Sábado, 25 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > NAS BANCAS

Revista abordará diversidade sexual

Por lgarcia em 12/02/2003 na edição 211

SAPIENS NAS BANCAS

Mercia Ribeiro (*)

Será lançada na segunda quinzena de março, no Rio de Janeiro, a revista Sapiens, que tratará do tema diversidade. Voltada para o segmento que ficou conhecido como público GLS, conterá pautas sobre arte, comportamento e sexualidade. O número zero terá distribuição gratuita em livrarias do Rio de Janeiro. Segundo Pedro Dantas, que coordena o projeto editorial, o objetivo da publicação é conferir qualidade e seriedade no tratamento da questão da diversidade sexual, sem abrir mão da sensualidade e da função de entretenimento da revista. "Ao contrário das demais tentativas de atingir esse público, não cairemos no lugar comum da vulgaridade ou no discurso meramente panfletário".

A empresa de programação visual Duas Márcias concebeu um projeto gráfico para a Sapiens com referências a elementos kitsch, retrô e ao universo pop, com muitas cores e destaque para as fotografias. O arco-íris de seis cores que acompanha a logo da revista, ícone mundial do movimento gay organizado, é justamente a inspiração que move todo o projeto. Ele simboliza a aceitação da diversidade sexual e da liberdade humana. A partir do número 1, a revista circulará no eixo Rio-São Paulo, mas a idéia de chegar às capitais Porto Alegre e Recife até o fim deste ano também está entre as metas do projeto.

O projeto editorial teve a consultoria do Grupo Arco-Íris (GAI). Em pesquisa realizada para o Ministério da Saúde em junho do ano passado, o Ibope apontou o Grupo Arco-Íris como a ONG top of mind entre gays, lésbicas e simpatizantes.

As matérias da Sapiens tratam sempre de temas que transitam pelo universo da diversidade, e não têm necessariamente vínculo com o universo gay. No número zero, a revista traz, por exemplo, matéria com a fotógrafa brasileira Lucinha Karabtchevsky, que vive em Merano, na Itália. Com a intenção de promover as jóias do marido, Alfredo Grosso, ela fez um calendário cujos modelos eram os próprios habitantes da até então pacata cidade. O resultado do trabalho encantou a Europa e colocou o calendário de Merano à frente do do fotógrafo alemão Helmult Newton, no ranking de calendários do jornal Corriere della Sera. Como em 2003 ela fotografou casais hetero e homossexuais da cidade, tornou-se pauta da Sapiens.

(*) Jornalista

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