Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1006
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PRIMEIRAS EDIçõES > THE WASHINGTON POST

Questão de prioridade

Por lgarcia em 09/10/2002 na edição 193

THE WASHINGTON POST

O tema da coluna de 29/9 do ombudsman do Washington Post, Michael Getler, é a priorização de questões que realmente importam ao leitor. Recentemente, generais aposentados de altas patentes apresentaram ao Comitê das Forças Armadas do Senado americano suas posições em relação a um provável ataque dos EUA contra o Iraque.

O general de exército John M. Shalikashvili disse que os Estados Unidos deveriam tentar buscar apoio do Conselho de Segurança da ONU para a operação, tomando o cuidado de "não serem rápidos demais para não terem ?não? como resposta". Joseph P. Hoar, general dos fuzileiros navais, questionou o perigo de se envolverem numa guerra terrestre que poderia causar muitas mortes de ambos os lados. Os americanos venceriam, enfatiza, "mas a que custo?". Assim, de modo geral, os conselhos foram de cautela com relação à guerra, com exceção do brigadeiro Thomas McInerney, que acha que os americanos dominariam o Iraque em 72 horas e que não deveriam "esperar serem atacados com armas de destruição em massa".

O grave problema apontado por Getler quanto à reunião é que, no dia seguinte, nada saiu no Post. Leitores reclamaram que não saberiam o que foi discutido se não tivessem outras fontes de informação. Coincidentemente, muitas pessoas se queixaram de uma nota sobre o secretário do Meio Ambiente de Oklahoma, que protestou em um aeroporto ao ser aleatoriamente selecionado para ter sua mala revistada. Descobriu-se que ele reclamou porque estava constrangido de transportar um saco cheio de preservativos. Considerando que o secretário é solteiro, não é figura importante em Washington e não cometeu crime, o fato não tem importância alguma para os leitores do Post. "Não posso acreditar que o colunista pegou alguém claramente embaraçado com uma revelação para poucas pessoas numa revista de aeroporto e fez com que centenas de milhares de pessoas ficassem sabendo disso. Não há propósito público nesta reportagem", criticou um leitor.

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