Terça-feira, 19 de Março de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1029
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Rótulo rejeitado

Por lgarcia em 03/04/2002 na edição 166

THE WASHINGTON POST

Em 13/3, a chamada principal da primeira página do Washington Post foi "Forças de Israel entram em Ramallah. Milhares de tropas atacam cidade; 30 palestinos mortos". No quarto parágrafo da reportagem lia-se que sete israelenses haviam sido mortos antes por atiradores palestinos. Como acontece freqüentemente com o Post, muitos leitores enviaram mensagens de reclamação, acusando o jornal de ser tendencioso.

O ombudsman Michael Getler, em coluna do dia 24, assume que este exemplo é legítimo de ser questionado e busca subsídios para mostrar que o jornal não é parcial na questão do Oriente Médio. Ele começa alertando para o fato de que não é o correspondente que está cobrindo o conflito, nem o editor internacional na redação, quem define o que será manchete na primeira página. David Hoffmann, que foi correspondente em Moscou e Jerusalém, afirma que boa parte das reclamações "são tentativas de medir pequenos detalhes". "Mas se olharmos para o todo de nossa cobertura, veremos muito espaço dedicado a ambos os lados." Phil Bennett, gerente editorial assistente para notícias internacionais, também pensa assim. Ele classifica de absurda a postura de leitores que culpam os correspondentes pessoalmente por uma suposta parcialidade do Post: "Este rótulo de pró-palestino que nos colocaram foi criado por pessoas que não são observadores imparciais. Eu rejeito esta idéia".

Getler concorda: "Lapsos e imperfeições ocorrem no registro e reprodução de conflito tão longo e brutal. De modo geral, minha opinião permanece que os leitores do Post são afortunados de terem reportagens tão corajosas feitas em campo e de ambos os lados".

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