Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

PRIMEIRAS EDIçõES > IBOPE

Rodrigo Rainho

Por lgarcia em 15/01/2003 na edição 207

TV PAGA

“TV paga prepara novidades mesmo em cenário de crise”, copyright Folha de S. Paulo, 12/01/03

“OS CANAIS pagos iniciaram o ano enfrentando a crise no mercado de TV a cabo, que registrou queda de assinantes em 2002, e o dólar ainda alto, que leva as programadoras a renegociarem preços com seus fornecedores. Nesse quadro, é justo que os assinantes temam pela qualidade da programação em 2003.

A Rede Telecine, porém, anuncia mais um pacote de filmes inéditos. ?Uma Mente Brilhante?, ?Inteligência Artificial? e ?O Diário de Bridget Jones? estão entre eles. ?Temos flexibilidade para negociar a compra. Grandes estúdios, sócios do Telecine, recebem menos pelos direitos de exibição, mas investem?, diz Fred Schiffer, diretor-geral. Parte do investimento do National Geographic Brasil será destinada a produções regionais. ?Os programas serão vendidos para o mercado internacional, tornando o Brasil mais conhecido e melhorando nossa receita?, diz Abel Puig, diretor do NGC. ?O mercado encolheu 6% em 2002, tivemos prejuízo de 35% em nossa receita, mas fizemos novas aquisições e a qualidade da programação será a mesma?, afirma. O Discovery exibirá 20% de produções independentes brasileiras. ?A maior fatia dos custos das produções é em dólar, mas a dublagem, pelo menos, é em real?, diz Vera Buzanello, vice-presidente de vendas da Discovery Networks Latin America. A série estrangeira ?O Homem do Futuro?, sobre a evolução da pesquisa científica na genética, é a estréia do canal para o próximo domingo, às 21h. O canal A&E Mundo cogita fazer especiais sobre Sônia Braga, Jorge Amado e Maurício de Souza. O documentário ?A Revolução de 32? é o destaque do ano no History Channel. ?A compra de atrações para o público da América Latina é preestabelecida, apesar da receita prejudicada pela crise do setor e do dólar muito valorizado?, diz Helios Dominguez Alvarez, diretor de A&E Mundo e do History. O Sony planeja o novo ?game show? ?Estilo Game?, produzido no Brasil. Reúne três duplas de jovens telespectadores em uma disputa de conhecimentos gerais. Quem tiver mais afinidade com o companheiro vence. ?Procuramos trazer séries pouco tempo depois das estréias nos EUA. Vamos continuar investindo o que for necessário para oferecer atrações do gosto do público?, diz Dorien Sutherland, diretor-geral da Sony Pictures América Latina. Antecipação No Multishow, o impacto da alta da moeda americana não prejudicou a programação de 2003, segundo Wilson Cunha, diretor do canal. ?Fechamos os contratos de aquisição de programas com seis meses de antecedência. A alta do dólar não nos afetou?, diz ele. ?As temporadas de ?Sex and The City? foram compradas em um bom momento. Isso nos deu fôlego.?

No Disney, as novidades são os longas animados ?A Bela e a Fera?, ?Toy Story? e ?Branca de Neve?. ?Vamos investir na programação da mesma maneira que em 2002?, afirma Herbert Grecco, diretor de marketing do canal. ?Apesar da crise, o faturamento cresceu no ano passado. Vamos apostar em produções originais, animações e séries.?

O ESPN Brasil não renovou contrato para a transmissão da Fórmula Mundial e reduziu o orçamento do programa ?Nas Pegadas do Campeão?, que mostra o dia-a-dia do tenista Gustavo Kuerten. ?Não estaremos com Guga nas primeiras viagens dele para reduzir custos, mas exibiremos as partidas?, diz José Trajano, diretor de programação.”

“TV paga negocia ?pacto? por crescimento”, copyright Folha de S. Paulo, 8/01/03

“Operadores de TV paga e programadoras de canais estão negociando um ?pacto? para fazer a indústria de TV por assinatura do país, praticamente estagnada desde 1999, voltar a crescer. Pelas negociações, as programadoras deixariam de cobrar por seus canais em dólar e adotariam um indicador como o IGP-M, que é o mesmo usado para reajustar mensalidades dos assinantes. Quase todos os canais pagos, mesmos os nacionais, são cobrados em dólar, porque boa parte de seus custos são nessa moeda. Alguns canais, como os de filmes, chegam a custar para as operadoras mais de US$ 5 por assinante. Em troca, as operadoras assumiriam o compromisso de voltar a investir em infra-estrutura e de tornar seus serviços menos dispendiosos para os assinantes. Assim, o número de assinantes cresceria, e programadoras e operadoras ganhariam a longo prazo. Um desses acordos já está praticamente fechado. Envolve a Net Brasil (empresa que negocia conteúdo para as operadoras Net e a Sky) e Globosat (programadora de canais como o GNT e o Multishow). Há duas outras frentes de negociações, com os canais internacionais e os de filmes. Para Alberto Pecegueiro, diretor da Globosat, o eventual acordo não irá empobrecer o conteúdo da TV paga brasileira. ?Todas as programadoras já vêm, desde 1999, renegociando seus custos com fornecedores?, diz.”

 

IBOPE

“No Ibope, apenas a Globo cresceu em 2002”, copyright Folha de S. Paulo, 13/01/03

“Apesar da novela ?Esperança? e do horário eleitoral gratuito, a Globo foi a única emissora de TV a crescer no Ibope em 2002. A audiência da rede aumentou 10% na média diária (das 7h à 0h) nacional do Ibope e 5% na média diária da Grande São Paulo.

Já o SBT caiu 9% na Grande SP e 10% no país todo. A Record perdeu 25% de seu ibope nacional e 20% do paulistano. As demais TVs ficaram estagnadas. A Band manteve sua média diária de 2 pontos (tanto no nacional como na Grande São Paulo). A Rede TV! fechou o ano com 2 pontos na Grande SP e 1 na média nacional. O total de televisores ligados cresceu 2,5% em ambas as amostras.

Na média nacional, a Globo encerrou 2002 com 22 pontos, 2 a mais do que em 2001. Na Grande SP, cresceu de 19 para 20 pontos. O crescimento se deve à bem sucedida programação do primeiro semestre, com ?O Clone?, ?Big Brother Brasil? e Copa do Mundo.

O SBT caiu de 10 para 9 pontos na média nacional e de 11 para 10 na Grande SP. Um dos motivos foi o fracasso das segunda e terceira ?Casa dos Artistas?. A Record, que tinha 5 pontos Grande SP em 2001, caiu para 4 pontos. No nacional, caiu de 4 para 3.

Cada ponto no Ibope equivale a 47,5 mil domicílios na Grande SP. Na amostra nacional, representa 148 mil domicílios. O país tem mais de 40 milhões de domicílios com TV, mas a amostra do Ibope representa apenas 14,8 milhões.”

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