Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

PRIMEIRAS EDIçõES > THE WASHINGTON POST

Queixas pendentes

Por lgarcia em 21/10/2003 na edição 247

THE WASHINGTON POST

A reação dos leitores às coberturas da destruição causada pelo furacão Isabel e da investigação do Departamento de Justiça americano sobre o vazamento de informação que possibilitou que um jornalista revelasse a identidade de uma agente da CIA, ocupou as duas últimas colunas do ombudsman do Washington Post, Michael Getler. Em seu texto de 12/10/03, ele apresenta outras questões importantes levantadas nas mensagens que recebeu nos últimos dias.

Tema recorrente, por exemplo, é o pouco destaque dado à admissão, por parte de George W. Bush, no dia 17/9, de que não há prova de ligação entre Saddam Hussein e al-Qaeda. O jornal deu a notícia, mas somente na página 18 do primeiro caderno. Muitos leitores apontaram que, alguns dias antes, havia saído na primeira página o resultado de uma pesquisa segundo a qual 70% dos americanos achavam que o ex-ditador iraquiano e a rede terrorista de Osama bin Laden cooperavam entre si. O presidente nunca afirmou diretamente que havia relação entre eles, mas o tipo de mensagem que a Casa Branca passou para conseguir apoio à invasão do Iraque dava a entender que ela existia. Quando o Post não coloca na primeira página que foi feita afirmação em contrário, está contribuindo para que o público dos EUA siga acreditando na união entre bin Laden e Saddam.

Getler observa que o diário realiza um bom trabalho de reportagem no Iraque, mas se diz decepcionado com a falta de atenção com que são tratados alguns acontecimentos públicos, fáceis de serem cobertos.

Leitores e até editores de outros jornais que compram matérias do Post apontaram um erro evidente cometido pela equipe na capa do dia 4/10. Ela informava que o inspetor-chefe de armas dos EUA, David Kelly, "não encontrou evidências para outro argumento principal de Bush (para fazer a guerra) ? que o Iraque tentou comprar urânio no Níger". As reclamações ressaltam que o presidente não se referiu ao Níger, mas à África como um todo.

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