1971 por Sofía Imber, é o símbolo e a vítima mais importante desta nova "revolução cultural", disse Larry Rohter [New York Times, 24/4/01]. A mídia americana odeia Chávez.

A intenção é promover "uma transformação rápida que libere o potencial criativo do povo", justificou o ministro da Cultura, Manuel Spinoza. Segundo o ministro, o orçamento de seu ministério recebeu acréscimo de US$ 100 milhões neste ano, e centros culturais estão sendo construídos em áreas rurais de todo o país.

Sofía, russa que mora na Venezuela desde criança, deixou a direção do museu depois de 25 anos. O instituto é um dos mais respeitados da América Latina. O governo atual deseja estimular a arte patriótica e nacionalista ? e não a cultura predominantemente européia predominante no museu. Ela é uma crítica da política de Chávez e viúva do escritor político Carlos Rangel, que foi adversário de muitos supostos teóricos marxistas que subiram ao poder com o atual presidente.

Spinoza nega que a restruturação do museu ? que inclui a mudança do título, do qual faz parte o nome Sofía Imber ? envolva motivos políticos. A mudança já atingiu 36 instituições culturais do governo em toda a Venezuela.

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