Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > GEORGE

Revista NO está no ar

Por lgarcia em 05/05/2000 na edição 89

A revista de política e glamour fundada por John Kennedy Jr. em 1997, George, ganha novo editor e parece estar saindo do buraco. A decadência do veículo foi notada antes da morte de seu fundado em acidente de avião em julho do ano passado. Temendo que sua parceira, a cadeia de revistas Hachette Filipacchi, dispensasse George, Kennedy procurou alternativas financeiras em sua última semana de vida.

Segundo Alex Kuczynski [The New York Times, 1/5/00], no dia 30 de abril a revista promoveu um coquetel com estrelas da moda. Frank Lalli, novo editor-chefe da George, sorria ao observar as celebridades circundantes. Em suas três mesas, entre outros convidados, sentaram a modelo brasileira Gisele Bündchen, Patricia Hearst, o diretor John Waters e Kevin Spacey.

Lalli, que tem 57 anos, antes de assumir a chefia da edição de George era editor geral da revista Money. Mais tarde, tornou-se executivo sênior da Time Inc. Alguns meses depois, foi chamado para o desafio em que se encontra: levantar a George.

A festa deve-se ao reerguimento e reinauguração da revista. A publicidade por trás do acidente de Kennedy incitou novamente o interesse do público, esvaziando as estantes nas bancas. A mistura de política e entretenimento sempre deu à revista um tom peculiar e, até, bizarro. Como a mistura nunca realmente decolou, indústrias de revistas e agências publicitárias começaram a se sentir justificadas quando a revista estava "mal das pernas".

A tarefa do novo editor-chefe é fazer da revista um sucesso. A tradicional frase "política e entretenimento" de seu fundador foi substituída por uma de autoria de Lalli: "política, poder, cultura pop e gente", que, para ele, é uma fórmula para o sucesso. Ainda há, porém, um longo caminho. Após o boom do último semestre de 1999, a publicidade caiu 74% de janeiro a março deste ano, o que significa uma queda de 3,4 milhões de dólares para 1 milhão.

"Minha intenção não é reinventar a revista, é enfatizar a visão de Kennedy", disse Lalli. Segundo ele, "não teria aceitado o emprego se não acreditasse que a revista pode ser uma força política positiva, que engaja os leitores e, claro, que vende".

A edição de maio é a primeira que carrega seu carimbo. No editorial, Lalli enfatizou a mistura tradicional da revista para atrair maior massa de leitores. Há, porém, alguns momentos bobos em sua estréia. "Acho que esses pedaços servem nossa mistura não-política-como-usual", disse. "As pessoas querem ser informadas, mas também querem ser entretidas."

Apesar da inovação propagandística – os leitores são convidados a responder questões sobre os anunciantes – como "Ralph Lauren tem uma fragrância. Qual é ela?" –, muitas agências permaneceram pouco receptivas. Alan Jurmain, diretor da Lowe Lintas & Partners, um serviço de mídia, disse ser cético. "Qualquer anunciante gosta de estar numa revista popular, quente, mas George não é nada disso hoje", afirmou. "É um trabalho em progresso."

 

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