Terça-feira, 22 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº955

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Só para convidados

Por lgarcia em 06/06/2001 na edição 124

TELETIPO

Na penúltima semana o prefeito americano de Cleveland, Ohio, barrou a entrada de jornalistas e fotógrafos de um jornal local em um importante evento político. Segundo Felicity Barringer [New York Times, 28/5/01], Michael R. White tomou a decisão depois que o The Plain Dealer não deu destaque à cobertura da grande cerimônia de inauguração de uma nova pista de decolagem, no aeroporto da cidade. Seu assessor Brian Rothenberg declarou que o jornal foi injusto durante todo o terceiro mandato do prefeito e, seguindo as ordens do chefe, expulsou todos os repórteres e fotógrafos do Dealer da lanchonete de uma escola, onde White anunciava para o resto da mídia local que não tentaria se reeleger pela quarta vez. "Se você vai observar de perto um político, faça isso com todos eles", disse Rothenberg. O jornal está decidindo se entra com um processo contra a cidade.

A Walt Disney está modificando sua nova produção de US$ 135 milhões, Pearl Harbor, para maximizar a bilheteria ao redor do mundo, disse Jon Friedman [CBS.MarketWatch.com , 28/5/01]. Segundo especialistas, o filme do diretor Michael Bay está sendo apresentado com cortes de diálogos, fora dos Estados Unidos. O New York Daily News observou que a iniciativa pretende evitar problemas com um "vaidoso discurso de vitória", pronunciado por Kate Beckinsale, uma das estrelas do filme. Ainda assim, a decisão de editar a produção reflete a tentativa da Disney de tentar elevar seus lucros a qualquer custo.

Pearl Harbor é aparentemente uma épica história de amor, vivida durante um dos mais discutidos acontecimentos do século 20. Cerca de 2400 americanos morreram e 18 navios de guerra e 188 aviões americanos foram destruídos no ataque japonês.

A obra-prima de Victor Hugo, Os Miseráveis, têm sido recontada em musicais, peças de teatro, diversos filmes e seriados de TV ao longo dos anos, todos sem qualquer tipo de manifestação por parte dos herdeiros do autor. Agora, no entanto, uma sequência francesa do romance provocou o protesto do tataraneto de Hugo, que quer o livro banido, informou Alan Riding [The New York Times, 29/5/01].

Na França, a lei que protege os "direitos morais" de um ator é perpétua, e é sob ela que Pierre Hugo pretende atacar Cosette or the Time of Illusions, de François Cérésa. Segundo ele, o livro desrespeita o original, ao modificar as personagens, e é uma pura jogada de marketing, já que esse ano comemora-se o 200? ano de nascimento de Victor Hugo. Cérésa disse que sua obra é uma homenagem ao autor, e que as personagens mantém seu espírito, mas se modificam ao longo da história.

    
    
                     

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