Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Revisionista condenado

Por lgarcia em 02/10/2002 na edição 192

TELETIPO

O australiano Fredrick Toben foi condenado a tirar do ar sítio de internet no qual afirmava que o Holocausto não aconteceu. É a primeira condenação da justiça australiana para um caso de racismo na internet. O material publicado negava a morte de milhões de judeus sob o nazismo e dizia que quem se ofende com a revisão do Holocausto tem inteligência limitada. Toben, além de pagar os custos do processo, terá de pedir desculpas por escrito a Jeremy Jones, presidente do Conselho Executivo Judaico Australiano, que moveu a ação. As informações são da Reuters [17/09/02].

O "tribunal de imprensa" do Irã ? como é conhecida a corte 1410 de Teerã ? ordenou o fechamento de mais duas publicações reformistas, em outro movimento da ala conservadora do governo para conter a abertura do regime islâmico. O diário Golestan-é-Iran foi condenado por "publicar rumores e propaganda contra o regime" e o semanário Vagat foi banido pela divulgação de imagens "depravadas" e artigos "moralmente ofensivos". Ele se somam aos mais de 80 veículos fechados desde abril de 2000. Os Repórteres Sem Fronteiras [16/9/02] protestaram junto ao chefe do judiciário iraniano, Mahmud Sharudi, lembrando que há 10 jornalistas presos injustamente no país.

O mecanismo de busca Google lançou serviço de notícias que rastreia 4 mil fontes em língua inglesa, do New York Times a jornais de cidade pequena. Como informa a Reuters [23/9/02], as matérias ficam organizadas em categorias como mundo, negócios e entretenimento, e, quando uma busca é feita, aparecem em ordem cronológica de publicação, começando pela mais recente. Nenhum jornalista trabalha no Google, que, para organizar o serviço de notícias, usa o mesmo sistema já conhecido para busca de sítios e imagens. Disponível por enquanto apenas em inglês o novo recurso pode ser acessado pelo endereço <www.google.com>.

Grupo de mais de 10 anarquistas atacou equipe de jornalismo na Grécia, roubando e destruindo equipamentos. A polícia, que não prendeu ninguém, disse que os danos não foram muito graves. Veículos que transportavam o equipamento estavam estacionados diante do escritório de Gianna Kourtovik, advogada que defende o maior executor do grupo terrorista 17 de Novembro e sua mulher. A organização é acusada de 23 mortes e sua primeira aparição foi em 1974, com o assassinato do chefe posto da CIA americana em Atenas. Dezesseis homens e uma mulher que supostamente fazem parte do 17 de Novembro estão presos. Anarquistas independentes freqüentemente protagonizam ações violentas na Grécia, queimando carros e escritórios de políticos, bancos, empresas estrangeiras e diplomatas. Segundo a AP [16/9/02], jornalistas também já foram atacados.

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