Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > THE WASHINGTON POST

Quando o leitor vê parcialidade

Por lgarcia em 27/01/2004 na edição 261

THE WASHINGTON POST

Recentemente, o ex-secretário do Tesouro americano, Paul O?Neill, disse em entrevista na televisão que o presidente George W. Bush e sua equipe, desde que assumiram o poder, tinham a intenção de derrubar Saddam Hussein. Essa declaração, vinda de alguém que trabalhou na alta esfera de governo, é importantíssima para alimentar a polêmica sobre se houve uma campanha de distorção do potencial bélico iraquiano para convencer a opinião pública dos EUA a apoiar a guerra.

Como explica o ombudsman do Washington Post, Michael Getler, em sua coluna de 18/1/04, o jornal foi alvo de reclamações de leitores por não ter colocado a afirmação de O?Neill na primeira página. Muitos ficaram com a impressão de que o diário está contribuindo para os objetivos de Bush. Getler, assim como algumas das pessoas que se manifestaram a respeito do assunto, acredita que, por outras matérias que o Post tem publicado (como reportagem do dia 7/1, em que Barton Gellmann reúne elementos para mostrar que o arsenal de destruição em massa de Saddam existia só no papel), não há dúvidas de que o diário tem se esforçado para mostrar os dois lados da moeda. Mas o caso serve para mostrar quando os leitores sentem que o jornal está sendo tendencioso, acusando-o de "enterrar" certas notícias.

Consultando os editores sobre por que uma ou outra matéria não teve o destaque que mereceria, surgem argumentos convincentes. Getler conclui que eles não devem mudar o jornal por acharem que pode desagradar a alguém, mas devem estar sempre atentos a essa questão.

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