Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > ESPÍRITO SANTO

Raro vigor no jornalismo regional

Por lgarcia em 18/12/2002 na edição 203

ESPÍRITO SANTO

Victor Gentilli

A Gazeta, do Espírito Santo, de sexta-feira, 13 de dezembro, é uma edição histórica. Os jornalistas fizeram um print da primeira página e colocaram em lugar destacado na redação. Várias pessoas comentaram que jamais viram uma página com tantas notícias "boas" no mesmo dia.

No alto da primeira página, linha toda em caixa alta, a notícia da prisão do "empresário" Carlos Guilherme Lima, de algemas, entrando num camburão. O empresário é apresentado como "tesoureiro" do crime organizado no estado.

Ainda acima da dobra, a manchete com a informação de que o pleno do TSE confirmou a cassação do novo mandato do presidente da Assembléia Legislativa, deputado José Carlos Gratz, considerado por muitos como o "chefe" do crime organizado. Encerrado seu atual mandato, em 31 de janeiro, os cerca de 20 processos que Gratz responde voltarão a tramitar na Justiça.

O jornal ainda anunciava na capa que o governo recuara em seu intento de privatizar o Banco do Estado, o Banestes. A Gazeta divulgaria trechos de fitas em que o "empresário" Carlos Guilherme Lima e o secretário dos Transportes, Hélio Jorge Leal, "negociavam" os votos de deputados sobre a privatização. As fitas foram gravadas pela Polícia Federal com autorização da Justiça. No dia seguinte, A Gazeta publicou as fitas na íntegra e a notícia de que o Banco Central interviera no Banestes. O Jornal Nacional mostraria, na noite de sexta, imagens de diretores do banco tentando fugir levando documentos, mas cercados por policiais federais.

Diplomas falsos

No Globo de domingo, 15 de dezembro, uma chamada discreta na primeira página chamava para matéria sobre venda de diplomas no Rio de Janeiro: por cerca de R$ 400 podia-se comprar diplomas do ensino médio ou fundamental, expedidos por uma instituição de ensino capixaba ? que alega desconhecer a fraude.

A matéria foi possível porque O Globo conta com correspondente no Espírito Santo, o que os outros jornais não têm. A pequena mas aguerrida A Tribuna pôde dar sua merecida faturadinha. No dia 4 de agosto, já fizera a mesma pauta, com repercussão apenas local.

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