Terça-feira, 23 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1047
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Reunir experiências e avançar

Por lgarcia em 20/10/1999 na edição 77


Estou completamente de acordo com o amigo Leo Ayres. Afinal de contas, qual é o principal objetivo do Enecom? Seria o de promover uma grande colônia de férias para os estudantes de Comunicação? A maioria dos estudantes que vão a estes encontros só quer saber de farra. Não tenho nada contra a diversão, apenas acredito que haja hora para tudo.

O amigo Buongermino me pareceu um pouco frustrado com a profissão. Talvez ele fosse um desses pobres estudantes que cursam faculdade de Jornalismo pensando que após formados poderão vir a ser o novo âncora do Jornal Nacional. Talvez a realidade tenha sido um pouco cruel com você, amigo, mas não se espante, esta é a vida, não há mar de rosas (principalmente para os profissionais de nossa área), e sim uma guerra diária que devemos vencer a cada dia para sobreviver.

Em tempo: quem financia este encontro? Estes recursos não teriam uma aplicação mais justa se fossem usados para ajudar estudantes que muitas vezes deixam de estudar por não ter como pagar a escola? Um abraço,

Carlos Alberto

 

Estudo Jornalismo em Maceió, ainda estou no primeiro ano e começo agora a me inteirar do curso, saber de meus direitos e deveres e a usar isto para não ficar parado. Participei do Enecom, li e reli várias vezes o artigo de Leonardo Ayres. No começo achei que ele era um revoltado com o curso. Mas agora decidi dar meu apoio ao Ayres e meu repúdio ao Buongermino, que não fala coisa com coisa. Com jornalistas como ele é que nossa imprensa vai ficar se “imprensando”. Também sou de BH, e acho aquela cidade o máximo. O problema é que ele tem mau gosto até na hora de se divertir!

Alexandre Henrique, 1º ano de Jornalismo da UFAL

 

Li os comentários sobre o Enecom, e como pessoa e estudante de Comunicação resolvi dar meu parecer. Concordo com Carolina Ribeiro, acho que o encontro é o que fazemos dele. Fui a dois encontros: o de Curitiba em 98 e o de Maceió em 99 (e pretendo, é claro, aproveitar meu último Enecom aqui no meu estado). Para mim, os encontros foram completamente diferentes. E de toda forma maravilhosos. Se no de Curitiba estive mais interessada em toda a programação cultural e científica proposta (sem deixar de fora festas e afins), no de Maceió não foi a mesma coisa. Me entreguei completamente ao astral do lugar e aproveitei do início ao fim da forma que achei melhor. E não me arrependi em nenhum minuto.

O encontro é para isso mesmo: para aproveitarmos do jeito que quisermos, seja debatendo política, futuro, problemas acadêmicos e estudantis, seja para conhecer pessoas e opiniões, para dar um passo à frente em nosso preconceito em relação às diferentes culturas, para amar toda essa gama de diferenças lindas e maravilhosas deste Brasil e aprender muito com isso. Para saber que longe, em outro canto do país, há cabeças que podem pensar como as nossas e tentar com isso eliminar barreiras e diminuir distâncias.

De que adianta ficar discutindo em plenárias, se dizendo preocupado e engajado se se continua com preconceito em relação ao outro? Comunicar é também saber ouvir.

Este encontro, mais que tudo e antes de tudo, pode ser visto como uma oportunidade de humanizar e integrar nosso enorme país. Estamos todos no mesmo barco, e nesta hora o melhor que podemos fazer é andar juntos! Para todos que sonham em mudar o mundo, penso que este é o primeiro passo.

Sobre o que Buongermino defendeu, não posso ficar calada. Falar que BH é chata e que os mineiros não são solidários é uma grande bobagem. Conheço BH e posso dizer que é uma cidade maravilhosa, que exala cultura por todos os lados e que tem tanta coisa para se ver e fazer que eu, que já fui quatro vezes lá, não consegui conhecer tudo que queria. Com toda a certeza, tu é que não soubeste aproveitar.

Os mineiros são pessoas queridas e simpáticas que sempre me ajudaram quando precisei, desde o cobrador de ônibus (ou como eles dizem lá “trocador”) até as pessoas nas ruas às quais pedi informação, sem falar das pessoas que conheci no Enecom e fui visitar. E não só mineiros. Conheci baianos, cariocas, enfim, pessoas maravilhosas de diversos estados com quem mantenho contato, troco idéias e aprendo muito. Posso dizer que muito disso devo a encontros como o Enecom, que fizeram com que eu prestasse mais atenção à minha cultura, conhecesse e amasse outras tantas e visse que tudo faz parte de uma coisa só!

Outra coisa: o fato de muitos estudantes não comparecerem às plenárias, como reclama Leonardo Ayres, não quer dizer que eles não se preocupem com o futuro, com a realidade do país e com as demais causas. Há muitos que pensam que não há lugar específico para se discutir esse tipo de assunto, outros simplesmente encaram o encontro como curtição, integração e humanização.

O importante é tirar proveito destas oportunidades únicas que nos são dadas, da forma que quisermos e que acharmos melhor, pois de nada adianta ser obrigado a fazer coisas só para provar algo a alguém.

Aos que nunca foram, não percam a oportunidade. Aos que já foram, venham repetir a dose aqui neste pedacinho do Sul do país, que os espera no próximo Enecom com um baita frio, mas com uma recepção acolhedora dos gaúchos e gaúchas!

Carolina Alves Cozzatti, 20 anos, Famecos/PUCRS

 

É um absurdo o que alguns profissionais de comunicação (?) dizem sobre o Enecom. Uma pessoa que vive de debates, investigações e pensamentos critica pessoas que se reúnem para praticar essas coisas, além, é claro, de conhecer lugares e realidades diferentes. Ou será que tudo isso é descartável para que se forme um bom comunicador? Certamente quem critica nunca participou.

Mohamad Hosn, estudante de Jornalismo da Faesa/ES

 

Meu nome é Kelly Machado e curso o oitavo período de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Li o texto do “caríssimo” Sr. Buongermino e posso dizer sem nenhuma preocupação: é a pessoas mais estúpida que já tive o desprazer de ler e espero, sinceramente, que ele continue feliz vivendo sua triste mediocridade.

Não gosto de pessoas que desmereçam minha cidade (ou qualquer outra) sem um motivo plausível. Apenas demonstrou ser um jornalista que tira conclusões sem antes averiguar realmente os fatos. Foi ridículo. Já a menção que fez ao Atlético Mineiro foi pobre e de péssimo gosto.

Não faço questão de que minha opinião seja publicada, mas gostaria que ela chegasse ao conhecimento do Sr. Buongermino.

Kelly Machado

 

Absurdo haver apenas uma opinião na discussão sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. O pior é que a opinião defende a tese corporativista do Sr. Orlando Lemos – e de muitos outros nomes importantes do jornalismo brasileiro – pela obrigatoriedade do diploma e a reserva de mercado para os diplomados. Esta lei é uma lástima porque impede outros excelentes profissionais de diversas áreas de contribuírem para a informação – e formação – de nossa pobre sociedade. Em países em que o corporativismo é posto em segundo plano prevalece sempre o interesse maior, o bem-estar de toda a sociedade. Muitos profissionais – médicos, advogados, engenheiros, sociólogos, filósofos e outros investigadores natos – trabalham para informar aos cidadãos da forma mais clara e precisa sobre a coisa pública. Há comunicação entre um médico e um leitor, assim como num consultório. Já muitos jornalistas brasileiros poderiam matar seus leitores pela má qualidade das informações chulas, imprecisas e desqualificadas concentradas numa mesma matéria sobre saúde.

Acredito que o Sr. Gustavo Franco, exímio economista, é melhor jornalista que 80% dos jornalistas que cobrem economia hoje no Brasil. Não há cristão em nenhuma redação que possa dar mais informações, com mais qualidade e utilidade que Gustavo Franco. Ele é mais que jornalista, é um comunicador útil, peça rara entre nós hoje em dia.

O que interessa é a informação pública – e publicada – de forma clara, objetiva, direta etc. Tudo o que manda a cartilha do jornalismo. Isso os especialistas fazem, a diferença é que eles têm conteúdo para colocar nesse formato (lead, desenvolvimento, conclusão), que qualquer débil mental pode aprender.

Alexandre Martins, jornalista não-formado, 10 anos de profissão

 

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