Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

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Renata Batista

Por lgarcia em 20/06/2001 na edição 126

ASPAS

NOVO PROVEDOR

"Brasil Telecom planeja criar provedor de acesso",
copyright Valor Econômico, 15/06/01

"A Brasil Telecom (BrT) planeja criar o seu próprio provedor de acesso à internet. Henrique Neves, presidente da Brasil Telecom Participações, holding que controla a operadora, considera o negócio estratégico para a companhia, mas garante que a BrT se concentrará no provimento de acesso e não investirá em conteúdo para a rede.

Atualmente, a BrT é a única operadora de telefonia que não possui o seu próprio provedor. O negócio é considerado estratégico para reduzir os riscos de perda de receita para outras operadoras. Se o usuário escolhe um provedor que utilize linhas de outras operadoras para conectar-se a rede, mesmo que a companhia origine as ligações, ela precisará pagar tarifas de interconexão às concorrentes. Quando a conexão acontece em um domingo, o desvio de receita é ainda maior, já que o usuário paga apenas um pulso qualquer que seja o tempo de duração da chamada, mas a operadora é obrigada a pagar interconexão por todo o período.

No mercado comenta-se que o projeto do primeiro provedor de acesso gratuito à internet – o iG – foi desenhado pela BrT. A empresa acabou não fez o lançamento e o negócio foi levado adiante pelos grupos Opportunity e Garantia Partners (GP) em sociedade com a Telemar e com a própria Brasil Telecom.

A discussão sobre a criação do provedor começou na reunião do conselho de Solpart – empresa que reúne as participações dos fundos de pensão, da Telecom Italia e do Opportunity na operadora -, na quarta-feira. Nessa reunião também foi tratada a possibilidade de a empresa abandonar o programa de antecipação de metas para 2003, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas a decisão foi adiada para a próxima semana.

Os representantes dos fundos e da Telecom Italia solicitaram mais informações sobre o projeto de internet, o plano de negócios e o orçamento da companhia para o período 2001-2003 e um programa de emissão de debêntures. Eles querem saber se a captação considera a antecipação de metas ou não.

Neves diz apenas que as debêntures previstas no plano de negócios refletem a necessidade de recursos da companhia para esse e para os próximos anos para atender as determinações da Anatel. ?Estamos conversando com bancos e hoje não teríamos dificuldade nenhuma para captar?, diz."

AMERICA ONLINE

"Empresa quer aproveitar as convergências entre computador,
TV e telefone", copyright O Estado de S. Paulo / The New York Times,
17/06/01

"O diretor-executivo da AOL Time Warner, Gerald M. Levin, não é expansivo. No início de uma entrevista, perguntaram-lhe sobre a visão que adotava para sua empresa. ?Assinaturas?, respondeu. E, indagado sobre o tipo de assinaturas que tinha em mente: ?Tudo?, disse, ainda parecendo meio entediado. ?Tudo o que você puder imaginar.?

Mas, minutos depois, o tédio desapareceu quando Levin começou a descrever um novo projeto, destinado a ser o arauto do futuro de sua empresa. É um futuro no qual a união da America Online, que ajudou a lançar o acesso a Internet, com a Time Warner fornecerá uma mistura de mídia a cada lar americano. É um futuro no qual tudo está à venda, de preferência em base mensal.

?Estamos na iminência de fazer assinatura da HBO sob encomenda, que pode parecer só mais um conceito?, disse Levin, mas ?que talvez seja a coisa mais profunda que vamos fazer?.

Com a animação crescendo, ele ampliou o conceito de assinaturas com o conceito de demanda: ?Por que não andamos na crista do que está na onda na sociedade atual, como os seriados A Família Soprano e Sex and the City? E há dez canais HBO. Agora, esqueça os canais. Você pode ter qualquer coisa que estiver na HBO naquele dia, naquela semana, naquele mês. E, a propósito, você pode voltar e ter o primeiro ano de A Família Soprano, tudo sob encomenda. Pague-me US$ 10 extras por mês?.

Agora Levin está emocionado. ?Isso não é só uma idéia empresarial, pois ela diz que esse é o modo como o consumidor funciona e a mente humana funciona.

É uma das chaves do futuro dos serviços interativos. Tudo – cada filme, cada pedaço de papel escrito – vai acabar sendo fornecido sob encomenda. Portanto estou encantado com ela.?

E, se Levin e os outros executivos conseguirem o que querem, a abordagem da mídia baseada na assinatura e no serviço sob encomenda vai encantar os consumidores em todo o país.

A AOL Time Warner não está só entre os gigantes da mídia que tentam posicionar-se para um futuro digital. Mas se destaca, e não só por causa de seu porte. Ela se destaca principalmente porque controla dois tipos de atividade que nenhuma de suas concorrentes pode alardear: um grande serviço Internet e – no mínimo igualmente importante – um grande serviço de TV a cabo.

Desafios – Ela tem pela frente muitos desafios. E precisa de ajuda, ou pelo menos de cooperação, de muitas companhias. Mas são essas duas atividades (o serviço AOL online e a Time Warner Cable) que lhe darão pelo menos uma vantagem para fazer o futuro digital, aquela mistura mensal, um dia-a-dia interativo.

Em janeiro de 2000, a AOL, a companhia número 1 no ciberespaço, disse que compraria a Time Warner, empresa número 1 de mídia tradicional. Desde então, Stephen Case, na época presidente da companhia e agora presidente da AOL Time Warner, conta a mesma história. ?A aposta básica é que a convergência vai acontecer e não se refere só à TV?, disse. ?Refere-se ao entrelaçamento do PC, da TV, do telefone e do estéreo, para permitir que as pessoas divirtam-se melhor, sejam educadas melhor, comuniquem-se melhor, mudando a vida delas.? Isso significa TV interativa e sob encomenda. Significa música nos computadores. Significa e-mail em celulares.

?Essa fusão não tem a ver com a venda de assinaturas de revista na AOL?, disse Richard D. Parsons, que divide a chefia de operações da empresa. ?Essa fusão tem a ver com a criação de novos ramos, pegar o aspecto interativo do telefone e aplicá-lo a outros tipos de mídia.?"

RECÉM-FORMADOS NA WEB

"Site focado nos recém-formados", copyright
Valor Econômico, 12/06/01

"Logo que terminou a graduação, a assistente de marketing, recém- formada em administração Raquel Resende saiu em busca de informações na rede que lhe ajudassem a dar um impulso na carreira.

Dessa necessidade surgiu a idéia do www.formei.com.br . Um site que, segundo ela, pretende ser um ponto de partida e reunir tudo que há de melhor para o recém- formado.

São seis seções com informações dirigidas para a carreira e o mercado de trabalho de quem acabou de sair ou está saindo da faculdade. Na seção ?Pós Graduação?, são explicados os diferentes tipos de pós existentes, ?lato Sensu? (especialização, extensão), ?strictu senso? (mestrado, doutorado e mestrado profissional). Há também uma relação com mais de 50 cursos e as instituições brasileiras que oferecem pós em diversas áreas diferentes. A seção traz ainda os passos que devem ser dados para se cursar a pós no exterior e mais o site de várias universidades pelo mundo.

Em ?dica?, o usuário encontra sugestões de cursos on-line (até gratuito) e onde buscar bolsas de estudos. Em outra seção há um ?link? que leva a uma relação de empresas que mantêm programas para ?trainees?. Na seção ?Currículo?, os usuários encontram endereços de sites de currículos e também como montar um bom currículo.

Toda semana existe também uma entrevista com profissionais de diversas áreas. E na seção depoimentos, os usuários além de conferirem a experiência de outras pessoas, podem deixar registrada a sua própria história.

Além das seis seções, existem diversas notícias sobre o mercado de trabalho. E, a partir de julho, os usuários terão um fórum onde poderão trocar idéias e uma seção chamada ?Encontre sua turma?, onde poderão deixar seus dados com o objetivo de encontrar seus ex-colegas do tempo de graduação."

    
    
                     

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