Terça-feira, 19 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

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Sadat, vilão ou herói?

Por lgarcia em 01/08/2001 na edição 132

TELETIPO

A reação ao primeiro filme sobre o ex-presidente egípcio Anwar Sadat mostra como o Egito permanece dividido entre considerá-lo um herói nacional, libertando a Península de Sinai da ocupação israelense e pacificando o país, e um traidor, "vendendo" o Egito a Israel e aos EUA. Vinte anos após o assassinato do líder por muçulmanos radicais, o diretor egípcio Mohammed Khan produziu Dias de Sadat (tradução literal). O filme recebeu amplo apoio político ? sinal da importância da imagem de Sadat como pacificador para o atual governo de Hosni Mubarak, diz Salah Nasrawi [The Associated Press, 19/7/01]. A emissora estatal de rádio e TV colaborou com grandes somas para o filme de US$ 1,5 milhão. Nas salas de cinema, alguns aplaudem de pé, enquanto outros disparam piadas sobre Sadat.

Uma seqüência de episódios sobre homossexuais no programa americano Nightline, da ABC, causou furor na comunidade gay. A série, de uma semana, já incomodou no título: "Uma questão de escolha? Vida gay nos EUA". Dúzias de homossexuais foram reclamar com a emissora. Tom Bettag, produtor executivo do Nightline, explicou-se no sítio da ABC News, mas não mudou o título da reportagem, agendada para setembro. Segundo David Bauder [The Associated Press, 27/7/01], a maioria dos ativistas diz que sua orientação sexual é, pelo menos em parte, uma questão biológica, não algo que escolhem sob influência de aspectos culturais e psicológicos.

A agência de notícias britânica Reuters planeja eliminar de 1.000 a 1.200 empregos. Os cortes, parte da tentativa da agência de economizar US$ 215 milhões em 2003, são maiores que os previstos, de acordo com Thorold Barker [The Financial Times, 22/7/01]. As demissões devem se espalhar entre os 18 mil funcionários da Reuters ao redor do mundo, incluindo cerca de 50 executivos sênior. Funcionários do setor editorial não devem sair. O anúncio das mudanças, no dia 24 de julho, foi a primeira oportunidade de Tom Glocer, novo executivo-chefe, mostrar trabalho no grupo britânico. Glocer é o primeiro americano a dirigir a Reuters, assumindo o lugar de Peter Job.

    
    
                     

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