Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > THE WASHINGTON POST

Reflexões sobre o 4 de julho

Por lgarcia em 17/07/2002 na edição 181

THE WASHINGTON POST

Para os americanos, os feriados pátrios são mais comemorados por significarem um fim de semana prolongado que propriamente pelo que os faz existir. Exceção é o 4 de julho, quando realmente brota um sentimento patriótico entre as pessoas. Este ano, a data foi ainda mais especial por se tratar do primeiro Dia da Independência após os ataques terroristas a Washington e Nova York.

O ombudsman Michael Getler, em coluna de 7/6/02, admite que ficou um pouco decepcionado, como leitor, com a cobertura que o Washington Post fez deste dia, por não encontrar "pesquisa mais investigativa e profunda" do que se passou no país ou mesmo na área local. No próprio feriado, só havia matérias sobre esquema de segurança e movimentação em torno de atividades que seriam realizadas. No dia seguinte, reportagens de Washington feitas in loco e um apanhado sobre festejos em outras cidades. Na visão do ouvidor, foi uma "oportunidade perdida de fazer algo mais pensado, proveitoso e penetrante".

Getler recorda então dois artigos publicados poucos dias antes pelo Post. "Eles me lembraram por um lado, as características que celebramos e, por outro, como podemos ser alheios". Uma das histórias captaria no lead muito dos Estados Unidos de hoje: "O famoso aventureiro Steve Fosset, um Magalhães moderno com um GPS, um piloto automático de alta tecnologia, um patrocinador e um computador portátil para enviar e-mails via satélite, tornou-se ontem o primeiro balonista a dar a volta no planeta sozinho".

A outra matéria é "Bomba errante dos EUA acerta civis; militares admitem erro, mas não confirmam relatos afegãos de que haveria 40 mortos". No dia seguinte, o Post dava conta que as Forças Armadas não acreditavam mais que o incidente poderia ter sido causado por uma bomba de uma tonelada lançada equivocadamente. Isto é um lembrete de que há uma guerra de que muito pouco se sabe ocorrendo bem longe dos Estados Unidos.

O ombudsman conclui: "Este é um país grande, em geral próspero, unicamente poderoso e ainda muito seguro. Isso é confortante e motivo de contínua celebração. Mas pode também entorpecer os sentidos e nos distanciar do trabalho sujo e das dívidas não pagas, diminuindo a lembrança de como chegamos a destino aparentemente tão bom".

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