Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Pulitzer não garante audiência

Por lgarcia em 17/07/2002 na edição 181

TELETIPO

Nos anos 90, a leitura de jornais diários em áreas metropolitanas dos EUA caiu, mesmo para os vencedores do Pulitzer. Segundo Lauren Wiener [Editor & Publisher, 2/7/02], pesquisa da Media Audit revelou que a porcentagem de adultos leitores caiu de 60,7% em 1997 para 54,7% no ano passado em 85 metrópoles. "Há muitos fatores que têm impacto sobre a leitura de diários, e obviamente jornalismo de qualidade é um destes fatores", diz Robert Jordan, publisher do Media Audit. No entanto, ele duvida que o leitor médio sequer esteja ciente da importância do Pulitzer. Na cidade de Nova York, lar de tantos jornalões premiados, a porcentagem de leitura sofreu redução de 64,8% para 58,7% no mesmo período.

Analistas convidados de programas de TV estão obrigados, desde o dia 9/7, a revelar seus interesses financeiros nas ações que recomendam. As regras, anunciadas pela Securities and Exchange Commission americana, foram projetadas para limitar como e quando comentaristas opinam sobre o mercado de ações e forçá-los a revelar ligações com as companhias que pesquisam. Lembra a Reuters [5/7/02] que a iniciativa quer prevenir abusos como o da Merrill Lynch há alguns anos, quando analistas de internet promoveram ações que reservadamente consideravam "lixo". Emissoras como a CNBC, por exemplo, já têm sua própria política, que exige dos comentaristas declaração da atividade financeira pessoal e da firma para a qual trabalha.

A declaração em off que custou o cargo do ministro do Interior italiano Claudio Scajola pode ter sido censurada pela emissora estatal RAI. Em visita oficial ao Chipre, ele descreveu, a jornalistas do Corriere della Sera e Il Sole 24 Ore, o consultor do governo Marco Biagi ? assassinado por terroristas da Brigada Vermelha ? como um "chato" que pressionava pela renovação do contrato. O comentário virou manchete no dia seguinte e provocou escândalo que culminou com a renúncia de Scajola. Mas, segundo Philip Willan [The Guardian, 3/7/02], há quem suspeite que um repórter da RAI estava presente e preferiu omitir a gafe do ministro, o que levanta dúvidas sobre a independência do canal. A emissora rebateu afirmando que seu correspondente, Pino Scaccia, já havia deixado a sala no momento da conversa.

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